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4.5.11

quem é vivo...

Nem sempre aparece, mas de vez em quando, quem sabe.

Dessa vez não foi 'culpa' minha. Foi a empresa de telefonia daqui que é a PIOR DO MUNDO. E eu, que reclamava da Telefônica, não sabia que nada é tão ruim que não possa piorar. Isso só pra dizer que:

Eu me mudei (de novo), mas dessa vez só de residência. Estou num novo apê, mais gostoso, mais bonito, mais espaçoso. Porém, na hora de pedir a transferência do telefone, prometeram e não cumpriram. Aí, fiquei sem telefone e sem internet. Xiiiiii...

Agora a gente colocou uma internet 3G bem safada - mas que é melhor que nada.

Outra novidade: eu estou trabalhando! Todavia, é só o que vou dizer sobre o assunto, por enquanto.

2.4.09

(pausa para atualização do blog)

E tanta coisa, tanta correria...

Dia 13 de março eu acabei conseguindo um tempo pra mandar e-mail e contar que ainda estou viva. Hoje, nova pausa, dessa vez menor, para praticamente copiar o conteúdo do e-mail aqui, salvo algumas pequenas mudanças no texto.


13/03/09

Eu sei que sumi completamente do mundo, mas juro que não estou tendo tempo de dar notícias (pode parecer inacreditável, mas é verdade!). Acho que nunca "corri" tanto na minha vida inteirinha!

Bom, estou reformando uma casa, para onde me mudarei assim que estiver habitável, e a intenção era que ela ficasse pronta antes do Zezinho* nascer, MAS a reforma cresce a cada semana e me parece quase impossível que tudo fique pronto a tempo. Pra se ter uma idéia, falta menos de 3 meses para ele chegar e vou entregar o projeto executivo para o pedreiro HJ. Claro que a reforma já começou antes, naquele atropelo básico, mas ainda falta praticamente tudo. Estou a ponto de enlouquecer, pq tudo é sempre pra ontem e as cobranças da família são praticamente diárias - sem falar na cobrança que vem de mim mesma...

Que mais...? Na verdade, meu tempo gira todo em torno do Zezinho e da nova casa velha. Mas tem tb o novo escritório, que posso até dizer que está pronto, mas devido a muita dor nas costas, não tenho ficado muito lá, pq preciso deitar de tempos em tempos pra aliviar, rsrs.


Nossa, com tudo isso, nos últimos meses não tenho tido tempo nem pra respirar direito. Fora quando bate aquela sensibilidade básica de grávida: insegurança, chororô, raiva e tudo ao mesmo tempo! rsrsrs Mas apesar disso tudo, não posso reclamar um tiquinho da vida, pois, mesmo aos trancos e barrancos, tá tudo dando certo por aqui.


...


Pouca coisa mudou desde que escrevi o tal e-mail.
Ou melhor, uma coisa crucial mudou: não faltam mais 3 meses, e sim 2.

Mas o Zezinho está muito bem, obrigada. Ele é bem agitadinho e adora me cutucar. Semana retrasada descobri que ele estava folgadamente sentado aqui dentro, mas acho que essa semana ele está numa vibe roda-gigante - tá girando como se não houvesse amanhã e logo encaixa na posição certa.

Aliás, quero todo mundo fazendo figa, simpatia, reza e o escambau: quero ter parto normal.**



*
Sim, ele é um menino! E não, esse não é o nome oficial dele.

**Aproveitem o esforço e torçam também para a reforma terminar a tempo. Até existe um Plano B, mas o Plano A é bem mais legal, né...




E para quem ainda não sabe: não estou mais trabalhando com os piratas... Profissional liberal agora. Super liberal, um perigo.

5.6.08

a saga do grande giap, parte 2


Continuação de: A Saga do Grande Giap, Parte 1


- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!


- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.

O medo se estampou em meu rosto. Aflita, desesperada! O que eu ira fazer agora?! Como eu poderia continuar as minhas importantes tarefas sem a ajuda e o conhecimento do Grande Giap? O que o teria feito mudar de idéia tão bruscamente?!

Em pânico, redigi uma imensa mensagem ao Duende Afirmativo:

Sr. Duende Afirmativo,

Ahhhhhhhhhh!!! Me jude!!!!!!!!

Tha, a pirata.

