Sabe que eu sempre fui a mais magricela ever, né. Do tipo que só ia de calça de moleton na aula de educação física, porque bermuda de cotton ficava larga na minha coxa - e eu morria de vergonha disso. E chega uma idade em que a gente não quer ser esquisitinha e cheia de apelidos, a gente quer ser, pelo menos, normal. E eu tentei fazer regime de engorda, durante anos à fio.
Mas chega outra idade em que a gente desencana dessas coisas e resolve se aceitar como é. Eu já não era magricela a ponto de a bermuda ficar larga, mas continuei abaixo do peso mínimo durante toda a minha vida. O peso mínimo: 48/49kg. Meu sonho era, como diria a versão pirata da Copélia Rocha, ficar dentro da tabela. Porém, já não buscava conseguir isso com tanto afinco. Por mim, bastava que eu não perdesse nenhum quilo.
E assim, durante a faculdade cheguei a ficar à beira de entrar na tabela, com lindos e plenos 47kg. Nunca me senti tão bem! Mas 'alegria de pobre dura pouco' e um TGI entrou na minha vida. Perdi 3kg no ano do TGI. E até hoje, só consegui recuperar 1kg. Estacionei nos 45kg durante quase 3 anos. Mas mal sabia eu que só o que eu precisava era de um feijãozinho.
Sim, um feijãozinho. Na semana passada eu resolvi enfrentar a balança novamente, só por desencargo de consciência, pois já sabia no que ia dar. 45kg. Conforme o esperado. Nada de novo na plantação de morangos. Até segunda-feira - quando eu tomei conhecimento do feijãozinho, meu lindo feijãozinho.
E hoje de manhã resolvi me pesar de novo. Sabe, em menos de duas semanas, cheguei novamente nos 47kg. São dois quilos em menos de duas semanas!
Bastava um feijãozinho.
Falando em quilos, à pedido da Juju, tirei foto da minha barriga. Foram as primeiras fotos do meu filho(a), segunda-feira, dia 29/09/08 - no dia em que tomei conhecimento da existência dele(a). Mas eu não encontrei o cabo da máquina fotográfica pra passar as fotos pro computador...
3.10.08
30.9.08
meses precedentes
A gente ia tentando, tentando, tentando...
Não foram meses e meses a fio, mas o meu querrer era TÃO grande, que parecia que a gente nunca ia conseguir. E eu estava tão tensa.
A gente decidiu que não iria contar pra ninguém. Eu não ia suportar a fatídica pergunta: "E aí? Já...???" Não, eu não suportaria. Eu já estava ansiosa o suficiente sozinha, sem precisar de 'ajudas' externas. Até o marido foi instruido a evitar tocar no assunto. Eu queria aproveitar ao máximo os momentos em que eu não pensava nisso, e eram muito raros.
E eu ainda estava em fase de 'regularização'. Meu ciclo no primeiro mês de tentativa durou 31 dias, no segundo caiu para 30, o terceiro já tinha sido 29. E toda vez eu chorava. Mesmo com as recomendações da minha tia: não adianta ficar nervosa, não adianta ficar ansiosa... Que nada, eu já estava ansiosa antes de começar a tentar!
E aí ia entrar o quarto mês de tentativa. Eu ainda estava muito triste, pois no terceiro mês eu realmente já achava que tinha dado certo. Foi o mês que eu fiquei mais triste. E o marido, tadinho, eu sei que ele também ficava muito triste, mas ele tentava não demonstrar muito, pra me dar mais força. Porque ele queria, tanto quanto eu. Foi aí que eu falei que ia pular aquele mês, que tinha sido muito desgastante psicologicamente, que a gente voltaria a tentar no outro. E ele concordou.
Mas foi tudo da boca pra fora, pois continuamos a tentar e eu continuei ansiosa, apesar de ficar fingindo que não. Talvez a idéia seja essa, fingir com toda a sua força. Quem sabe a gente não consiga até convencer nosso organismo, se fingir com veracidade o bastante?
Pois bem, talvez também tenha sido apenas que eu finalmente tenha ficado regulada. E eis que eu tinha calculado que o ciclo duraria 29 dias novamente, ou seja, iria vir dia 27 - afinal, a gente 'não estava tentando'. E, na última semana do mês, eu tinha tantas outras coisas na cabeça que realmente tinha até me esquecido um pouco do assunto. Porque, vou te contar, esse mês a gente tá mudando tudo de tudo, e tudo ao mesmo tempo.
E aí, eu estava sentadinha dia 26 e pensei, 'puxa, amanhã é aniversário da Ju...' E me dei conta nesse momento. AMANHÃ É DIA 27! Ai, ai, ai. E eu não podia pensar que eu não tinha tido cólica ainda, não podia pensar que ainda não tinha tido nenhum sinal de que ia vir, porque no mês anterior veio sem NENHUM aviso prévio (e foi um choque quando eu vi). Então, eu pensei que no mês anterior tinha sido até melhor, porque veio e pronto, não teve mais muito o que esperar. Agora, eu fui me dar conta bem no dia anterior e eu ia ficar na ansiedade até vir. Mesmo que eu achasse que não ia vir. A esperança é a última que morre, sabe?
E eu fui pro sítio. E dia 27 não veio. E eu ficava toda ai ai ai. Mas não queria falar nada pra ninguém, porque poderia vir a qualquer momento e eu só ia deixar todo mundo ansioso que nem eu. E fiquei quietinha, mas muito ai ai ai. E dia 28 não veio. Ai ai ai.
