Na rede:
- Feito que a gente era pirata, o nosso navio tinha afundado e a gente estava perdido no mar dentro de um bote? - disse o primeiro.
- E um outro bote estava amarrado no nosso, onde a gente estava guardando todos os suprimentos que a gente conseguiu recuperar! - completou a segunda.
- Feito! - sentenciou o terceiro.
Saudade...
16.10.12
29.6.12
calma
Entraram no carro e o menininho estava meio cansadinho, manhosinho. Daquele jeito quando um pingo de água vira uma tempestade. E ele anda empolgado com o GPS, pede pra papai e mamãe ligarem sempre que entram no carro. Dessa vez não foi diferente, mas ele já começou a pedir meio desesperado, como se a mamãe estivesse se negando a ligar o aparelho.
- Liga, mamãe! Liga! Liga! - dizia, com a voz chorosa, a um passo do pânico.
- Espera um pouquinho, estou ligando.
Então, enquanto esperava, ele começou a repetir baixinho para si mesmo, com uma vozinha embargada:
- Calma... calma... calma...
- Liga, mamãe! Liga! Liga! - dizia, com a voz chorosa, a um passo do pânico.
- Espera um pouquinho, estou ligando.
Então, enquanto esperava, ele começou a repetir baixinho para si mesmo, com uma vozinha embargada:
- Calma... calma... calma...
27.6.12
quem?
E lá vem o garotinho segurando a agenda da escola com certa dificuldade, afinal, a capa estava separada do corpo. Era a segunda vez que ele destacava aquela capa - sem querer, claro. Caminhando com cuidado, o menininho entra no quarto da mamãe e a olha com aquela carinha inocente que só ele sabe fazer:
- Quem quebô isso??!
E só para esbanjar um pouquinho mais:
Sim, meu menininho de 3 anos sabe ler os números de 1 a 9.
Quem me olha agora poderia me confundir com um pavão. Hmmmm... metida!
- Quem quebô isso??!
...
E só para esbanjar um pouquinho mais:
Sim, meu menininho de 3 anos sabe ler os números de 1 a 9.
Quem me olha agora poderia me confundir com um pavão. Hmmmm... metida!
22.6.12
oto
Acabou de acontecer.
Menininho entra no quarto e vem até a mamãe, repetindo sem parar:
- Oto, oto, oto...
Coloca algo na mão da mamãe e fica olhando para ela, satisfeito. A mamãe olha para o que tem nas mãos e dá de cara com um número imantado que caiu da geladeira: o oito.
(Pensamento instintivo: Oh! Meu filho é um gênio!)
Menininho entra no quarto e vem até a mamãe, repetindo sem parar:
- Oto, oto, oto...
Coloca algo na mão da mamãe e fica olhando para ela, satisfeito. A mamãe olha para o que tem nas mãos e dá de cara com um número imantado que caiu da geladeira: o oito.
(Pensamento instintivo: Oh! Meu filho é um gênio!)
21.6.12
papagaio?
O menininho, de tanto ouvir a música no Cocoricó, resolveu adaptar:
- (T)aaaava Ipe seu (l)ugaaaar... Veeeeio Papai (c)utucaaaaar...
Falando em cantar... Algumas semanas atrás, a mamãe ouve o menininho cantando muito animado:
- Avei, avei... Sebolí, sebolí...
Depois de dias tentando descobrir o que era aquilo, a mamãe se lembrou. O menininho tinha encontrado um video com um pedaço da música Yellow Submarine, gravado no show do Ringo:
- Avei, avei (we all live in)... Sebolí, sebolí... (the Yellow Submarine, Yellow Submarine...)
Mamãe estava no computador, quando veio o menininho esfregando os olhos lá do seu quarto. Tinha acabado de acordar:
- Olá! - disse ele.
- Olá! Bom dia!- respondeu a mamãe.
Ele se aproxima e deita a cabeça nas pernas da mamãe.
- Quer sentar no meu colo?
