A gente encontra cada coisa pela internet afora, né...
Mr. Mills me mandou um link. Porque, sabe, nós jogamos RPG. Ou seja, temos sangue geek correndo nas veias. E esse link me trouxe recordações da minha época de faculdade, quando eu e minhas entrépidas amigas (a Frô e ela) ficávamos horas jogando Diablo II. E é pra vocês duas que eu dedico esse primeiro link: Mana Energy Potion.
Aí, depois de ver isso, eu saí procurando outras coisas no site. E achei isso: Hidden Bookshelf. Eu ia amar te um desses exatamente do lado da minha cama. Acho que nem ia dormir mais. E sem precisar da poção de mana... rsrs.
Teve mais um item que eu encontrei e que me chamou a atenção. Esse, eu dedico para a Ann B. (e para o maridão, mas ele não lê o blog, rs): Killer Rabbit Slippers. Ir ao banheiro de noite pode ser sua próxima perigosa aventura! hahahahaha
(E não deixem de ver os Action Shots)
Por fim, alguém tem alguma dúvida que meus filhos terão um kit desses: Warrior Weapons?? Dedicado ao meu irmão, que já viu desses de verdade verdadeira, ao vivo, em suas mãos!!!!!!
28.8.08
19.8.08
sonhos: no mundo das favas
Então, lá estava eu e meus amigos: Rosa, Aninha, João e Pedro. Estávamos os cinco dentro da Casa da Árvore. A Casa da Árvore estava abandonada há séculos, completamente vazia. Uma aura estranha a rodeava, ela parecia de certa forma imaterial.
- Ei, João, parece a casa de doces da bruxa má. Só te falta a Maria...
O rapaz me deu uma olhada de soslaio, parecia que não tinha achado muita graça. Os outros deram sorrisinhos, mas continuaram apreensivos com o lugar. Até porque, a casa não parecia em nada com a casa de doces da história infantil - apesar de, ao mesmo tempo, todos nós ficarmos com a sensação de que era exatamente igual. Andamos pelos cômodos, mas a casa, que parecia imensa por fora, por dentro não tinha muito mais do que duas ou três salas não muito grandes. Aquelas salas pareciam feitas de alvenaria, com um piso cerâmico hora cinza, hora castanho. As paredes eram brancas, meio amareladas, e o teto às vezes parecia de pedra, mas quando se olhava para cima, era apenas uma laje no mesmo tom das paredes.
Quando entramos na terceira sala - ou chegamos nela, pois eu não me recordo muito bem de realmente andar pela casa -, havia um buraco bem no centro, um buraco quadrado, com uma espécie de guarda-corpo de metal em volta. E do buraco saía um brilho fraco, meio azulado - algo como uma neblina iluminada por uma lanterna branca, mas menos "fumaça" do que isso. Sobre o guarda corpo, pindurado desde o teto por alguma corda que não se via, uma placa estranha, também com o mesmo ar imaterial do restante da casa, onde se lia "O Poço".
Eu me aproximei do Poço. Sobre o guarda corpo, parecia que havia uma tampa de vidro, e o buraco era escuro e parecia não ter fim - ou pelo menos não era possível vê-lo. Dentro do poço, quando olhamos por cima do vidro, era possível enchergar um lago com a Casa da Árvore erguida em uma de suas margens, um lindo gramado verde e florido completava o cenário, com algumas árvores espalhadas. Mas olhando dalí, parecia que era apenas uma maquete. Meus amigos ficaram encantados, empolgados. Queriam entrar pelo buraco e ver aonde ele daria. Pedro foi o primeiro a querer entrar e Rosa estava pronta para seguí-lo, mas eu os parei:
- Não! Tem alguma coisa errada aqui! - disse com a voz um pouco esganiçada. - Olhem, olhem a minha mão!
Eu havia colocado a mão na tampa de vidro, mas quando o fiz, a mão o atravessou. Não era um vidro, parecia uma espécie de líquido, mas um líquido que não molhava. Minha mão ficou deslocada lá dentro e dependendo do ângulo de onde se olhava, parecia que ela nem estava lá. Os outros pareciam não se importar com aquilo, mas eu não tive tempo de discutir.
De repente, eu estava às margens do lago. Olhava a Casa da Árvore na margem oposta: ela era tão grande, com as paredes avermelhadas e no alto havia um cômodo de onde saíam duas janelas ovais. O telhado de barro era de duas águas, mas os vários andares a faziam semelhante a um castelo de barro. De uma parte da casa saía uma árvore, cujo tronco era tão largo quanto um de seus cômodos menores. A árvore se erguia e suas folhas começavam só onde o tronco já estava mais alto do que a sala mais alta. As folhas eram muito miúdas, entremeadas com pequenas flores multicoloridas.