Segunda-feira eu acordei uma pilha. E fui no banheiro. Nada.
Aiaiaiaiai!!!!!
Passei a manhã toda quase botando meu coração pela garganta. Mantive minha idéia de não dizer nada pro maridão. Não queria deixá-lo nervoso como eu estava. Tadinho, ele estava tão tranquilo e distraído com nossos outros mil assuntos. A ignorância é uma felicidade, não? Mas eu precisava falar com alguém. Alguém que não estivesse diretamente tão emocionado, como estaria qualquer pessoa da família. Mas alguém que fosse praticamente família.
Mas quem disse que a Frô chegava? Eu ia na salinha, conversava um pouquinho, voltava, trabalhava o quanto minha concentração permitia, voltava pra salinha... E aí a Frô chegou. E ela me levou na hora até uma farmácia. Moço, me vê um teste de gravidez. Qual o mais caro? É esse que eu quero. (Aliás, anotem: Clearblue, muito bom).
Esperei até 17hs. Que é quando eu saio do trabalho. Falei pro maridão me buscar na casa da Frô. E lá fui eu, fazer xixi no copinho (pro meu espanto, nem é difícil) e analisar o bastãozinho que fica cor-de-rosa. E tem que esperar o risquinho aparecer e depois, se der '-' é negativo, se der '+' é positivo.
E quem disse que eu precisei esperar o risquinho aparecer? A primeira coisa que aconteceu foi aparecer aquele '+', bem azulão, bem forte, pra não deixar nem sombra de dúvida! Positivo! Devia aparecer escrito no bastãozinho depois:
"PARABÉNS, VOCÊ VAI SER MAMÃE!!!!!!"
.
.
.
Hein? Como é que eu contei pro maridão?
Bem, entrei no carro, joguei o exame no colo dele e, debulhada em lágrimas, gritei: TÔ GRAVIDA!!!!!!!
Ficamos chorando e abraçando alguns minutos. Depois, em casa, veio a fatídica lista de ligações a fazer. E mais choros, claro!
Alguém faz idéia da alegria que estou sentindo?
Não foram meses e meses a fio, mas o meu querrer era TÃO grande, que parecia que a gente nunca ia conseguir. E eu estava tão tensa.
A gente decidiu que não iria contar pra ninguém. Eu não ia suportar a fatídica pergunta: "E aí? Já...???" Não, eu não suportaria. Eu já estava ansiosa o suficiente sozinha, sem precisar de 'ajudas' externas. Até o marido foi instruido a evitar tocar no assunto. Eu queria aproveitar ao máximo os momentos em que eu não pensava nisso, e eram muito raros.
E eu ainda estava em fase de 'regularização'. Meu ciclo no primeiro mês de tentativa durou 31 dias, no segundo caiu para 30, o terceiro já tinha sido 29. E toda vez eu chorava. Mesmo com as recomendações da minha tia: não adianta ficar nervosa, não adianta ficar ansiosa... Que nada, eu já estava ansiosa antes de começar a tentar!
E aí ia entrar o quarto mês de tentativa. Eu ainda estava muito triste, pois no terceiro mês eu realmente já achava que tinha dado certo. Foi o mês que eu fiquei mais triste. E o marido, tadinho, eu sei que ele também ficava muito triste, mas ele tentava não demonstrar muito, pra me dar mais força. Porque ele queria, tanto quanto eu. Foi aí que eu falei que ia pular aquele mês, que tinha sido muito desgastante psicologicamente, que a gente voltaria a tentar no outro. E ele concordou.
Mas foi tudo da boca pra fora, pois continuamos a tentar e eu continuei ansiosa, apesar de ficar fingindo que não. Talvez a idéia seja essa, fingir com toda a sua força. Quem sabe a gente não consiga até convencer nosso organismo, se fingir com veracidade o bastante?
Pois bem, talvez também tenha sido apenas que eu finalmente tenha ficado regulada. E eis que eu tinha calculado que o ciclo duraria 29 dias novamente, ou seja, iria vir dia 27 - afinal, a gente 'não estava tentando'. E, na última semana do mês, eu tinha tantas outras coisas na cabeça que realmente tinha até me esquecido um pouco do assunto. Porque, vou te contar, esse mês a gente tá mudando tudo de tudo, e tudo ao mesmo tempo.
E aí, eu estava sentadinha dia 26 e pensei, 'puxa, amanhã é aniversário da Ju...' E me dei conta nesse momento. AMANHÃ É DIA 27! Ai, ai, ai. E eu não podia pensar que eu não tinha tido cólica ainda, não podia pensar que ainda não tinha tido nenhum sinal de que ia vir, porque no mês anterior veio sem NENHUM aviso prévio (e foi um choque quando eu vi). Então, eu pensei que no mês anterior tinha sido até melhor, porque veio e pronto, não teve mais muito o que esperar. Agora, eu fui me dar conta bem no dia anterior e eu ia ficar na ansiedade até vir. Mesmo que eu achasse que não ia vir. A esperança é a última que morre, sabe?
E eu fui pro sítio. E dia 27 não veio. E eu ficava toda ai ai ai. Mas não queria falar nada pra ninguém, porque poderia vir a qualquer momento e eu só ia deixar todo mundo ansioso que nem eu. E fiquei quietinha, mas muito ai ai ai. E dia 28 não veio. Ai ai ai.