O menininho ergue o tronco e, cheio de preguiça, espera ser carregado para cima. Encosta seu corpinho na mamãe, e se deixa ficar ali. A mamãe decide colocar um videozinho rápido, para ele assistir. Algo que ele gosta. O videozinho passa todo com o menininho quietinho, repetindo uma ou duas palavras da música que toca. Quando acaba, ele fica alguns segundos olhando a tela do computador, mas finalmente pede:
- Apeta. Apeta, mamãe!
E a mamãe põe o video para rodar novamente.
Empolgado com um papagaio virtual, que é muito sapeca, o garotinho busca o papagaio de pelúcia no seu armário e vem todo feliz mostrar para a mamãe:
- Papagaio!
- É, o papagaio... - repete a mamãe (se a mamãe não falasse nada, o menininho ficaria ele mesmo repetindo a palavra até alguém dizer também)
- Naná naná... - diz ele, numa voz rouca, chacoalhando o bichinho animadamente (ele imitava o papagaio virtual, que de vez em quando chacoalha o traseiro para a gente e diz "na-na na-na na-na").
A mamãe sorri, quando é pega de surpresa pela ação seguinte. O menininho coloca o papagaio entre as pernas e sai pulando:
- Pocotó, pocotó, pocotó...
- (T)aaaava Ipe seu (l)ugaaaar... Veeeeio Papai (c)utucaaaaar...
...
Falando em cantar... Algumas semanas atrás, a mamãe ouve o menininho cantando muito animado:
- Avei, avei... Sebolí, sebolí...
Depois de dias tentando descobrir o que era aquilo, a mamãe se lembrou. O menininho tinha encontrado um video com um pedaço da música Yellow Submarine, gravado no show do Ringo:
- Avei, avei (we all live in)... Sebolí, sebolí... (the Yellow Submarine, Yellow Submarine...)
...
Mamãe estava no computador, quando veio o menininho esfregando os olhos lá do seu quarto. Tinha acabado de acordar:
- Olá! - disse ele.
- Olá! Bom dia!- respondeu a mamãe.
Ele se aproxima e deita a cabeça nas pernas da mamãe.
- Quer sentar no meu colo?
O menininho ergue o tronco e, cheio de preguiça, espera ser carregado para cima. Encosta seu corpinho na mamãe, e se deixa ficar ali. A mamãe decide colocar um videozinho rápido, para ele assistir. Algo que ele gosta. O videozinho passa todo com o menininho quietinho, repetindo uma ou duas palavras da música que toca. Quando acaba, ele fica alguns segundos olhando a tela do computador, mas finalmente pede:
- Apeta. Apeta, mamãe!
E a mamãe põe o video para rodar novamente.
...
Empolgado com um papagaio virtual, que é muito sapeca, o garotinho busca o papagaio de pelúcia no seu armário e vem todo feliz mostrar para a mamãe:
- Papagaio!
- É, o papagaio... - repete a mamãe (se a mamãe não falasse nada, o menininho ficaria ele mesmo repetindo a palavra até alguém dizer também)
- Naná naná... - diz ele, numa voz rouca, chacoalhando o bichinho animadamente (ele imitava o papagaio virtual, que de vez em quando chacoalha o traseiro para a gente e diz "na-na na-na na-na").
A mamãe sorri, quando é pega de surpresa pela ação seguinte. O menininho coloca o papagaio entre as pernas e sai pulando:
- Pocotó, pocotó, pocotó...
20.6.12
oi, meninas! e outras histórias
Conforme me contaram...
Foi a família toda comer num desses restaurantes que possuem brinquedos para crianças. A mais velha, de 5 anos, viu umas menininhas brincando em baixo do aparato. Cheia de vergonha, queria se aproximar, mas ia muito lentamente, com aquele jeito dengoso e meigo típico dela. Sabe quando a garotinha entrelaça as mãos, com os braços esticados para baixo, e coloca a cabecinha de lado encostando a bochecha no ombro? Imagino que era bem assim.