A Nina estava comigo, e nós duas ficamos alí, olhando fixamente para a casa até notarmos uma moça na margem oposta, próxima à casa. Mas a moça era gigantesca! Ela era do tamanho da Casa da Árvore e conversava com a casa como se esta fosse uma pessoa. E foi nesse momento que eu percebi: a Casa da Árvore era ela também uma moça. A moça-casa estava ajoelhada na margem do lago, como se colhesse algo e de suas costas saía a árvore. Perto delas, eu e a Nina éramos minúsculas, como pequenas fadas da floresta.
Nós nos encolhemos em meio a um arbusto e ficamos olhando as duas conversando. Então, os olhos da moça-casa se acenderam. Os olhos da moça-casa eram as janelas do alto, as janelas ovais! E eles se acenderam porque meus amigos estavam lá dentro. Assustada, eu olhei para a outra moça - eu temia que ela descobrisse que meus amigos estavam dentro da colega dela -, mas então ela também olhou para mim. As duas moças nos viram e decidiram que queriam uma fada. Elas queriam nos pegar!
Eu e Nina corremos. Já era noite e nós corremos da moça-casa até o amanhecer. Passamos por grandes campos floridos, com a moça-casa soltando luzes em nossa direção, e percebemos que eram os raios de luz da moça-casa que fazia com que as flores aparecessem. Eram imensas flores brancas, de diversos formatos e nós nos embrenhávamos por entre elas. Até que a moça-casa nos pegou, eu e Nina.
Achei que era o fim. Fechei meus olhos com força e só os abri quando ouvi vozes:
- Tha? Onde é que você estava?! - era a voz da Rosa!
Abri meus olhos e percebi que eu estava dentro da casa novamente. Corri até uma janela (estranho, não lembrava de haver janelas da outra vez que estive aqui dentro) e olhei para fora. Estava tudo normal. A casa estava fixa na margem do lago, com flores brancas adornando o gramado à sua volta. Não havia moça gigantesca alí, e a casa não era uma moça-casa.
- O que aconteceu? - perguntei.
Todos deram de ombros. Ninguém sabia me explicar nada, mas pareciam alegres - quero dizer, muito alegres. Eles falavam sem parar, contando histórias que não faziam sentido, sobre os dias anteriores. Olhando ao meu redor, percebi que os cômodos agora possuiam móveis e que chá estava sendo feito no fogão à lenha da cozinha. Fogão de barro.
- Mas... dias? Quantas noites vocês dormiram aqui? - perguntei.
- Quatro, claro! - responderam em uníssono.
- Mas eu só passei uma noite lá fora! - falei, já meio desesperada.
Novamente, todos deram de ombros e voltaram a falar todos ao mesmo tempo. E ninguém alí parecia ter notado que nada daquilo fazia sentido. Minha cabeça latejava e a Nina já não estava comigo mais. Foi nesse momento que eu gritei:
- Eu preciso falar! Alguém precisa me ouvir!
Os quatro me olharam e finalmente fizeram silêncio. Aproveitando a atenção deles - que eu não sabia quanto tempo irira durar - comecei a contar tudo o que havia acontecido comigo. E a cada detalhe, eu via a expressão de desdém em seus rostos. Ao fim do meu relato, todos riram:
- Tha, vocês estava sonhando... - falou alguém, mas eu não conseguia mais identificar quem.
- Não riam, é verdade!
...
Então, eu acordei.
- Ei, João, parece a casa de doces da bruxa má. Só te falta a Maria...
O rapaz me deu uma olhada de soslaio, parecia que não tinha achado muita graça. Os outros deram sorrisinhos, mas continuaram apreensivos com o lugar. Até porque, a casa não parecia em nada com a casa de doces da história infantil - apesar de, ao mesmo tempo, todos nós ficarmos com a sensação de que era exatamente igual. Andamos pelos cômodos, mas a casa, que parecia imensa por fora, por dentro não tinha muito mais do que duas ou três salas não muito grandes. Aquelas salas pareciam feitas de alvenaria, com um piso cerâmico hora cinza, hora castanho. As paredes eram brancas, meio amareladas, e o teto às vezes parecia de pedra, mas quando se olhava para cima, era apenas uma laje no mesmo tom das paredes.
Quando entramos na terceira sala - ou chegamos nela, pois eu não me recordo muito bem de realmente andar pela casa -, havia um buraco bem no centro, um buraco quadrado, com uma espécie de guarda-corpo de metal em volta. E do buraco saía um brilho fraco, meio azulado - algo como uma neblina iluminada por uma lanterna branca, mas menos "fumaça" do que isso. Sobre o guarda corpo, pindurado desde o teto por alguma corda que não se via, uma placa estranha, também com o mesmo ar imaterial do restante da casa, onde se lia "O Poço".