Foi então que a previdência falou em meu ouvido. "Não se afobe menina, ou poderá se envergonhar disso." Como uma boa pirata previnida, guardei a mensagem para mais tarde. Para quando eu tivesse certeza do que estava havendo. Pois antes eu deveria enfrentar o Grande Giap sozinha, frente à frente.

Voltei ao portal e esperei pela fatídica resposta:

- Não é possível falar sobre isso - o semblante sério do Grande Giap me fazia gaguejar.

- M-mas, senhor. E-eu prec-ciso saber...

E a resposta era sempre uma só.

- Não é possível falar sobre isso.

Porém, eu não fraquejei. Não me deixei intimidar. Argumentei, contra-argumentei, desargumentei. Pedi e repeti. Mas nada fazia com que ele mudasse suas duras palavras. Só que, de repente, notei algo diferente. O semblante do Grande Giap parecia mais ameno e, ao mesmo tempo, esgotado. Resolvi dar-lhe tempo, descanso e uma boa noite de sono.

No dia seguinte, lá estava eu. Firme e forte. E, quem diria, o Grande Giap parecia tão bem! Bem disposto, descansado, com até uma certa vitalidade. Finalmente, perguntei tudo o que precisava saber.

E ele respondeu. Ele realmente respondeu.

Agora, só me resta saber até quando...

FIM.
(?)

22.5.08

a peninha, parte 1

Nos últimos dois dias, tive que lidar bastante com duendes. E me parece que assim continuará por mais uns dias. Três dias atrás, o Subchefe* veio me mostrar uma mensagem enviada pelos duendes do Suporte.

Comecemos do começo.

Eu tenho uma pena. Não é mágica como a outra, e nem era de fato minha. Ela era de todos os piratas, mas ela ficava aqui comigo, sob minha tutela. Eu gostava dessa pena, ela era pequena e simpática. Um dia, ela decidiu que não deixaria mais eu pegá-la. Toda vez que eu precisava usar a peninha, ela corria e corria. E corria. E eu tinha que me virar com aos outras penas dos piratas.

Foi tão do nada quanto quando ela resolveu fugir de mim, que um dia ela parou de fugir. Acho que ela cansou, coitadinha. Só que ela ficou tão cansada de correr, que quando eu pegava ela, ela escrevia e desenhava muito devagarinho. O Chefia começou a ficar irritado com ela e, por sorte, chegou uma pena pro Subchefe, uma pena que estava com os duendes, mas que eles estavam devolvendo porque ela já estava curada. Aí, todos começamos a usar a pena do Subchefe.

Só que eu ficava com dó da minha peninha. Ela estava tão deixada de lado, parecia que ela estava meio tristinha até. Então eu continuei, eventualmente, a usá-la. Acho que ela ficou mesmo muito magoada, porque certo dia ela simplesmente resolveu que não ia mais escrever nem desenhar nada. Eu pegava ela, mas dela nada mais saía.

- Ela deve estar com sede - diziam.

Então eu dei a ela de beber. Mas de nada adiantou. Ela não escrevia. Ela até começava, mas nunca terminava uma página sequer. Foi quando eu pensei que não deveria ser má vontade dela. Ela estava doente.

Desesperada, mandei uma mensagem aos duendes do Suporte:

- URGENTE!!! Ajudem a minha pena!

Então, mandaram alguém buscá-la. Era o duende de sempre. Cheguei a brincar:

- Quer ver que só porque você está aqui, ela vai escrever direitinho?! - disse eu.

- É sempre assim, como os unicórnios. Sempre que a gente quer mostrar que eles estão empacando, eles resolvem galopar.

Mas a peninha não escreveu. E o duende teve que levá-la. E eu sabia que ia ter que ficar muito tempo sem vê-la novamente. Porque é sempre assim quando os duendes os levam (mas também, imagine ser um duende e ter que cuidar de todas as penas, entre outras coisas, de todos os piratas...).

Isso já faz muitos e muitos dias. Então, três dias atrás o Subchefe recebeu um parecer dos duendes, e me mostrou:

"PROBLEMA: escreve normal no começo, começa a falhar no final.
SOLUÇÃO: Desidratação. Ela diz que não tem sede, mas está confusa, está com sede e por isso não aguenta escrever uma folha inteira. Dar de beber a ela resolve o problema".

Aí eu lembrei que eu dei de beber a ela. Eu sei que dei. Então o Subchefe me falou:

- Avise-os.

