Olha só a gravidez transformando as pessoas. Já estou virando gente velha...
Com todo o corre-corre que eu comentei no último post, de noite a única coisa que tennho forças para fazer é ficar no sofá. Mesmo que eu tenha que trabalhar, trabalho no sofá mesmo, em frente à tv. Tv aberta. Ou seja, tô super por dentro de Caminho das Índias e BBB. Mas quem eu quero enganar? Sempre gostei de acompanhar BBB.
De todas as edições que assisti, só um participante realmente me cativou: a Grazi. Já gostei bastante de outros, mas sempre com ressalvas. Mesmo assim, em toda edição que eu assisto, acabo arranjando alguém para quem torcer mais.
Dessa vez foi um pouco diferente. Nunca pipoquei tanto durante o programa, mudei de preferência diversas vezes. Comecei adorando a Fran. Só que ela começou a me lembrar um pouco o único desafeto que tive durante a faculdade, aí passei a torcer pelo Max, em momentos até mesmo pelo Flávio. Depois de um tempo, o Flávio começou a me irritar e o Max meio que mudou de papel com a Fran, mas eu ainda estava ressabiada com ela, e comecei a simpatizar com a Pri e Ana. Só que a Ana começou a querer tirar satisfação com todo mundo que votava nela - uma chata de galocha. O ponto chave foi a briga com o Ralf, que durante somente a semana que antecedeu sua saída, foi meu favorito. A Pri também começou com umas coisas meio estranhas, de ficar em cima do muro, de querer brigar o tempo todo com a Fran. Enquanto isso, a Ana começou com o lance da perseguida.
Aí, estagnei na Fran de vez. A edição do programa mostrou a briga dela com a Maíra pela metade, como se ela tivesse surtado sem motivo algum. Também mostrou bastante a Maíra fazendo a caveira da Fran pra todo mundo e a Fran toda atrapalhada sem conseguir se defender. Fato: a Fran tem uma bela antena e fareja muito bem as coisas, mas na hora de transformar em argumentação, ela é um desastre. O Lado B inteiro ficou do lado da Maíra. O Max tratava ela feito cachorro. É bom lembrar que a Ana começou a baixar a bola nessa época, além disso foi a única que defendeu a Fran. E o Bial, só puxando a sardinha da Pri.
Chegou um ponto em que a edição até virou amiguinha da Fran, mas fica a dúvida se já não era um pouco tarde demais. O Max também começou a perceber que o modo como ele a tratava não passava uma boa imagem dele e sutilmente foi melhorando seu relacionamento com ela. Balancei um pouco na minha torcida quando a Fran realmente começou com umas crises de ciúmes meio pesadas. Tudo bem ter ciúme da Pri, mas depois ela começou a forçar a barra. E também tem esse lance de falar errado (meio forçado) e usar roupas extremamente espalhafatosas, que não são coisas que me cativam muito. Mas eu olhava pro resto dos participantes e ainda não conseguia simpatizar com mais ninguém.
Nesse momento, tipo uma ou duas semanas atrás, eu tava meio que sem favorito. Torcia pra Fran só por falta de opção e não estava muito querendo que a Ana ganhasse, pois ainda estava com as mimimizices dela muito frescas na minha memória. Do Max e do Flávio restavam um asco adiquirido anteriormente, e a Pri me deixou com o pé atrás depois do lance da Maíra. A Josi... Bem, ela é tão significante que eu nem lembrava dela.
Aí a Josi saiu. E teve uma madrugada que foi ótema. De colocar os pingos nos is. E a Ana barbarizou geral. Perguntou tudo o que tinha vontade - e o que eu tinha vontade de saber. Sem mimimi, sem nhénhénhé. Parecia até que todo mundo estava sendo franco alí. E as críticas feitas a ela, foram impressionantemente bem aceitas. Naquele momento eu era, respectivamente: Fran, Pri e Ana. Tudo falta de opção, porque fora elas só tinha mais o Max e o Flávio - écati.