Eu me aproximei do Poço. Sobre o guarda corpo, parecia que havia uma tampa de vidro, e o buraco era escuro e parecia não ter fim - ou pelo menos não era possível vê-lo. Dentro do poço, quando olhamos por cima do vidro, era possível enchergar um lago com a Casa da Árvore erguida em uma de suas margens, um lindo gramado verde e florido completava o cenário, com algumas árvores espalhadas. Mas olhando dalí, parecia que era apenas uma maquete. Meus amigos ficaram encantados, empolgados. Queriam entrar pelo buraco e ver aonde ele daria. Pedro foi o primeiro a querer entrar e Rosa estava pronta para seguí-lo, mas eu os parei:
- Não! Tem alguma coisa errada aqui! - disse com a voz um pouco esganiçada. - Olhem, olhem a minha mão!
Eu havia colocado a mão na tampa de vidro, mas quando o fiz, a mão o atravessou. Não era um vidro, parecia uma espécie de líquido, mas um líquido que não molhava. Minha mão ficou deslocada lá dentro e dependendo do ângulo de onde se olhava, parecia que ela nem estava lá. Os outros pareciam não se importar com aquilo, mas eu não tive tempo de discutir.
De repente, eu estava às margens do lago. Olhava a Casa da Árvore na margem oposta: ela era tão grande, com as paredes avermelhadas e no alto havia um cômodo de onde saíam duas janelas ovais. O telhado de barro era de duas águas, mas os vários andares a faziam semelhante a um castelo de barro. De uma parte da casa saía uma árvore, cujo tronco era tão largo quanto um de seus cômodos menores. A árvore se erguia e suas folhas começavam só onde o tronco já estava mais alto do que a sala mais alta. As folhas eram muito miúdas, entremeadas com pequenas flores multicoloridas.

A Nina estava comigo, e nós duas ficamos alí, olhando fixamente para a casa até notarmos uma moça na margem oposta, próxima à casa. Mas a moça era gigantesca! Ela era do tamanho da Casa da Árvore e conversava com a casa como se esta fosse uma pessoa. E foi nesse momento que eu percebi: a Casa da Árvore era ela também uma moça. A moça-casa estava ajoelhada na margem do lago, como se colhesse algo e de suas costas saía a árvore. Perto delas, eu e a Nina éramos minúsculas, como pequenas fadas da floresta.
Nós nos encolhemos em meio a um arbusto e ficamos olhando as duas conversando. Então, os olhos da moça-casa se acenderam. Os olhos da moça-casa eram as janelas do alto, as janelas ovais! E eles se acenderam porque meus amigos estavam lá dentro. Assustada, eu olhei para a outra moça - eu temia que ela descobrisse que meus amigos estavam dentro da colega dela -, mas então ela também olhou para mim. As duas moças nos viram e decidiram que queriam uma fada. Elas queriam nos pegar!
Eu e Nina corremos. Já era noite e nós corremos da moça-casa até o amanhecer. Passamos por grandes campos floridos, com a moça-casa soltando luzes em nossa direção, e percebemos que eram os raios de luz da moça-casa que fazia com que as flores aparecessem. Eram imensas flores brancas, de diversos formatos e nós nos embrenhávamos por entre elas. Até que a moça-casa nos pegou, eu e Nina.
Achei que era o fim. Fechei meus olhos com força e só os abri quando ouvi vozes:
- Tha? Onde é que você estava?! - era a voz da Rosa!
Abri meus olhos e percebi que eu estava dentro da casa novamente. Corri até uma janela (estranho, não lembrava de haver janelas da outra vez que estive aqui dentro) e olhei para fora. Estava tudo normal. A casa estava fixa na margem do lago, com flores brancas adornando o gramado à sua volta. Não havia moça gigantesca alí, e a casa não era uma moça-casa.
- O que aconteceu? - perguntei.
Todos deram de ombros. Ninguém sabia me explicar nada, mas pareciam alegres - quero dizer, muito alegres. Eles falavam sem parar, contando histórias que não faziam sentido, sobre os dias anteriores. Olhando ao meu redor, percebi que os cômodos agora possuiam móveis e que chá estava sendo feito no fogão à lenha da cozinha. Fogão de barro.
- Mas... dias? Quantas noites vocês dormiram aqui? - perguntei.
- Quatro, claro! - responderam em uníssono.
- Mas eu só passei uma noite lá fora! - falei, já meio desesperada.