Avisei. Uma mensagem aos duendes explicando tudo. Mas agora preciso esperar a resposta deles.




* Lembra que ele tava com uns problemas aqui no trabalho? Acabaram! Fiquei muito feliz por isso!!!

19.5.08

a saga do grande giap, parte 1

Num outro mundo, existe um ser chamado Giap. Ele existe nesse outro mundo para passar informações de muita valia para todos os piratas. O Giap é um ser muitas vezes complicado e os piratas só conseguem entrar em contato com ele através de um portal, sendo que para olhar pelo portal é preciso de uma senha. Mesmo assim, nem todos os piratas recebem senhas e nem todas as senhas possibilitam que o grande Giap forneça todas as informações que ele conhece.

O Grande Giap é muito reservado e ele só confia nos duendes. Por isso, só quem consegue fornecer as senhas para os piratas são os duendes - e veja bem, nem são todos os duendes.

Eis que um dia, eu, pirata que sou, precisei conversar com o Grande Giap. Aí, mandei uma mensagem para os duendes, na esperança de que um deles me desse uma senha. Depois de um tempo, consegui entrar em contato com um duende, um muito simpático (tão simpático quanto um duende que vem sempre aqui). Mas esse era um outro tipo de duende, era um duende afirmativo. Os duendes afirmativos, como o próprio nome diz, dizem sim.

Assim, eu pedi ao duende afirmativo uma senha e ele disse:

- Sim.

Então, eu fui até a Floresta Afirmativa (onde não só o duende, mas os piratas também são afirmativos) e conversei com o duende, que me recebeu muito bem e me ensinou tudo sobre onde fica o tal portal e o que eu devo fazer quando frente a ele.

O tempo passou e eu percebi que a minha senha deixava que eu conversasse com o grande Giap sobre muitas coisas, mas existia uma em especial que eu precisava perguntar pra ele e ele se recusava a responder. Por isso, falei com o duende afirmativo, ele fez umas mágicas de duendes e minha senha agora deixava o grande Giap tirar as minhas novas dúvidas também. Só que o grande Giap continuava se recusando a me dar as informações. E, dessa vez, ele me disse que nada tinha a ver com as senhas, mas se recusou a dizer o motivo. Ele simpesmente dizia:

- Não é possível falar sobre isso - e sua voz áspera ecoava pelo portal enquanto minha ansiedade crescia.

Falei novamente com o duende afirmativo, só para dar um parecer de como as coisas andavam, pois eu realmente acreditava que esse tipo de problema só poderia ser resolvido por um dos duendes do Suporte, um que eu sabia que também conhecia o Grande Giap. Mesmo assim, talvez por ser sua natureza, o duende afirmativo se empenhou em me dar uma resposta afirmativa, dizendo que tentaria ele mesmo resolver o problema. Enquanto isso, o duende do Suporte mostrou que na verdade a função dele parecia ser outra e que já havia feito tudo ao seu alcance para resolver o meu problema.

Foi um dia laborioso para os duendes. Eu já estava envergonhada de pedir ajuda, mas o duende afirmativo realmente sabia qual era o problema do Grande Giap e conversou num tet-à-tet com ele. Então o duende afirmativo me explicou que, como o assunto sobre o qual eu queria me informar era muito desinteressante, o Grande Giap achou que nunca mais deveria conversar sobre aquilo com ninguém. Mas depois da conversa com o duende afirmativo, ele concordou em falar comigo (e com quem mais tivesse a senha necessária) sobre aquele assunto.

Então, eu, muito cuidadosa, me aproximei do portal e conversei com o Grande Giap. Ele me mostrou que tiraria as minhas dúvidas e, como eu não tinha tempo suficiente naquela hora, fiquei de voltar outro dia. O outro dia chegou e eu fui novamente até o portal:

- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!

- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.


(Continua...)

10.4.08

marinheiro, só?

Você já viu um marinheiro slash arqueólogo? Sou eu. Fui à procura do primeiro imediato de um barco vizinho, mas encontrei apenas um marujo de quinta. Coitado do marujo, ele é até simpático, mas não é um poço de competência não. Ilustrando: ele precisa trabalhar com penas, mas não sabe nem mexer com o tinteiro...