Antes que ela pudesse se aproximar o suficiente, rapidamente passa por ela sua irmã menor, de 3 anos e meio. A pequena se encaminha até as menininhas e diz, numa voz muito alegre e desinibida:
- Oi, meninas! Vamos brincar?
As duas, ainda que mais velhas, não tinham reparado como é que subia no brinquedo, mas a pequenina facilmente mostrou o caminho. Subiram as três, seguidas pela tímida irmã mais velha. E, enquanto sua irmã ainda tentava se aventurar a subir, a miúda chegou no alto e desceu pelo escorregador, toda serelepe.
Estavam os três na sala de tv, o titio e as duas sobrinhas. O sol batia na janela, refletindo no teto, em faixas iluminadas, as paletas da veneziana. A irmã mais velha olhou para o alto, apontou para as listras e disse:
- Olha!
A menorzinha levantou a cabeça, curiosa, mas em seguida olhou para a outra, dando de ombros:
- É a cortina da janela...
A garotinha de 3 anos e meio passa pelo titio com o telefone na orelha, aquela carinha de adulta:
- Oi, vovó. A gente vai aí na sua casa daqui a pouco.
O titio acha uma graça ela 'brincando de falar no telefone'. Mais tarde, na casa da vovó, quando a pequena passa por eles, a vovó diz para o titio:
- Ela me falou mesmo que vocês estavam vindo para cá...
...
Foi a família toda comer num desses restaurantes que possuem brinquedos para crianças. A mais velha, de 5 anos, viu umas menininhas brincando em baixo do aparato. Cheia de vergonha, queria se aproximar, mas ia muito lentamente, com aquele jeito dengoso e meigo típico dela. Sabe quando a garotinha entrelaça as mãos, com os braços esticados para baixo, e coloca a cabecinha de lado encostando a bochecha no ombro? Imagino que era bem assim.
Antes que ela pudesse se aproximar o suficiente, rapidamente passa por ela sua irmã menor, de 3 anos e meio. A pequena se encaminha até as menininhas e diz, numa voz muito alegre e desinibida:
- Oi, meninas! Vamos brincar?
As duas, ainda que mais velhas, não tinham reparado como é que subia no brinquedo, mas a pequenina facilmente mostrou o caminho. Subiram as três, seguidas pela tímida irmã mais velha. E, enquanto sua irmã ainda tentava se aventurar a subir, a miúda chegou no alto e desceu pelo escorregador, toda serelepe.
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Estavam os três na sala de tv, o titio e as duas sobrinhas. O sol batia na janela, refletindo no teto, em faixas iluminadas, as paletas da veneziana. A irmã mais velha olhou para o alto, apontou para as listras e disse:
- Olha!
A menorzinha levantou a cabeça, curiosa, mas em seguida olhou para a outra, dando de ombros:
- É a cortina da janela...
...
A garotinha de 3 anos e meio passa pelo titio com o telefone na orelha, aquela carinha de adulta:
- Oi, vovó. A gente vai aí na sua casa daqui a pouco.
O titio acha uma graça ela 'brincando de falar no telefone'. Mais tarde, na casa da vovó, quando a pequena passa por eles, a vovó diz para o titio:
- Ela me falou mesmo que vocês estavam vindo para cá...
21.5.12
pandemic e puerto rico
Bom, chegamos aos meus favoritos, ambos importados.
Começarei pelo Pandemic. Desde que li sobre ele pela primeira vez, fiquei doidinha para tê-lo. Foi meu primeiro pedido (sim, a maioria dos meus jogos foi presente)! E, não se engane, o tabuleiro pode dar essa impressão, mas ele nada tem a ver com War. Seguindo, na realidade, o caminho oposto, Panemic é um jogo cooperativo - são todos os jogadores unidos contra o tabuleiro.