Segunda-feira eu acordei uma pilha. E fui no banheiro. Nada.
Aiaiaiaiai!!!!!
Passei a manhã toda quase botando meu coração pela garganta. Mantive minha idéia de não dizer nada pro maridão. Não queria deixá-lo nervoso como eu estava. Tadinho, ele estava tão tranquilo e distraído com nossos outros mil assuntos. A ignorância é uma felicidade, não? Mas eu precisava falar com alguém. Alguém que não estivesse diretamente tão emocionado, como estaria qualquer pessoa da família. Mas alguém que fosse praticamente família.
Mas quem disse que a Frô chegava? Eu ia na salinha, conversava um pouquinho, voltava, trabalhava o quanto minha concentração permitia, voltava pra salinha... E aí a Frô chegou. E ela me levou na hora até uma farmácia. Moço, me vê um teste de gravidez. Qual o mais caro? É esse que eu quero. (Aliás, anotem: Clearblue, muito bom).
Esperei até 17hs. Que é quando eu saio do trabalho. Falei pro maridão me buscar na casa da Frô. E lá fui eu, fazer xixi no copinho (pro meu espanto, nem é difícil) e analisar o bastãozinho que fica cor-de-rosa. E tem que esperar o risquinho aparecer e depois, se der '-' é negativo, se der '+' é positivo.
E quem disse que eu precisei esperar o risquinho aparecer? A primeira coisa que aconteceu foi aparecer aquele '+', bem azulão, bem forte, pra não deixar nem sombra de dúvida! Positivo! Devia aparecer escrito no bastãozinho depois:
"PARABÉNS, VOCÊ VAI SER MAMÃE!!!!!!"
.
.
.
Hein? Como é que eu contei pro maridão?
Bem, entrei no carro, joguei o exame no colo dele e, debulhada em lágrimas, gritei: TÔ GRAVIDA!!!!!!!
Ficamos chorando e abraçando alguns minutos. Depois, em casa, veio a fatídica lista de ligações a fazer. E mais choros, claro!
Alguém faz idéia da alegria que estou sentindo?
25.9.08
coisas que marcam
É engraçado como tem coisas que marcam a gente...
Quando eu era pequena, acho que tinha uns 7 anos, uma vez eu liguei na casa de uma menina da minha classe para convidá-la para vir brincar comigo, só que a dita cuja me respondeu que umas outras meninas da escola estavam na casa dela, por isso ela não poderia vir. Meio chateadinha, eu desliguei e contei pra empregada que trabalhava em casa - a Lu, um amor de pessoa! - que me sugeriu que eu ligasse para a menina de novo, perguntando se eu não poderia ir lá também.
Já animada de novo, eu corri pro telefone e liguei. A resposta não foi bem a que eu esperava:
- Ah... É que já tem muita gente aqui, não vai dar pra você vir não...
Isso realmente me traumatizou. Me senti a criança mais indesejada da terra. E desde esse dia, criei uma certa mania de perseguição. Sempre achava que as pessoas não gostavam de mim, ou que estavam falando mal, ou que eu estava atrapalhando de alguma forma. E, apesar de eu não ser do tipo que confronta as pessoas, ou seja, nunca briguei com ninguém por causa disso; esses sentimentos acabaram me afastando das meninas da escola. Eu tinha dificuldade para montar grupo para os trabalhos e tinha medo de convidar as amigas para qualquer coisa e receber negativas. Morria de medo.
Outro motivo de isso me afastar das meninas, era que eu fiquei bem chata. Com essa mania de perseguição, eu acabava cismando que tinha alguma coisa errada, aí saía de perto delas e ficava toda tristonha num canto. Meu, que criança que vai querer brincar com uma menina assim? E isso vira uma bola de neve, né. Porque se eu fico chata, as meninas se afastam e eu me sinto mais triste e fico mais chata...
Mas, antes que você fique pensando 'ai, que judiação', deixo claro uma coisa: não fui uma criança infeliz. Eu tinha apenas algumas fases em que esses problemas ficavam mais em evidência. Mas no geral eu tive várias amigas e brinquei bastante com elas ao longo da minha infãncia. Mas existiram casos recorrentes em que eu me afastava. A sorte é que meus pais meio que 'me obrigavam' a ligar pras meninas nessas épocas, e eu acabava melhorando. E, quando eu cresci, eu percebi que eu era cheia das frescuras e cortei isso de uma vez - o que melhorou e muito meu desenvolvimento social, rsrs. Claro, que eu tinha uma ou outra recaída, até na faculdade, mas nunca mais deixei que aquele sentimento de antes me impedisse de manter minhas amizades.
Enfim, eu fugi completamente do assunto. O que eu iria contar era uma outra história...
Certa vez, quando eu estava na quinta ou sexta série, eu fui numa festa de comemoração pela chegada das férias. A minha classe inteira foi e estava bastante divertido. De repente, numa certa altura da festa, tive a velha sensação de que eu era indesejada e me afastei. As meninas estavam todas no quintal da casa onde estava sendo a festa, e eu entrei na sala e sentei sozinha num sofá. Fiquei alí, toda jururu sem nenhum motivo aparente. Eu segurava para não chorar. Eis que dois meninos se aproximaram de mim:
- Que aconteceu? Você tá chorando? - perguntou um deles.
- Não... - respondi.
- Ah, não fica assim! - eles disseram.