O marujo não me ajudou em nada. Por que é assim, estou a procura de informações sobre terras não muito distantes, porém descobri que existem informações erradas correndo soltas e uma dessas terras sequer tem informações encontráveis. Mas o marujo parece que sabia menos do que eu sobre o assunto (apesar de fazer mais parte da função do barco dele do que do meu...).

Por sorte, logo depois encontrei o primeiro imediato. Esse sim conseguiu me trazer uma luz: "vá falar com o capitão". O problema é que o capitão está de licença por problemas de saúde (encontrou um jacaré, à lá Capitão Gancho).

Credo, mudei o foco da coisa. Completamente. Eu ia falar que ultimamente meu trabalho tem sido mais de arqueólogo, porque tenho que ficar cavucando tudo quanto é buraco pra ver se encontro alguma coisa que me conte uma história iluminadora. Claro que sempre cavuco em buracos que não me trazem nada de útil, mas continuarei cavando.

Nossa, me perdi nesse post.

Ah, esqueçe.



Eu tava reparando aqui que o post anterior não tem nada de resuminho. Eu tô bem, hein...

30.3.08

minha arquitetura

Então, surge o Pulinho com esse link. E, finalmente, eu consigo chegar a uma conclusão sobre a minha arquitetura.

Desde que eu saí da faculdade eu vinha me perguntando. No que é que eu acredito? Que arquitetura eu realmente adimiro e sonho em fazer um dia? Para alguém que sai de uma faculdade que praticamente prega o modernismo durante 4 anos e o high tech durante um, eu me sentia um pouco perdida.

Não há como negar que seja tudo muito lindo. Mas, do modernismo, por exemplo, o que me seduz é a facção brega brasileira. Tipo o neon do guarda-corpo e as luminárias azuis da casa modernista, sabe?

E aqueles arquitetos que a gente aprende na faculdade, cheios de panos de vidro e linhas retas. Abaixo o ornamento! Só que a cada dia que passava, mais eu me perguntava. Por que não o ornamento? Ei, linhas retas e panos de vidro são lindos sim, mas veja bem. O ornamento também.

No link lá em cima, tem o andar Victorio e Lucchino (e, ironicamente, eles nem são arquitetos). É aquilo que eu quero fazer. Um dia, eu quero projetar algo que tenha aquele aspecto. Com cor, painéis, quadros, cadeiras breguinhas. E linhas retas. Porque as duas coisas podem andar juntas.


26.3.08

a tristeza

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

Ontem eu liguei pra confirmar que dia meu curso ia começar. Não vai.

Não...

vai.

Não há inscritos suficientes e eles vão devolver a taxa de inscrição que eu paguei.

...

Pronto, agora eu preciso de um neném.

20.3.08

pergaminhos

No ano passado eu fiz uma lista de todos os pergaminhos que eu ia precisar para um certo serviço que eu acreditava ser de certa forma urgente. Falei com a mocinha dos pergaminhos e entreguei a lista para ela. Veja bem, os pergaminhos não ficam com ela, ela precisa pedir para os Guardadores de Pergaminhos. Desde então, eu falei pra mocinha dos pergaminhos pedir outros vários pergaminhos, mas os Guardadores nunca mandam. E eu estou começando a achar que é pessoal. Sempre tenho a impressão que os meus pergaminhos nunca chegam.

Bom, todo esse tempo eu fiquei impossibilitada de fazer o tal serviço que eu considerava urgente. Ninguém tinha me pedido para fazê-lo, mas eu sempre achei que era algo de extrema importância. Só que os tais pergaminhos nunca chegavam. E a mocinha já tinha repedido várias vezes.

Então, o fato de o serviço supostamente urgente não ter sido feito começou a gerar complicações. E, antes de ontem, eu fui obrigada a ir conversar com o Dom Corleone, porque ninguém parecia se importar com o tal serviço, a não ser eu. Quando o Dom Corleone ouviu os problemas todos, ele teve um chilique (o que não é muito raro...) e ligou para um outro Dom, tão importante quanto ele. Juntos, eles resolveriam o serviço sem precisar dos pergaminhos.

Várias intruções me foram passadas sobre o que deveria ser feito para pular algumas etapas e resolver de uma vez por todas o serviço que de fato era urgente. Com tudo já praticamente pronto, estou apenas esperando novas intruções de Dom Corleone.