Novamente, todos deram de ombros e voltaram a falar todos ao mesmo tempo. E ninguém alí parecia ter notado que nada daquilo fazia sentido. Minha cabeça latejava e a Nina já não estava comigo mais. Foi nesse momento que eu gritei:
- Eu preciso falar! Alguém precisa me ouvir!
Os quatro me olharam e finalmente fizeram silêncio. Aproveitando a atenção deles - que eu não sabia quanto tempo irira durar - comecei a contar tudo o que havia acontecido comigo. E a cada detalhe, eu via a expressão de desdém em seus rostos. Ao fim do meu relato, todos riram:
- Tha, vocês estava sonhando... - falou alguém, mas eu não conseguia mais identificar quem.
- Não riam, é verdade!
...
Então, eu acordei.
10.8.08
satisfação
Chega a ser vergonhoso. Porque é o terceiro post seguido que eu faço que começa se desculpando e etc. E ainda, depois de exatamente um mês sem comparecer. Mas pior, esse aqui vai ter só isso, desculpas e afins. Porque eu acho que, antes tarde do que nunca, alguém que ainda tenha a paciência de checar isso aqui merece pelo menos alguma satisfação. E é o que eu vim fazer hoje.
A história é o de sempre: falta tempo, falta inspiração... Vergonha na cara também (rs). E mais, falta disciplina. Porque é possível eu escrever um post semanalmente, mas minha cabeça se confunde com as outras tantas coisas a fazer, e acabo que não faço nenhuma. Alguém já me ouviu falar isso antes? Se não ouviu, é porque acabou de me conhecer.
Muito prazer, eu sou a Tha, a pirata atrapalhada! A velha criança da Terra do Nunca e do campo de morangos - forever.
Mas da vida eu não posso reclamar. Num apanhado rápido, para atualização dos curiosos e saudosos - desses segundos, estou eu também saudosa! -, o que acontece é o seguinte: o medo continua lá, e tão forte quanto antes (ou talvez mais); a disposição e a empolgação aumentaram exponencialmente (sem motivo aparente, talvez seja a ficha caindo); a Nina estacionou e tá difícil fazê-la progredir mais (mas a esperança é a última que morre, e um tiquinho ela está progredindo sim); o Dom Corleone anda tão cansado que começo a me preocupar (eu adoro ele, espero que no final desses 2 meses ainda sobre algum caquinho para juntas os pedaços); as redes - sim, piratas são como nordestinos, não trabalham sem rede - têm desaparecido com uma frequência muito grande no navio e o preocupante é que o duendes do Suporte parecem ainda não ter conseguido descobrir o motivo (mas mais preocupada eu ficarei quando começarem a aparecer clipes de lugar nenhum); a Maria Bolinha está cada vez mais fofa (e a Maria Irmãzinha está cada vez mais redonda!).
Acho que falei o principal. Espero que semana que vem eu fale mais.
A história é o de sempre: falta tempo, falta inspiração... Vergonha na cara também (rs). E mais, falta disciplina. Porque é possível eu escrever um post semanalmente, mas minha cabeça se confunde com as outras tantas coisas a fazer, e acabo que não faço nenhuma. Alguém já me ouviu falar isso antes? Se não ouviu, é porque acabou de me conhecer.
Muito prazer, eu sou a Tha, a pirata atrapalhada! A velha criança da Terra do Nunca e do campo de morangos - forever.
Mas da vida eu não posso reclamar. Num apanhado rápido, para atualização dos curiosos e saudosos - desses segundos, estou eu também saudosa! -, o que acontece é o seguinte: o medo continua lá, e tão forte quanto antes (ou talvez mais); a disposição e a empolgação aumentaram exponencialmente (sem motivo aparente, talvez seja a ficha caindo); a Nina estacionou e tá difícil fazê-la progredir mais (mas a esperança é a última que morre, e um tiquinho ela está progredindo sim); o Dom Corleone anda tão cansado que começo a me preocupar (eu adoro ele, espero que no final desses 2 meses ainda sobre algum caquinho para juntas os pedaços); as redes - sim, piratas são como nordestinos, não trabalham sem rede - têm desaparecido com uma frequência muito grande no navio e o preocupante é que o duendes do Suporte parecem ainda não ter conseguido descobrir o motivo (mas mais preocupada eu ficarei quando começarem a aparecer clipes de lugar nenhum); a Maria Bolinha está cada vez mais fofa (e a Maria Irmãzinha está cada vez mais redonda!).
Acho que falei o principal. Espero que semana que vem eu fale mais.
10.7.08
eu sei
Eu sei. E as desculpas continuam as mesmas, nem adianta repetir.