Aí, os dois foram até o aparelho de som e aumentaram o volume e começaram a dançar, fazendo palhaçada na minha frente até eu começar a rir. E depois disso, eu fiquei tão melhor que levantei e fui lá na rodinha de meninas de novo.
Eu nunca mais esqueci daquilo. Dos dois meninos que não quiseram me ver triste e tentaram me fazer sorrir...
Quando eu era pequena, acho que tinha uns 7 anos, uma vez eu liguei na casa de uma menina da minha classe para convidá-la para vir brincar comigo, só que a dita cuja me respondeu que umas outras meninas da escola estavam na casa dela, por isso ela não poderia vir. Meio chateadinha, eu desliguei e contei pra empregada que trabalhava em casa - a Lu, um amor de pessoa! - que me sugeriu que eu ligasse para a menina de novo, perguntando se eu não poderia ir lá também.
Já animada de novo, eu corri pro telefone e liguei. A resposta não foi bem a que eu esperava:
- Ah... É que já tem muita gente aqui, não vai dar pra você vir não...
Isso realmente me traumatizou. Me senti a criança mais indesejada da terra. E desde esse dia, criei uma certa mania de perseguição. Sempre achava que as pessoas não gostavam de mim, ou que estavam falando mal, ou que eu estava atrapalhando de alguma forma. E, apesar de eu não ser do tipo que confronta as pessoas, ou seja, nunca briguei com ninguém por causa disso; esses sentimentos acabaram me afastando das meninas da escola. Eu tinha dificuldade para montar grupo para os trabalhos e tinha medo de convidar as amigas para qualquer coisa e receber negativas. Morria de medo.
Outro motivo de isso me afastar das meninas, era que eu fiquei bem chata. Com essa mania de perseguição, eu acabava cismando que tinha alguma coisa errada, aí saía de perto delas e ficava toda tristonha num canto. Meu, que criança que vai querer brincar com uma menina assim? E isso vira uma bola de neve, né. Porque se eu fico chata, as meninas se afastam e eu me sinto mais triste e fico mais chata...
Mas, antes que você fique pensando 'ai, que judiação', deixo claro uma coisa: não fui uma criança infeliz. Eu tinha apenas algumas fases em que esses problemas ficavam mais em evidência. Mas no geral eu tive várias amigas e brinquei bastante com elas ao longo da minha infãncia. Mas existiram casos recorrentes em que eu me afastava. A sorte é que meus pais meio que 'me obrigavam' a ligar pras meninas nessas épocas, e eu acabava melhorando. E, quando eu cresci, eu percebi que eu era cheia das frescuras e cortei isso de uma vez - o que melhorou e muito meu desenvolvimento social, rsrs. Claro, que eu tinha uma ou outra recaída, até na faculdade, mas nunca mais deixei que aquele sentimento de antes me impedisse de manter minhas amizades.
Enfim, eu fugi completamente do assunto. O que eu iria contar era uma outra história...
Certa vez, quando eu estava na quinta ou sexta série, eu fui numa festa de comemoração pela chegada das férias. A minha classe inteira foi e estava bastante divertido. De repente, numa certa altura da festa, tive a velha sensação de que eu era indesejada e me afastei. As meninas estavam todas no quintal da casa onde estava sendo a festa, e eu entrei na sala e sentei sozinha num sofá. Fiquei alí, toda jururu sem nenhum motivo aparente. Eu segurava para não chorar. Eis que dois meninos se aproximaram de mim:
- Que aconteceu? Você tá chorando? - perguntou um deles.
- Não... - respondi.
- Ah, não fica assim! - eles disseram.
Aí, os dois foram até o aparelho de som e aumentaram o volume e começaram a dançar, fazendo palhaçada na minha frente até eu começar a rir. E depois disso, eu fiquei tão melhor que levantei e fui lá na rodinha de meninas de novo.
Eu nunca mais esqueci daquilo. Dos dois meninos que não quiseram me ver triste e tentaram me fazer sorrir...
28.8.08
thinkgeek
A gente encontra cada coisa pela internet afora, né...
Mr. Mills me mandou um link. Porque, sabe, nós jogamos RPG. Ou seja, temos sangue geek correndo nas veias. E esse link me trouxe recordações da minha época de faculdade, quando eu e minhas entrépidas amigas (a Frô e ela) ficávamos horas jogando Diablo II. E é pra vocês duas que eu dedico esse primeiro link: Mana Energy Potion.
Aí, depois de ver isso, eu saí procurando outras coisas no site. E achei isso: Hidden Bookshelf. Eu ia amar te um desses exatamente do lado da minha cama. Acho que nem ia dormir mais. E sem precisar da poção de mana... rsrs.
Teve mais um item que eu encontrei e que me chamou a atenção. Esse, eu dedico para a Ann B. (e para o maridão, mas ele não lê o blog, rs): Killer Rabbit Slippers. Ir ao banheiro de noite pode ser sua próxima perigosa aventura! hahahahaha
(E não deixem de ver os Action Shots)
Por fim, alguém tem alguma dúvida que meus filhos terão um kit desses: Warrior Weapons?? Dedicado ao meu irmão, que já viu desses de verdade verdadeira, ao vivo, em suas mãos!!!!!!
Mr. Mills me mandou um link. Porque, sabe, nós jogamos RPG. Ou seja, temos sangue geek correndo nas veias. E esse link me trouxe recordações da minha época de faculdade, quando eu e minhas entrépidas amigas (a Frô e ela) ficávamos horas jogando Diablo II. E é pra vocês duas que eu dedico esse primeiro link: Mana Energy Potion.