Aí, chego hoje de manhã no trabalho e olho na minha mesa. Dois velhos pergaminhos foram colocados sobre ela. Como já pedi tantos, catei meu caderninho onde anoto uma relação dos pergaminhos pedidos com a explicação de para que cada um me servirá. Pois bem, adivinhem. Depois de 4 meses (ou mais), e depois que já está tudo resolvido, chegaram dois dos pergaminhos que eu pedi por causa do serviço urgente.

12.3.08

o tempo

Juro. Ontem acordei achando que era sábado. E era terça. Pra você ver como eu já estava cansada na segunda... Estou podraça e nem tem muito motivo. Coisa mais louca isso. Aí que eu resolvi me inscrever em um curso a 4hs daqui, um curso sobre a conservação e o restauro dos Barcos a Vela, aos sábados das 8:30 às 18:00. Estou empolgadíssima, mas se já estou podraça agora, imagina quando o curso começar.

6.3.08

a felicidade

Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim


Adotando a idéia de botar música/poesia no blog, hoje eu precisava colocar essa aqui.

Eu acho incrível como um dia você está miserável e no outro você está dando pulinhos de alegria. Tipo, passei a semana passada querendo que todos os seres vivos da terra sufocassem com um gás venenoso e instantaneamente letal - que eu iria inventar. Essa semana tinha até começado melhor, mas aí veio a notícia que estão acabando os barcos a vela que precisam ser avaliados (e essa era a minha parte do dia preferida...). Sem falar naquele lance do conselho, aquele que eu sou muito banana para participar.

Mas hoje eu já cheguei no trabalho com uma notícia muito boa! E, apesar de saber que essa felicidade vai durar pouco (pois é assim que a vida é), estou feliz. Plenamente feliz. Com medo, mas feliz. Na verdade, eu tô quase com diarréia de tanto medo, mas tô feliz. Porque eu falei com o Dom Corleone e ele me indicou pra ser membro do Conselho de Barcos a Vela!!!! Agora eu vou ter que me virar e aprender a ser casca-grossa!!!! HAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Inclusive, estou aceitando dicas de como ser casca-grossa. Por favor, lotem meus comentários e ajudem uma banana.

5.3.08

ser ocupada

Tá acontecendo. Fazer parte da Comissão de Avaliação de Barcos a Vela (CABV)* está tomando grande parte do meu tempo. Por consequência, está mais difícil postar do trabalho. E eu só posto do trabalho, porque em casa não dá a menor vontade (heh).

E além da CABV, também estou mais ativa em Endor (o PBF, lembra?) e, principalmente no A Corte das Sombras (o outro PBF). E na Corte eu sou administradora, então tive que dar umas administradas, além de escrever os posts normais. Aí, eu usei todo o meu horário reservado para não-trabalhar (que já está escasso) e não pude bloggar.


Voltando à CABV... A Maluquinha tá empolgada em trazer uma moça pra dar um curso sobre conservação de barcos a vela. E ela acha que convence a Diretora da CABV a pagar 2 pau e 800 (+ acomodações). Mas o curso seria, principalmente, para os donos de barcos a vela. Bom, eu não tô botando muita fé que isso vai dar certo. São 40 hs/aula de curso. Duvide-o-dó que vai dar quorum. E a Diretora vai se tocar disso e não vai querer pagar o curso.

Aí, eu choro.




* E eu ainda nem falei com o Dom Corleone - nossos horários não estão batendo - sobre o Conselho.

27.2.08

tpm

Olha, estou numa TPM braba. Assim, nem vontade de bloggar eu tive. Estou meio revoltada e facilmente irritadiça. Pobre marido... E eu fico tentando me controlar, porque sei que estou meio irracional, mas está dificílimo.

Estou brava com o Dom Corleone. Assim, bem brava. Estou me sentindo duas vezes desvalorizada. E quando eu estava conformada com a primeira, ele vem e resolve colocar a Frô na Comissão de Navios Piratas. Aí ela disse que não estava muito a fim e perguntou porque ele não ME colocava, já que eu me interesso muito mais pelo assunto. Sabe o que ele respondeu? "Ah, mas vai ter que brigar de vez em quando, será que ela briga?"

Ótimo, a gente é simpática e educada pra vir um e julgar a gente como mosca morta.

Mas isso eu não vou deixar em branco, eu vou pedir pra ele me colocar na Comissão. E se ele quiser, eu mando todo mundo tomar no cú nas reuniões. Será que isso é ser briguenta o suficiente?