Mas eu preciso contar uma historinha...
Era um dia de TPM, comum, como outro qualquer. Acordei no mau-humor que acompanha esse período do mês, com aquela sensação de 'tá tudo errado na minha vida'. O básico, que toda mulher tá cansada de saber como é.
No dia anterior tinha um papelzinho do correio: "Tentativa de entrega, data tal e coisa e tal". Então, quando cheguei em casa para almoçar, já liguei no correio avisando que eu ia lá buscar. Porque eu sei como é, eles sempre tentam entregar de tarde, quando não tem ninguém em casa. Almoçamos correndo e fomos lá buscar o tal pacote. Sem fazer a menor idéia do que seria, afinal, nós não tínhamos encomendado absolutamente nada.
Já no correio, esperando o funcionário ir buscar o pacote, o marido - que iremos hoje chamar de 'Bento' -, diz para mim:
- Thaurélia, que será que é? Ou é banco ou é a mãe dela.
Pois eis que o pacote chega e em destinatário está escrito assim:
Thaurélia 'Di Bento'.
Eu nem precisei olhar o remetente. Eu já sabia que era, de fato, a segunda opção dada pelo Marido. O casal mais fofo ever. E era pinhão, muito pinhão. Uma caixa cheia de pinhão. Sabe por quê? Porque eu tinha dito pra ela que eu tinha perdido a receita de paçoca de pinhão. E no meio daquele monte de pinhão, tinha a receita junto com o recado mais fofo do mundo.
Então, lindona (vulgo, filha do casal), me passa o telefone deles de novo, porque eu quero ligar agradecendo. Pra variar eu perdi o número...
Ah, já ia esquecendo. A TPM passou na hora. E não voltou mais.
Mas eu preciso contar uma historinha...
Era um dia de TPM, comum, como outro qualquer. Acordei no mau-humor que acompanha esse período do mês, com aquela sensação de 'tá tudo errado na minha vida'. O básico, que toda mulher tá cansada de saber como é.
No dia anterior tinha um papelzinho do correio: "Tentativa de entrega, data tal e coisa e tal". Então, quando cheguei em casa para almoçar, já liguei no correio avisando que eu ia lá buscar. Porque eu sei como é, eles sempre tentam entregar de tarde, quando não tem ninguém em casa. Almoçamos correndo e fomos lá buscar o tal pacote. Sem fazer a menor idéia do que seria, afinal, nós não tínhamos encomendado absolutamente nada.
Já no correio, esperando o funcionário ir buscar o pacote, o marido - que iremos hoje chamar de 'Bento' -, diz para mim:
- Thaurélia, que será que é? Ou é banco ou é a mãe dela.
Pois eis que o pacote chega e em destinatário está escrito assim:
Thaurélia 'Di Bento'.
Eu nem precisei olhar o remetente. Eu já sabia que era, de fato, a segunda opção dada pelo Marido. O casal mais fofo ever. E era pinhão, muito pinhão. Uma caixa cheia de pinhão. Sabe por quê? Porque eu tinha dito pra ela que eu tinha perdido a receita de paçoca de pinhão. E no meio daquele monte de pinhão, tinha a receita junto com o recado mais fofo do mundo.
Então, lindona (vulgo, filha do casal), me passa o telefone deles de novo, porque eu quero ligar agradecendo. Pra variar eu perdi o número...
Ah, já ia esquecendo. A TPM passou na hora. E não voltou mais.
12.6.08
na chincha
Tem época que é duro. Porque assunto eu até tenho, muitas coisas até aconteceram... Mas sabe o que é não se lembrar de nada?! Eu estou ensaiando um post aqui já faz uns dias e vi que não dava mais para adiar quado a Ann B. me chamou na chincha*.
Acho que eu travei desde que meu pai me comparou com meu irmão. A gente sempre zuou com ele em casa, porque ele anuncia tudo. Eu sempre soube que eu também anunciava, mas não que eu era como o meu irmão.
A comparação surgiu assim. A gente estava comentando que meu irmão é super dramático. Ele teve uma otite brava esses dias (ele sempre tem) e ligou meia-noite em casa dizendo que estava tremendo e tal. E quando meu pai falou que era frescura, ele disse:
- Ah é? E se eu estiver com alguma infecção rara? Eu poderia morrer em dois dias!!!
Claro que depois, quando ficou constatado que era só mais um drama, ele veio com a história de sempre:
- Eu tava só brincando...
O caso é que ele tinha colocado assim no msn: "doente? de novo oO". Ou algo similar. E a gente estava justamente rindo desse drama e meu pai comentou:
- Anunciando, né! Anuncia tudo.