Aí, depois de ver isso, eu saí procurando outras coisas no site. E achei isso: Hidden Bookshelf. Eu ia amar te um desses exatamente do lado da minha cama. Acho que nem ia dormir mais. E sem precisar da poção de mana... rsrs.
Teve mais um item que eu encontrei e que me chamou a atenção. Esse, eu dedico para a Ann B. (e para o maridão, mas ele não lê o blog, rs): Killer Rabbit Slippers. Ir ao banheiro de noite pode ser sua próxima perigosa aventura! hahahahaha
(E não deixem de ver os Action Shots)
Por fim, alguém tem alguma dúvida que meus filhos terão um kit desses: Warrior Weapons?? Dedicado ao meu irmão, que já viu desses de verdade verdadeira, ao vivo, em suas mãos!!!!!!
19.8.08
sonhos: no mundo das favas
Então, lá estava eu e meus amigos: Rosa, Aninha, João e Pedro. Estávamos os cinco dentro da Casa da Árvore. A Casa da Árvore estava abandonada há séculos, completamente vazia. Uma aura estranha a rodeava, ela parecia de certa forma imaterial.
- Ei, João, parece a casa de doces da bruxa má. Só te falta a Maria...
O rapaz me deu uma olhada de soslaio, parecia que não tinha achado muita graça. Os outros deram sorrisinhos, mas continuaram apreensivos com o lugar. Até porque, a casa não parecia em nada com a casa de doces da história infantil - apesar de, ao mesmo tempo, todos nós ficarmos com a sensação de que era exatamente igual. Andamos pelos cômodos, mas a casa, que parecia imensa por fora, por dentro não tinha muito mais do que duas ou três salas não muito grandes. Aquelas salas pareciam feitas de alvenaria, com um piso cerâmico hora cinza, hora castanho. As paredes eram brancas, meio amareladas, e o teto às vezes parecia de pedra, mas quando se olhava para cima, era apenas uma laje no mesmo tom das paredes.
Quando entramos na terceira sala - ou chegamos nela, pois eu não me recordo muito bem de realmente andar pela casa -, havia um buraco bem no centro, um buraco quadrado, com uma espécie de guarda-corpo de metal em volta. E do buraco saía um brilho fraco, meio azulado - algo como uma neblina iluminada por uma lanterna branca, mas menos "fumaça" do que isso. Sobre o guarda corpo, pindurado desde o teto por alguma corda que não se via, uma placa estranha, também com o mesmo ar imaterial do restante da casa, onde se lia "O Poço".
Eu me aproximei do Poço. Sobre o guarda corpo, parecia que havia uma tampa de vidro, e o buraco era escuro e parecia não ter fim - ou pelo menos não era possível vê-lo. Dentro do poço, quando olhamos por cima do vidro, era possível enchergar um lago com a Casa da Árvore erguida em uma de suas margens, um lindo gramado verde e florido completava o cenário, com algumas árvores espalhadas. Mas olhando dalí, parecia que era apenas uma maquete. Meus amigos ficaram encantados, empolgados. Queriam entrar pelo buraco e ver aonde ele daria. Pedro foi o primeiro a querer entrar e Rosa estava pronta para seguí-lo, mas eu os parei:
- Não! Tem alguma coisa errada aqui! - disse com a voz um pouco esganiçada. - Olhem, olhem a minha mão!
Eu havia colocado a mão na tampa de vidro, mas quando o fiz, a mão o atravessou. Não era um vidro, parecia uma espécie de líquido, mas um líquido que não molhava. Minha mão ficou deslocada lá dentro e dependendo do ângulo de onde se olhava, parecia que ela nem estava lá. Os outros pareciam não se importar com aquilo, mas eu não tive tempo de discutir.
De repente, eu estava às margens do lago. Olhava a Casa da Árvore na margem oposta: ela era tão grande, com as paredes avermelhadas e no alto havia um cômodo de onde saíam duas janelas ovais. O telhado de barro era de duas águas, mas os vários andares a faziam semelhante a um castelo de barro. De uma parte da casa saía uma árvore, cujo tronco era tão largo quanto um de seus cômodos menores. A árvore se erguia e suas folhas começavam só onde o tronco já estava mais alto do que a sala mais alta. As folhas eram muito miúdas, entremeadas com pequenas flores multicoloridas.

A Nina estava comigo, e nós duas ficamos alí, olhando fixamente para a casa até notarmos uma moça na margem oposta, próxima à casa. Mas a moça era gigantesca! Ela era do tamanho da Casa da Árvore e conversava com a casa como se esta fosse uma pessoa. E foi nesse momento que eu percebi: a Casa da Árvore era ela também uma moça. A moça-casa estava ajoelhada na margem do lago, como se colhesse algo e de suas costas saía a árvore. Perto delas, eu e a Nina éramos minúsculas, como pequenas fadas da floresta.
Nós nos encolhemos em meio a um arbusto e ficamos olhando as duas conversando. Então, os olhos da moça-casa se acenderam. Os olhos da moça-casa eram as janelas do alto, as janelas ovais! E eles se acenderam porque meus amigos estavam lá dentro. Assustada, eu olhei para a outra moça - eu temia que ela descobrisse que meus amigos estavam dentro da colega dela -, mas então ela também olhou para mim. As duas moças nos viram e decidiram que queriam uma fada. Elas queriam nos pegar!