25.2.08

a casa modernista

Você. Morra de inveja. Mentira. Porque eu pensei em você o dia inteiro, e queria que você tivesse estado comigo. Lembra quando a gente fazia alemão e passava sempre na frente daquela casa modernista? E pensava: Ai, que vontade de entrar e ver se lá dentro é tão legal quanto fora!

Então, hoje eu entrei. E a resposta é sim. Por dentro ela é tão legal quanto por fora. E, de acordo com o que me disse a Maluquinha (a colega de trabalho maluca que vai comigo nas visitas), a casa era ainda mais legal antes (ela é de 1958).


(favor desconsiderar a bixarada na frente)


Lembra da fachada da casa? Vou colocar foto, o mais rápido possível. Os pilares que sustentam a marquise têm, cada um, um círculo vazado. Uma coisa asim, bem simpática mesmo. Mas aí que a escada tem uns elementos bem parecidos com esses pilares da marquise, com o círculo vazado e tudo! É a coisa mais linda evah! E tem um jardim de pedra, mas que antes era um espelho d'água, tipo dentro da casa mesmo, embaixo da escada. E o piso do hall é de pedaços de mármore (de mais ou menos um palmo, de formato irregular) com "rejunte" de granilite.

Não, você não está me entendendo, a casa é muito linda! As janelas são um espetáculo, uma coisa que eu nunca vi antes, têm um desenho bem modernista, mesmo nos quartos, e elas abrem de um jeito muito louco. Juro que não sei explicar o mecanismo, isso tem que ser ao vivo, sorry. As arandelas são fofas demais, estão brancas, mas deu pra ver que elas eram metálicas pintadas de azul, mas uma tinta que não encobria totalmente o metal. E aí todas as peredes eram brancas, mas de noite a casa ficava meio azulada por causa das arandelas acesas! É surreal! Tipo, tem um neon azul dentro do guarda-corpo (numa parte que é translúcida, branco leitoso) que de noite também incrementa mais ainda esse lance azul da casa. Parece brega (e é), mas é muito legal!! Tem que estar lá pra sentir o drama.

E mesmo o taco, não é uma coisa assim, comum, é um parquet lindo-de-morrer. No térreo tá mais acabadinho, mas nada que uma sintecada não resolva. Ah! E os armários dos quartos, eles são a divisória entre 2 quartos, aí é assim, um big armário: a metade da direita abre para um quarto e a metade da esquerda abre pro outro quarto. O fundo do armário de um quarto é um painel de madeira que dá pro outro quarto, e vice-versa. Ou seja, se você está no quarto, metade de uma das paredes é um painel bem lindo de madeira, e a outra metade é armário.

Sério. Estou encantada.

20.2.08

dois em um

Eu tenho dois assuntos pra falar hoje. Talvez três, vamos ver.

Primeiro é que desde sábado tem uma coisinha dentro de mim, não é culpa, mas é uma coisinha ruim de sentir. Porque eu estava tomando conta da Maria Bolinha e ela caiu, assim, bem na minha frente. Ela não se machucou nem nada, mas chorou litrus. E eu fiquei com o coração pititico, porque a Cu sempre confiou em mim, sempre foi super legal deixando eu tomar conta e pegar no colo e ajudar. Eu adoro ajudar a tomar conta da Maria Bolinha. Adoro. E agora fico com a sensação de que decepcionei, que quebrei essa confiança. Eu sei que a Cu disse que tava tudo bem, que ela mesma já tinha quase derrubado a Maria Bolinha do colo uma vez, que com criança é assim mesmo, por mais cuidado que se tenha, uma hora acaba se machucando e tal. Mas eu me senti muito mal mesmo, e fico MORRENDO de medo de as coisas não serem mais exatamente as mesmas de antes pelas bandas de lá. MORRENDO.

Segundo é que eu estou preocupada com o Subchefe. Eu adoro o Subchefe e ele está enfrentando umas sacanagens aqui no trabalho. Aquelas super injustiças que os trabalhos inventam. E é bem inventado mesmo, porque não tem por onde. Ele é o máximo e eu morro de horrores com injustiças que o envolvam. Soma-se o fato de eu querer ter dinheiro pra consertar todos os navios-pirata que eu vejo, mas é impossível. Isso dói também. Ou seja, hoje tá uó.