- Mas a Tha também faz isso no msn - quem disse isso foi o simpático maridão.
- Ah é? Que nem o irmão?! Não acredito que você também anuncia tudo!!! - disse o fanfarrão do meu pai, olhando diretamente para mim, e rindo já.
- Eu...
- Ih, ela tem até blog pra isso. Eu nem leio para não ficar nervoso...
A minha mãe tentou me defender, disse que eu sou engraçadinha e que eu não fico contando intimidades no blog... Mas já era. Meu pai não perdoa. E eu fui o alvo das rizadas. Pra variar, né. Afinal, meu irmão não estava e é muito mais legal pegar no pé dos presentes - que no caso se resumem em... mim.
Até porque, avaliando friamente aqui. Nem sei se minha mãe está certa. E aí eu acho que travei um pouco. Mas acho que passa. Olha só o tamanho do post que isso rendeu. Só pra falar que eu anuncio e que fiquei meio chocada com isso. E estou anunciando novamente.
É um ciclo vicioso. Acho que não tem cura. Os anunciantes gostam de anunciar e anunciarão para todo o sempre. Eles vão ter que se acostumar com isso. E eu também. Mas se eu não me acostumar, sempre será possível criar um grupo de ajuda: Anunciantes Anônimos. Mas aí ia confundir com aquele dos alcocólatras. Eu ia ter que arrumar outro nome para o grupo e não sei se ia dar certo. Acho melhor me acostumar com a idéia mesmo.
E tchau. Preciso ir no banheiro.
* Fui procurar no google como se escreve chincha. Fiquei chocada. "Chincha" também é usada para designar uma coisa que eu não fazia idéia. Tipo o que fazem com as pobres pombinhas... Fiquei em dúvida se "chamar na chincha" tem alguma conotação desse tipo. Mas acho que não, não pode ter, né. Mas ficam aqui as desculpas, caso eu esteja sendo ingênua demais.
Acho que eu travei desde que meu pai me comparou com meu irmão. A gente sempre zuou com ele em casa, porque ele anuncia tudo. Eu sempre soube que eu também anunciava, mas não que eu era como o meu irmão.
A comparação surgiu assim. A gente estava comentando que meu irmão é super dramático. Ele teve uma otite brava esses dias (ele sempre tem) e ligou meia-noite em casa dizendo que estava tremendo e tal. E quando meu pai falou que era frescura, ele disse:
- Ah é? E se eu estiver com alguma infecção rara? Eu poderia morrer em dois dias!!!
Claro que depois, quando ficou constatado que era só mais um drama, ele veio com a história de sempre:
- Eu tava só brincando...
O caso é que ele tinha colocado assim no msn: "doente? de novo oO". Ou algo similar. E a gente estava justamente rindo desse drama e meu pai comentou:
- Anunciando, né! Anuncia tudo.
- Mas a Tha também faz isso no msn - quem disse isso foi o simpático maridão.
- Ah é? Que nem o irmão?! Não acredito que você também anuncia tudo!!! - disse o fanfarrão do meu pai, olhando diretamente para mim, e rindo já.
- Eu...
- Ih, ela tem até blog pra isso. Eu nem leio para não ficar nervoso...
A minha mãe tentou me defender, disse que eu sou engraçadinha e que eu não fico contando intimidades no blog... Mas já era. Meu pai não perdoa. E eu fui o alvo das rizadas. Pra variar, né. Afinal, meu irmão não estava e é muito mais legal pegar no pé dos presentes - que no caso se resumem em... mim.
Até porque, avaliando friamente aqui. Nem sei se minha mãe está certa. E aí eu acho que travei um pouco. Mas acho que passa. Olha só o tamanho do post que isso rendeu. Só pra falar que eu anuncio e que fiquei meio chocada com isso. E estou anunciando novamente.
É um ciclo vicioso. Acho que não tem cura. Os anunciantes gostam de anunciar e anunciarão para todo o sempre. Eles vão ter que se acostumar com isso. E eu também. Mas se eu não me acostumar, sempre será possível criar um grupo de ajuda: Anunciantes Anônimos. Mas aí ia confundir com aquele dos alcocólatras. Eu ia ter que arrumar outro nome para o grupo e não sei se ia dar certo. Acho melhor me acostumar com a idéia mesmo.
E tchau. Preciso ir no banheiro.
* Fui procurar no google como se escreve chincha. Fiquei chocada. "Chincha" também é usada para designar uma coisa que eu não fazia idéia. Tipo o que fazem com as pobres pombinhas... Fiquei em dúvida se "chamar na chincha" tem alguma conotação desse tipo. Mas acho que não, não pode ter, né. Mas ficam aqui as desculpas, caso eu esteja sendo ingênua demais.