Umas 2 madrugadas depois, Flávio não existia mais, e a Fran deu uma "aula de sexo" para os demais. Tipo, até a Pri prestou atenção. E foi a coisa mais engraçada. O Max tentando fazer umas piadinhas que não deram certo foi a única coisa ruim da noite, mas por sorte foram tão poucas que não chegou a estragar. As caras da Fran eram impagáveis e a Ana toda prestando atenção, como quem quer muito aprender pra fazer direitinho em casa depois. A Fran até pedia para ela repetir os passos, pra ver se aprendeu direitinho. O máximo.
Eu não quero que o Max ganhe. A Pri perdeu lugar pra Ana, quem diria. Aliás, a Ana está quanse roubando a minha preferência. Posso até dizer: empatei na Ana e na Fran. Pri está na vantagem para ser lider, o que talvez seja uma boa: ela indica Max, a Ana consequentemente acaba indo pro paredão com ele -> Max fora. Duro é que tá rolando um boato de que o boninho vai manipular e dar o milhão pra Pri...
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3.4.09
7.1.08
O Furacão, ou Como Sou Velha
Fato: sou velha desde que nasci. Muitos dizem acreditar que meu cabelo é tingido e eu nego. Mas chega de mentiras, minha mãe tinge meu cabelo desde o meu primeiro dia de vida, pois já saí do útero com os cabelos brancos. E isso sem ser albina. E eis que do alto de meus cabelos brancos (visualmente vermelhos), um furacão passa por mim e me quebra. Não, me mói. O estranho é que eu gostei. Nem devia estar reclamando, mas vocês sabem, né. Gente velha é sempre ranzinza.
O tal furacão veio em forma de gente. Gente bonita e alegre, aquele tipo que mora no nosso coração. E era um monte. E era delicioso. Mozaico (lindo e gostoso), cachaçaria (nhammm) e casório (ma-ra-vi-lho-so). Chorei que nem uma louca, atrapalhando a cerimônia. Estava concentrada no choro, mas acho que alguém me deu um chute na canela por causa dos meus suspiros. Não lembro direito. Mas vocês sabem como é gente velha, muito emotiva.
Mas também! Estava tudo tão lindo! Juro que vi um monte de gente jovem chorando também. E é sério, foi muito lindo. E gostoso. Teve gente que saiu de lá rouca, imaginem. E depois ainda teve comida árabe (comida que poderia estar melhor, mas estava boa) e o ótimo conversê tudo outra vez. E dessa vez, teve gente que saiu de lá doentinho. Pobre marido...
E aí acabou. O furacão passou e deixou a dor nas juntas, como não poderia deixar de ser. Pelo menos sobrevivi.
Talvez outro dia eu fale de como sou criança também...
O tal furacão veio em forma de gente. Gente bonita e alegre, aquele tipo que mora no nosso coração. E era um monte. E era delicioso. Mozaico (lindo e gostoso), cachaçaria (nhammm) e casório (ma-ra-vi-lho-so). Chorei que nem uma louca, atrapalhando a cerimônia. Estava concentrada no choro, mas acho que alguém me deu um chute na canela por causa dos meus suspiros. Não lembro direito. Mas vocês sabem como é gente velha, muito emotiva.
Mas também! Estava tudo tão lindo! Juro que vi um monte de gente jovem chorando também. E é sério, foi muito lindo. E gostoso. Teve gente que saiu de lá rouca, imaginem. E depois ainda teve comida árabe (comida que poderia estar melhor, mas estava boa) e o ótimo conversê tudo outra vez. E dessa vez, teve gente que saiu de lá doentinho. Pobre marido...
E aí acabou. O furacão passou e deixou a dor nas juntas, como não poderia deixar de ser. Pelo menos sobrevivi.
Talvez outro dia eu fale de como sou criança também...
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