Eu e Nina corremos. Já era noite e nós corremos da moça-casa até o amanhecer. Passamos por grandes campos floridos, com a moça-casa soltando luzes em nossa direção, e percebemos que eram os raios de luz da moça-casa que fazia com que as flores aparecessem. Eram imensas flores brancas, de diversos formatos e nós nos embrenhávamos por entre elas. Até que a moça-casa nos pegou, eu e Nina.
Achei que era o fim. Fechei meus olhos com força e só os abri quando ouvi vozes:
- Tha? Onde é que você estava?! - era a voz da Rosa!
Abri meus olhos e percebi que eu estava dentro da casa novamente. Corri até uma janela (estranho, não lembrava de haver janelas da outra vez que estive aqui dentro) e olhei para fora. Estava tudo normal. A casa estava fixa na margem do lago, com flores brancas adornando o gramado à sua volta. Não havia moça gigantesca alí, e a casa não era uma moça-casa.
- O que aconteceu? - perguntei.
Todos deram de ombros. Ninguém sabia me explicar nada, mas pareciam alegres - quero dizer, muito alegres. Eles falavam sem parar, contando histórias que não faziam sentido, sobre os dias anteriores. Olhando ao meu redor, percebi que os cômodos agora possuiam móveis e que chá estava sendo feito no fogão à lenha da cozinha. Fogão de barro.
- Mas... dias? Quantas noites vocês dormiram aqui? - perguntei.
- Quatro, claro! - responderam em uníssono.
- Mas eu só passei uma noite lá fora! - falei, já meio desesperada.
Novamente, todos deram de ombros e voltaram a falar todos ao mesmo tempo. E ninguém alí parecia ter notado que nada daquilo fazia sentido. Minha cabeça latejava e a Nina já não estava comigo mais. Foi nesse momento que eu gritei:
- Eu preciso falar! Alguém precisa me ouvir!
Os quatro me olharam e finalmente fizeram silêncio. Aproveitando a atenção deles - que eu não sabia quanto tempo irira durar - comecei a contar tudo o que havia acontecido comigo. E a cada detalhe, eu via a expressão de desdém em seus rostos. Ao fim do meu relato, todos riram:
- Tha, vocês estava sonhando... - falou alguém, mas eu não conseguia mais identificar quem.
- Não riam, é verdade!
...
Então, eu acordei.
- Ei, João, parece a casa de doces da bruxa má. Só te falta a Maria...
O rapaz me deu uma olhada de soslaio, parecia que não tinha achado muita graça. Os outros deram sorrisinhos, mas continuaram apreensivos com o lugar. Até porque, a casa não parecia em nada com a casa de doces da história infantil - apesar de, ao mesmo tempo, todos nós ficarmos com a sensação de que era exatamente igual. Andamos pelos cômodos, mas a casa, que parecia imensa por fora, por dentro não tinha muito mais do que duas ou três salas não muito grandes. Aquelas salas pareciam feitas de alvenaria, com um piso cerâmico hora cinza, hora castanho. As paredes eram brancas, meio amareladas, e o teto às vezes parecia de pedra, mas quando se olhava para cima, era apenas uma laje no mesmo tom das paredes.
Quando entramos na terceira sala - ou chegamos nela, pois eu não me recordo muito bem de realmente andar pela casa -, havia um buraco bem no centro, um buraco quadrado, com uma espécie de guarda-corpo de metal em volta. E do buraco saía um brilho fraco, meio azulado - algo como uma neblina iluminada por uma lanterna branca, mas menos "fumaça" do que isso. Sobre o guarda corpo, pindurado desde o teto por alguma corda que não se via, uma placa estranha, também com o mesmo ar imaterial do restante da casa, onde se lia "O Poço".
Eu me aproximei do Poço. Sobre o guarda corpo, parecia que havia uma tampa de vidro, e o buraco era escuro e parecia não ter fim - ou pelo menos não era possível vê-lo. Dentro do poço, quando olhamos por cima do vidro, era possível enchergar um lago com a Casa da Árvore erguida em uma de suas margens, um lindo gramado verde e florido completava o cenário, com algumas árvores espalhadas. Mas olhando dalí, parecia que era apenas uma maquete. Meus amigos ficaram encantados, empolgados. Queriam entrar pelo buraco e ver aonde ele daria. Pedro foi o primeiro a querer entrar e Rosa estava pronta para seguí-lo, mas eu os parei:
- Não! Tem alguma coisa errada aqui! - disse com a voz um pouco esganiçada. - Olhem, olhem a minha mão!
Eu havia colocado a mão na tampa de vidro, mas quando o fiz, a mão o atravessou. Não era um vidro, parecia uma espécie de líquido, mas um líquido que não molhava. Minha mão ficou deslocada lá dentro e dependendo do ângulo de onde se olhava, parecia que ela nem estava lá. Os outros pareciam não se importar com aquilo, mas eu não tive tempo de discutir.
De repente, eu estava às margens do lago. Olhava a Casa da Árvore na margem oposta: ela era tão grande, com as paredes avermelhadas e no alto havia um cômodo de onde saíam duas janelas ovais. O telhado de barro era de duas águas, mas os vários andares a faziam semelhante a um castelo de barro. De uma parte da casa saía uma árvore, cujo tronco era tão largo quanto um de seus cômodos menores. A árvore se erguia e suas folhas começavam só onde o tronco já estava mais alto do que a sala mais alta. As folhas eram muito miúdas, entremeadas com pequenas flores multicoloridas.