O terceiro assunto é menos baixo-astral (mas só um pouco menos, rs). É que eu tava reparando em como sou influenciável (para não dizer coisa pior). Tipo, quando a Ann B. vem pra cá, eu já pego o sotaque dela em dois minutos. Outra coisa da Ann B. é que o meu modo de vestir hoje, em boa parte, é pura influência dela. E agora eu ando lendo esses blogs e já estou começando a pegar coisas deles também. Tipo o post aí de baixo, que é completamente influenciado por ele. Claro que o que eu falei ali é o que EU acho, mas as campanhas são completamente dele. E estou pegando umas manias quando escrevo, que eu não tinha antes, coisas que eu tenho lido nesses blogs todos. Mas eu juro que eu tenho personalidade e opinião própria. Por favor, acreditem em miiiiiiiiiim.

13.2.08

the end

Aparentemente meu post anterior ficou sem final. Consertemos.

Previewsly on Strawberry Fields Forever: Antes de ontem eu tinha muitos mapas a fazer e teria que ficar umas três horas a mais no trabalho, mas consegui encontrar uma pena* que poderia me ajudar muito...

Quando percebi que tinha a pena mágica em mãos e que ela era extremamente útil, resolvi ir para casa sem fazer hora extra e retomar o trabalho na manhã seguinte. Ontem, decidi que deveria aproveitar a pena para deixar os mapas mais bem feitos, por isso comecei do zero. Refiz os que estavam prontos e ao final da manhã já tinha acabado absolutamente tudo.

E ontem foi meu dia de sorte mesmo. Eu fui visitar um barco à vela*, porque agora faço parte da Comissão Especial de Avaliação de Barcos à Vela. E esse foi o barco à vela mais bem conservado que eu já vi. Eu duvido que algum dia eu encontre uma relíquia dessas novamente. Foi a tarde mais fantástica que eu podia imaginar!


And in the end, the love you take is equal to the love you make...




* não vou dizer o que era de verdade, senão a história fica muito comum e sem graça. Piratas e penas mágicas são muito mais interessantes do que a realidade.

12.2.08

a pena mágica

Tá vendo só! Meu trabalho tá me tomando todo tempo e tá difícil de atualizar o blog! Ontem foi o dia que eu mais trabalhei desde que eu fui contratada. Desalojei o subchefe porque meu computador estava sem uns programas importantes instalados (pra variar) - e só quem tem permissão de intalar programas são os duendes -, e fiquei alucinada trabalhando sem parar, sem piscar. Não parava nem para ouvir conversinha dos outros.

Na hora do almoço eu já estava bem podre, e ainda tinha a perspectiva de ter que ficar até umas 8hs da noite trabalhando. Porque os mapas tinham que estar prontos até hoje, e não ia dar tempo. Porque tava demorando mais de uma hora pra fazer cada um, e no total eram 18. Eu tinha 7 prontos. E era urgente, urgentíssimo. Os piratas precisavam desses mapas!

Mas aí, o subchefe disse que existia uma pena especial, mas ele não sabia para que servia direito: "Pesquise no google!". E lá fui eu. Descobri que essa pena é uma pena mágica que consegue fazer mapas do tesouro em uma velocidade muito maior do que uma caneta. Com ela, cada mapa poderia ser feito em minutos!! Mas será que é fácil encontrar uma pena dessas? Bom, basta dizer que eu consegui a pena, mas esqueça, não vou contar para ninguém como fiz isso.

1.2.08

muitacoisa - poucoassunto

Teve uns dias aí que dois donos de blogs* que eu frequento afirmaram falta de assunto apesar de muita coisa pra fazer. Eu estou prestes a entrar no mesmo problema, mas não quero ficar toda esperançosa. Começaram a aparecer várias coisas pra fazer no trabalho, assim, de repente. Só não sei se vai ser alarme falso. Bem que eu queria que não fosse alarme falso, pois assim o tempo passa mais rápido e eu paro de me sentir uma completa picareta.

Esse negócio de não ter sobre o que falar no blog apesar de estar fazendo tanta coisa é muito simples. Quando a gente tem muito trabalho:

1. Não dá tempo de pensar bobagens ou coisas interessantes para escrever (se bem que acho que eu tenho me prendido mais às bobagens. Heh.);

2. Coisas de trabalho só dão bons posts quando envolvem fofocas, promoções ou reclamações. Em alguns casos, paquerinhas também rendem, mas, para uma mulher casada como eu, essa opção já era.