5.6.08
a saga do grande giap, parte 2
Continuação de: A Saga do Grande Giap, Parte 1
- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!
- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.
O medo se estampou em meu rosto. Aflita, desesperada! O que eu ira fazer agora?! Como eu poderia continuar as minhas importantes tarefas sem a ajuda e o conhecimento do Grande Giap? O que o teria feito mudar de idéia tão bruscamente?!
Em pânico, redigi uma imensa mensagem ao Duende Afirmativo:
Sr. Duende Afirmativo,
Ahhhhhhhhhh!!! Me jude!!!!!!!!
Tha, a pirata.
Foi então que a previdência falou em meu ouvido. "Não se afobe menina, ou poderá se envergonhar disso." Como uma boa pirata previnida, guardei a mensagem para mais tarde. Para quando eu tivesse certeza do que estava havendo. Pois antes eu deveria enfrentar o Grande Giap sozinha, frente à frente.
Voltei ao portal e esperei pela fatídica resposta:
- Não é possível falar sobre isso - o semblante sério do Grande Giap me fazia gaguejar.
- M-mas, senhor. E-eu prec-ciso saber...
E a resposta era sempre uma só.
- Não é possível falar sobre isso.
Porém, eu não fraquejei. Não me deixei intimidar. Argumentei, contra-argumentei, desargumentei. Pedi e repeti. Mas nada fazia com que ele mudasse suas duras palavras. Só que, de repente, notei algo diferente. O semblante do Grande Giap parecia mais ameno e, ao mesmo tempo, esgotado. Resolvi dar-lhe tempo, descanso e uma boa noite de sono.
No dia seguinte, lá estava eu. Firme e forte. E, quem diria, o Grande Giap parecia tão bem! Bem disposto, descansado, com até uma certa vitalidade. Finalmente, perguntei tudo o que precisava saber.
E ele respondeu. Ele realmente respondeu.
Agora, só me resta saber até quando...
FIM.
(?)
3.6.08
fura a fila, fura!
Pronto voltei. Deu pra notar que eu tenho épocas e épocas com relação ao blog. Sou volúvel, hehehehehe. Mas eu me esforço para não ficar muuuito tempo longe, tá.
No Pipoca no Edredon eu falei do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (sim eu assisti!!!!!!). Aqui eu vou falar do que aconteceu minutos antes disso.
O filme começava às 22hs. 21h30 eu já estava com o maridão plantada na fila. E a fila já estava meio grandinha, quase no Boticário. Logo vieram dois seguranças e nos pediram educadamente (é sério) para deslocarmos metade da fila para o outro lado do corredor, pois a fila estava bloqueando a entrada e a vitrine de uma loja. Pois bem, eu estava na metade deslocada. Eu e o maridão ficamos em segundo lugar nessa nova fila, com apenas um grupinho de 4 meninos na nossa frente.
Mas, entendam, não era uma nova fila, era a continuação da outra, que agora se interrompia assim que atingia a tal loja. Um segurança colocou uma barreira bem atrás do último da fila interrompida e uma outra bem na frente do grupinho da fila de cá. E eu pensei, acho que isso vai dar confusão...
Dito e feito. Em pouco tempo três pessoas se plantaram ao lado da barreira que estava no fim da fila interrompida. Eram duas moças e um rapaz que deram uma olhadela na fila de cá e deliberadamente resolveram parar na fila de lá. A fila de cá já tinha começado a dobrar a "esquina" nessa hora. Aí, um homem saiu do meio da fila de lá e disse para os três que eles estava no lugar errado, mostrou onde eles deveriam ir e avisou: "O pesoal da outra fila vai ficar zangado...". Assunto encerrado? Não. Eles deram de ombros, riram e permaneceram plantados no mesmo lugar. Ou seja, furando fila.
Aí, os meninos do grupinho da minha frente começaram a tentar acenar para que os três fossem para os lugares certos, mas eles simplesmente não olhavam para nós, claro. Outras pessoas se confundiram e começaram a parar alí também, mas a gente acenava e elas iam direitinho para o final correto da fila. Só os três continuavam lá.
Então, o resto da fila de cá começou a perceber aqueles três fura-fila e uma menina foi até lá conversar com eles. Conversa daqui, conversa dali. Chega mais um rapaz e se junta aos fura-fila, e eu via uma das duas fura-fila balançando a cabeça em negativa. Aí a menina da nossa fila voltou e falou "eles disseram que eles não sabiam que a fila continuava aqui e que agora a fila tinha crescido muito desde que chegaram". E o Quico..?