A Nina estava comigo, e nós duas ficamos alí, olhando fixamente para a casa até notarmos uma moça na margem oposta, próxima à casa. Mas a moça era gigantesca! Ela era do tamanho da Casa da Árvore e conversava com a casa como se esta fosse uma pessoa. E foi nesse momento que eu percebi: a Casa da Árvore era ela também uma moça. A moça-casa estava ajoelhada na margem do lago, como se colhesse algo e de suas costas saía a árvore. Perto delas, eu e a Nina éramos minúsculas, como pequenas fadas da floresta.
Nós nos encolhemos em meio a um arbusto e ficamos olhando as duas conversando. Então, os olhos da moça-casa se acenderam. Os olhos da moça-casa eram as janelas do alto, as janelas ovais! E eles se acenderam porque meus amigos estavam lá dentro. Assustada, eu olhei para a outra moça - eu temia que ela descobrisse que meus amigos estavam dentro da colega dela -, mas então ela também olhou para mim. As duas moças nos viram e decidiram que queriam uma fada. Elas queriam nos pegar!
Eu e Nina corremos. Já era noite e nós corremos da moça-casa até o amanhecer. Passamos por grandes campos floridos, com a moça-casa soltando luzes em nossa direção, e percebemos que eram os raios de luz da moça-casa que fazia com que as flores aparecessem. Eram imensas flores brancas, de diversos formatos e nós nos embrenhávamos por entre elas. Até que a moça-casa nos pegou, eu e Nina.
Achei que era o fim. Fechei meus olhos com força e só os abri quando ouvi vozes:
- Tha? Onde é que você estava?! - era a voz da Rosa!
Abri meus olhos e percebi que eu estava dentro da casa novamente. Corri até uma janela (estranho, não lembrava de haver janelas da outra vez que estive aqui dentro) e olhei para fora. Estava tudo normal. A casa estava fixa na margem do lago, com flores brancas adornando o gramado à sua volta. Não havia moça gigantesca alí, e a casa não era uma moça-casa.
- O que aconteceu? - perguntei.
Todos deram de ombros. Ninguém sabia me explicar nada, mas pareciam alegres - quero dizer, muito alegres. Eles falavam sem parar, contando histórias que não faziam sentido, sobre os dias anteriores. Olhando ao meu redor, percebi que os cômodos agora possuiam móveis e que chá estava sendo feito no fogão à lenha da cozinha. Fogão de barro.
- Mas... dias? Quantas noites vocês dormiram aqui? - perguntei.
- Quatro, claro! - responderam em uníssono.
- Mas eu só passei uma noite lá fora! - falei, já meio desesperada.
Novamente, todos deram de ombros e voltaram a falar todos ao mesmo tempo. E ninguém alí parecia ter notado que nada daquilo fazia sentido. Minha cabeça latejava e a Nina já não estava comigo mais. Foi nesse momento que eu gritei:
- Eu preciso falar! Alguém precisa me ouvir!
Os quatro me olharam e finalmente fizeram silêncio. Aproveitando a atenção deles - que eu não sabia quanto tempo irira durar - comecei a contar tudo o que havia acontecido comigo. E a cada detalhe, eu via a expressão de desdém em seus rostos. Ao fim do meu relato, todos riram:
- Tha, vocês estava sonhando... - falou alguém, mas eu não conseguia mais identificar quem.
- Não riam, é verdade!
...
Então, eu acordei.
10.8.08
satisfação
Chega a ser vergonhoso. Porque é o terceiro post seguido que eu faço que começa se desculpando e etc. E ainda, depois de exatamente um mês sem comparecer. Mas pior, esse aqui vai ter só isso, desculpas e afins. Porque eu acho que, antes tarde do que nunca, alguém que ainda tenha a paciência de checar isso aqui merece pelo menos alguma satisfação. E é o que eu vim fazer hoje.
A história é o de sempre: falta tempo, falta inspiração... Vergonha na cara também (rs). E mais, falta disciplina. Porque é possível eu escrever um post semanalmente, mas minha cabeça se confunde com as outras tantas coisas a fazer, e acabo que não faço nenhuma. Alguém já me ouviu falar isso antes? Se não ouviu, é porque acabou de me conhecer.
Muito prazer, eu sou a Tha, a pirata atrapalhada! A velha criança da Terra do Nunca e do campo de morangos - forever.
Mas da vida eu não posso reclamar. Num apanhado rápido, para atualização dos curiosos e saudosos - desses segundos, estou eu também saudosa! -, o que acontece é o seguinte: o medo continua lá, e tão forte quanto antes (ou talvez mais); a disposição e a empolgação aumentaram exponencialmente (sem motivo aparente, talvez seja a ficha caindo); a Nina estacionou e tá difícil fazê-la progredir mais (mas a esperança é a última que morre, e um tiquinho ela está progredindo sim); o Dom Corleone anda tão cansado que começo a me preocupar (eu adoro ele, espero que no final desses 2 meses ainda sobre algum caquinho para juntas os pedaços); as redes - sim, piratas são como nordestinos, não trabalham sem rede - têm desaparecido com uma frequência muito grande no navio e o preocupante é que o duendes do Suporte parecem ainda não ter conseguido descobrir o motivo (mas mais preocupada eu ficarei quando começarem a aparecer clipes de lugar nenhum); a Maria Bolinha está cada vez mais fofa (e a Maria Irmãzinha está cada vez mais redonda!).