Por isso, não estranhem se o que eu falei no último post virar fato. Ou melhor, estranhem, pois não importa o quão ocupada eu esteja, sempre penso bobagens...

Aliás, já ia me esquecendo. Tem carnaval, né. Bem provável que eu suma por uns dias. Não por motivos tipicamente carnavalescos**, mas porque vou passar uns dias na roça, onde não há acesso a toda a tecnologia necessária.



*dois donos de blogs: 1 e 2.

** sexo, drogas e... axé.

8.1.08

falando em reclamar

16:55
Vou até a salinha e ligo pra Kayako's friend:

- Ó, o marido já tá vindo, onde você tá?

- Aqui na frente.

- Já tô indo aí, então.

Saio da salinha, feliz e saltitante. A Colega vem ao meu encontro e diz que a Frô vai me passar um serviço que deverá estar pronto amanhã de manhã, a pedido do Secretário, mas que só vou poder falar com ela depois que a reunião terminar. Vai saber quando isso vai acontecer.

- Marido, Kayako's, vão sem mim. Quando eu puder ir embora, ligo pra vocês.

Quase chorei.

Aí, estou eu aqui na maior revolta enquanto aquela mulher doidaça que trabalha aqui pega sua bolsinha e se manda. Mas o horário dela sair não é 17hs como o meu. É 18hs. Minutos depois ela volta rolando de rir: quando botou o pé na copa, deu de cara com o Chefia. Ela lhe disse:

- Eu? Embora? Não, só vim tomar uma água...



Editado: estou saido daqui agora. são 18:05.

4.1.08

vidas passadas e 'otras cocitas más'...

Eu ando no maior marasmo aqui no trabalho. Os motivos são simples: não tenho nada pra fazer, a Colega não me passa mais nada para fazer, estou numa salinha escondida do Chefia (o que possibilita a vagabundice não recriminada). O fato é que essa situação se arrasta a tantos dias que eu comecei a esgotar as possibilidades que a internet (a parte que os duendes não bloquearam) pode me oferecer. Assim, comecei a ler os posts passados dos blogs que eu frequento.

Pois bem, estava eu lendo os posts passados do blog do Klein (figura que sequer sabe que eu leio seu blog). Eis que em um desses posts ele começa a falar sobre as vidas passadas e de como as pessoas sempre alegam ter sido figurões importantes em uma vida regressa: "Veja, ninguém foi uma dona de casa gorda que cozinhava pro marido, ia à igreja aos domingos, tirava olho de peixe do pé do filho pequeno e morreu sem ter feito a menor diferença no mundo".

Nesse exato momento me deu um comixão de fazer um comentário naquele post, mas me dei conta que o post é muito antigo e é meio esquisito comentar nele agora. Por isso, resolvi vir até meu novo velho blogzinho para registrar:

Na minha vida passada eu fui uma gorda cozinheira chinesa. Baseado em quê afirmo isso? Não lembro direito, apenas lembro que eu estava, como sempre, na casa da minha amiga de infância, a Kiss, e nós lemos em algum lugar qualquer coisa que me indicou esse fato simples. Eu já fui uma gorda cozinheira chinesa. Eu não era uma gostosa, eu não era rainha, nem princesa. Eu era cozinheira e gorda - e que eu saiba, eu não fazia nenhum tipo de sucesso por isso.

Uma vez também, meu professor de colegial me disse que eu tinha sido uma criança rejeitada pelos pais, crescida para se tornar governanta da casa de um velho que já estava entrando em decadência. Isso foi na Idade Média, não sei se antes ou depois de ter sido cozinheira gorda na china. Novamente eu estava com a Kiss quando descobri sobre essa outra vida regressa. E novamente não era nada cheio de gliter.

FIM.



E o 'otras cocitas más'?
Isso foi uma discreta homenagem a uma amiga, aquela que é uma Frô (não muito, mas jura que vai passar a ser). Por tabela, é um modo de deixar registrado que eu estou muito feliz no mundo das amigas. Estou tendo overdose de amigas saudosas* e estou muito feliz. Ontem teve reencontro e hoje vai ter mais. E amanhã muuuuito mais ainda (é o dia do casório que eu falei).



* Elas não morreram. Por que as pessoas usam essa palavra só pra quem já morreu? Pessoas vivas também podem gerar saudades nos outros.