Pois, os quatro à minha frente se entreolharam e partiram em comboio para conversar com os fura-fila. Conversa daqui, conversa dalí. E a tal menina continuava balançando a cabeça em negativa. Os meninos disseram que eles tinham sim sido avisados. E que aquilo era furar fila e etc. Nesse momento a fila já estava chegando na "esquina" que leva à praça de alimentação. Mas o rapaz que tinha chegado à pouco já decretou. "Nós só saímos daqui se o segurança vier falar com a gente". Ótimo.
Lá veio o segurança. Idéia deles, vejam bem. E conversa daqui, conversa dalí. O segurança dizendo que eles não podiam ficar alí e... A fila começou a andar: já estava na hora de o filme começar. A satisfação estampou-se no rosto de cada integrante da fila de cá conforme a gente ia passando pelos quatro fura-filas.
A fila inteira entrou, se acomodou, lotou o cinema. LO-TA-DO. Aí, parte das luzes se apagaram e os trailers começaram. Foi então que eu vi, os quatro fura-filas entrando e procurando algum lugar, que provavelmente só existia lá no gargalo. Devem ter aproveitado bastante.
No Pipoca no Edredon eu falei do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (sim eu assisti!!!!!!). Aqui eu vou falar do que aconteceu minutos antes disso.
O filme começava às 22hs. 21h30 eu já estava com o maridão plantada na fila. E a fila já estava meio grandinha, quase no Boticário. Logo vieram dois seguranças e nos pediram educadamente (é sério) para deslocarmos metade da fila para o outro lado do corredor, pois a fila estava bloqueando a entrada e a vitrine de uma loja. Pois bem, eu estava na metade deslocada. Eu e o maridão ficamos em segundo lugar nessa nova fila, com apenas um grupinho de 4 meninos na nossa frente.
Mas, entendam, não era uma nova fila, era a continuação da outra, que agora se interrompia assim que atingia a tal loja. Um segurança colocou uma barreira bem atrás do último da fila interrompida e uma outra bem na frente do grupinho da fila de cá. E eu pensei, acho que isso vai dar confusão...
Dito e feito. Em pouco tempo três pessoas se plantaram ao lado da barreira que estava no fim da fila interrompida. Eram duas moças e um rapaz que deram uma olhadela na fila de cá e deliberadamente resolveram parar na fila de lá. A fila de cá já tinha começado a dobrar a "esquina" nessa hora. Aí, um homem saiu do meio da fila de lá e disse para os três que eles estava no lugar errado, mostrou onde eles deveriam ir e avisou: "O pesoal da outra fila vai ficar zangado...". Assunto encerrado? Não. Eles deram de ombros, riram e permaneceram plantados no mesmo lugar. Ou seja, furando fila.
Aí, os meninos do grupinho da minha frente começaram a tentar acenar para que os três fossem para os lugares certos, mas eles simplesmente não olhavam para nós, claro. Outras pessoas se confundiram e começaram a parar alí também, mas a gente acenava e elas iam direitinho para o final correto da fila. Só os três continuavam lá.
Então, o resto da fila de cá começou a perceber aqueles três fura-fila e uma menina foi até lá conversar com eles. Conversa daqui, conversa dali. Chega mais um rapaz e se junta aos fura-fila, e eu via uma das duas fura-fila balançando a cabeça em negativa. Aí a menina da nossa fila voltou e falou "eles disseram que eles não sabiam que a fila continuava aqui e que agora a fila tinha crescido muito desde que chegaram". E o Quico..?
Pois, os quatro à minha frente se entreolharam e partiram em comboio para conversar com os fura-fila. Conversa daqui, conversa dalí. E a tal menina continuava balançando a cabeça em negativa. Os meninos disseram que eles tinham sim sido avisados. E que aquilo era furar fila e etc. Nesse momento a fila já estava chegando na "esquina" que leva à praça de alimentação. Mas o rapaz que tinha chegado à pouco já decretou. "Nós só saímos daqui se o segurança vier falar com a gente". Ótimo.
Lá veio o segurança. Idéia deles, vejam bem. E conversa daqui, conversa dalí. O segurança dizendo que eles não podiam ficar alí e... A fila começou a andar: já estava na hora de o filme começar. A satisfação estampou-se no rosto de cada integrante da fila de cá conforme a gente ia passando pelos quatro fura-filas.
A fila inteira entrou, se acomodou, lotou o cinema. LO-TA-DO. Aí, parte das luzes se apagaram e os trailers começaram. Foi então que eu vi, os quatro fura-filas entrando e procurando algum lugar, que provavelmente só existia lá no gargalo. Devem ter aproveitado bastante.
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