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| Pandemic (Pegasus Spiele) |
O pano de fundo é o surgimento de 4 epidemias pelo mundo e todos devem assumir a responsabilidade de exterminar essas doenças, antes que elas exterminem o planeta. Cada jogador terá uma habilidade específica, concedida pela profissão que irá assumir ao longo da partida. Se todos pensarem em conjunto e utilizarem bem suas habilidades, a chance de vencer aumentará. O jogo ainda possibilita níveis de dificuldade, de maneira que poderemos deixá-lo mais difícil em novas partidas, conforme formos pegando o jeito dele.
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| Pandemic (Pegasus Spiele) |
A mecânica é bastante simples e de rápida assimilação. Com pouco tempo de explicação, já se entende tudo e pode-se partir para a ação. O dinamismo e o frio na barriga ficam por conta das cartas de infecção, que podem desencadear um 'outbreak' (espalha a doença para as cidades vizinhas), e por conta das cartas de epidemia, que estão posicionadas para surgirem numa frequência previamente selecionada (a depender da dificuldade do jogo) e aumentam a taxa de infecção e o número de cidades infectadas a cada jogada.
Assim como o Pandemic, o Puerto Rico era um dos meus maiores sonhos de consumo lúdicos, e este igualmente atendeu a todas as minhas expectativas! Apesar de ter sido nomeado sem ter ganhado o Spiel des Jahres em seu ano (2002), Puerto Rico é um dos mais aclamados jogos de tabuleiro do mundo. Permaneceu no topo dos rankings mundiais durante anos, estando hoje em terceiro lugar num dos rankings mais visualizados dentro do mundo virtual lúdico.
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| Puerto Rico (Rio Grande Games) - edição de aniversário |
Entretanto, ao contrário do Pandemic, Puerto Rico não é um jogo simples e leva algum tempo para se explicar as regras a todos os jogadores. Isso não significa que seja difícil compreendê-las, apenas que existe muita informação inicial a ser absorvida. Apesar disso, a mecânica chega a ser intuitiva depois da explicação, assim como os detalhes de cada tipo de ação e construção que permeiam o jogo. Ao térmico da primeira partida, todos já terão compreendido bem os movimentos, e provavelmente irão para casa pensando em qual será uma boa estratégia para ganhar o jogo no próximo encontro.
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| Puerto Rico (Rio Grande Games) - edição de aniversário |
Meu pai foi iniciado no mundo dos jogos com Dixit, após alguns meses de relutância e preconceito. Ele gostou tanto que decidiu por si só comprar duas expansões para o jogo. Depois, não foi difícil para o meu irmão apresentar a ele o Carcassone. Ainda assim, para manter a sua fama de mau, meu pai fez um certo charminho antes de aceitar jogar Puerto Rico no último feriado. Porém, como eu já esperava, o resultado só pôde ser um: ele adorou o jogo e na noite seguinte pediu por uma nova partida (que ele ganhou, por sinal). Na verdade, toda a família se assustou quando percebeu que eu e meu irmão precisamos ficar algumas horas sentados lendo as regras antes de poder assimilá-las e poder explicá-las ao resto da família. Entretanto, depois de jogar, todos gostaram muito do jogo.
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| Puerto Rico (Rio Grande Games) - edição de aniversário |
Eu, particularmente, o julgo o melhor dentre todos os jogos que eu tenho no momento. A sorte ('acaso' acredito que seja um termo mais adequado) quase não influencia, apesar de a sua estratégia depender muito do que acontece com os outros jogadores. Pois cada jogador é o responsável por uma cidade, onde será necessário desenvolver a agricultura, as produções de mercadoria, trazer novos colonizadores para tocar as plantações e fábricas, desenvolver o comércio e a exportação. Se alguém decidir comprar a construção que você quer, você vai ter que se virar para criar uma nova estratégia, o mesmo acontece quando acabam os recursos antes de você conseguir produzi-los, ou quando alguém pega a plantação que você queria, etc. O importante é você conseguir fazer um planejamento flexível o bastante para superar a interferência dos seus vizinhos.
Ambos os jogos estão, como afirmado no início do post, no topo do meu ranking pessoal. Catan os segue de perto, seguido por Interpol, Dixit e Rummikub. E agora só me falta testar o Recicle!
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