Acho que falei o principal. Espero que semana que vem eu fale mais.
A história é o de sempre: falta tempo, falta inspiração... Vergonha na cara também (rs). E mais, falta disciplina. Porque é possível eu escrever um post semanalmente, mas minha cabeça se confunde com as outras tantas coisas a fazer, e acabo que não faço nenhuma. Alguém já me ouviu falar isso antes? Se não ouviu, é porque acabou de me conhecer.
Muito prazer, eu sou a Tha, a pirata atrapalhada! A velha criança da Terra do Nunca e do campo de morangos - forever.
Mas da vida eu não posso reclamar. Num apanhado rápido, para atualização dos curiosos e saudosos - desses segundos, estou eu também saudosa! -, o que acontece é o seguinte: o medo continua lá, e tão forte quanto antes (ou talvez mais); a disposição e a empolgação aumentaram exponencialmente (sem motivo aparente, talvez seja a ficha caindo); a Nina estacionou e tá difícil fazê-la progredir mais (mas a esperança é a última que morre, e um tiquinho ela está progredindo sim); o Dom Corleone anda tão cansado que começo a me preocupar (eu adoro ele, espero que no final desses 2 meses ainda sobre algum caquinho para juntas os pedaços); as redes - sim, piratas são como nordestinos, não trabalham sem rede - têm desaparecido com uma frequência muito grande no navio e o preocupante é que o duendes do Suporte parecem ainda não ter conseguido descobrir o motivo (mas mais preocupada eu ficarei quando começarem a aparecer clipes de lugar nenhum); a Maria Bolinha está cada vez mais fofa (e a Maria Irmãzinha está cada vez mais redonda!).
Acho que falei o principal. Espero que semana que vem eu fale mais.
10.7.08
eu sei
Eu sei. E as desculpas continuam as mesmas, nem adianta repetir.
Mas eu preciso contar uma historinha...
Era um dia de TPM, comum, como outro qualquer. Acordei no mau-humor que acompanha esse período do mês, com aquela sensação de 'tá tudo errado na minha vida'. O básico, que toda mulher tá cansada de saber como é.
No dia anterior tinha um papelzinho do correio: "Tentativa de entrega, data tal e coisa e tal". Então, quando cheguei em casa para almoçar, já liguei no correio avisando que eu ia lá buscar. Porque eu sei como é, eles sempre tentam entregar de tarde, quando não tem ninguém em casa. Almoçamos correndo e fomos lá buscar o tal pacote. Sem fazer a menor idéia do que seria, afinal, nós não tínhamos encomendado absolutamente nada.
Já no correio, esperando o funcionário ir buscar o pacote, o marido - que iremos hoje chamar de 'Bento' -, diz para mim:
- Thaurélia, que será que é? Ou é banco ou é a mãe dela.
Pois eis que o pacote chega e em destinatário está escrito assim:
Thaurélia 'Di Bento'.
Eu nem precisei olhar o remetente. Eu já sabia que era, de fato, a segunda opção dada pelo Marido. O casal mais fofo ever. E era pinhão, muito pinhão. Uma caixa cheia de pinhão. Sabe por quê? Porque eu tinha dito pra ela que eu tinha perdido a receita de paçoca de pinhão. E no meio daquele monte de pinhão, tinha a receita junto com o recado mais fofo do mundo.
Então, lindona (vulgo, filha do casal), me passa o telefone deles de novo, porque eu quero ligar agradecendo. Pra variar eu perdi o número...
Ah, já ia esquecendo. A TPM passou na hora. E não voltou mais.
Mas eu preciso contar uma historinha...
Era um dia de TPM, comum, como outro qualquer. Acordei no mau-humor que acompanha esse período do mês, com aquela sensação de 'tá tudo errado na minha vida'. O básico, que toda mulher tá cansada de saber como é.
No dia anterior tinha um papelzinho do correio: "Tentativa de entrega, data tal e coisa e tal". Então, quando cheguei em casa para almoçar, já liguei no correio avisando que eu ia lá buscar. Porque eu sei como é, eles sempre tentam entregar de tarde, quando não tem ninguém em casa. Almoçamos correndo e fomos lá buscar o tal pacote. Sem fazer a menor idéia do que seria, afinal, nós não tínhamos encomendado absolutamente nada.
Já no correio, esperando o funcionário ir buscar o pacote, o marido - que iremos hoje chamar de 'Bento' -, diz para mim:
- Thaurélia, que será que é? Ou é banco ou é a mãe dela.
Pois eis que o pacote chega e em destinatário está escrito assim:
Thaurélia 'Di Bento'.
Eu nem precisei olhar o remetente. Eu já sabia que era, de fato, a segunda opção dada pelo Marido. O casal mais fofo ever. E era pinhão, muito pinhão. Uma caixa cheia de pinhão. Sabe por quê? Porque eu tinha dito pra ela que eu tinha perdido a receita de paçoca de pinhão. E no meio daquele monte de pinhão, tinha a receita junto com o recado mais fofo do mundo.
Então, lindona (vulgo, filha do casal), me passa o telefone deles de novo, porque eu quero ligar agradecendo. Pra variar eu perdi o número...
Ah, já ia esquecendo. A TPM passou na hora. E não voltou mais.
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