Tem época que é duro. Porque assunto eu até tenho, muitas coisas até aconteceram... Mas sabe o que é não se lembrar de nada?! Eu estou ensaiando um post aqui já faz uns dias e vi que não dava mais para adiar quado a Ann B. me chamou na chincha*.
Acho que eu travei desde que meu pai me comparou com meu irmão. A gente sempre zuou com ele em casa, porque ele anuncia tudo. Eu sempre soube que eu também anunciava, mas não que eu era como o meu irmão.
A comparação surgiu assim. A gente estava comentando que meu irmão é super dramático. Ele teve uma otite brava esses dias (ele sempre tem) e ligou meia-noite em casa dizendo que estava tremendo e tal. E quando meu pai falou que era frescura, ele disse:
- Ah é? E se eu estiver com alguma infecção rara? Eu poderia morrer em dois dias!!!
Claro que depois, quando ficou constatado que era só mais um drama, ele veio com a história de sempre:
- Eu tava só brincando...
O caso é que ele tinha colocado assim no msn: "doente? de novo oO". Ou algo similar. E a gente estava justamente rindo desse drama e meu pai comentou:
- Anunciando, né! Anuncia tudo.
- Mas a Tha também faz isso no msn - quem disse isso foi o simpático maridão.
- Ah é? Que nem o irmão?! Não acredito que você também anuncia tudo!!! - disse o fanfarrão do meu pai, olhando diretamente para mim, e rindo já.
- Eu...
- Ih, ela tem até blog pra isso. Eu nem leio para não ficar nervoso...
A minha mãe tentou me defender, disse que eu sou engraçadinha e que eu não fico contando intimidades no blog... Mas já era. Meu pai não perdoa. E eu fui o alvo das rizadas. Pra variar, né. Afinal, meu irmão não estava e é muito mais legal pegar no pé dos presentes - que no caso se resumem em... mim.
Até porque, avaliando friamente aqui. Nem sei se minha mãe está certa. E aí eu acho que travei um pouco. Mas acho que passa. Olha só o tamanho do post que isso rendeu. Só pra falar que eu anuncio e que fiquei meio chocada com isso. E estou anunciando novamente.
É um ciclo vicioso. Acho que não tem cura. Os anunciantes gostam de anunciar e anunciarão para todo o sempre. Eles vão ter que se acostumar com isso. E eu também. Mas se eu não me acostumar, sempre será possível criar um grupo de ajuda: Anunciantes Anônimos. Mas aí ia confundir com aquele dos alcocólatras. Eu ia ter que arrumar outro nome para o grupo e não sei se ia dar certo. Acho melhor me acostumar com a idéia mesmo.
E tchau. Preciso ir no banheiro.
* Fui procurar no google como se escreve chincha. Fiquei chocada. "Chincha" também é usada para designar uma coisa que eu não fazia idéia. Tipo o que fazem com as pobres pombinhas... Fiquei em dúvida se "chamar na chincha" tem alguma conotação desse tipo. Mas acho que não, não pode ter, né. Mas ficam aqui as desculpas, caso eu esteja sendo ingênua demais.
12.6.08
5.6.08
a saga do grande giap, parte 2
Continuação de: A Saga do Grande Giap, Parte 1
- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!
- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.
O medo se estampou em meu rosto. Aflita, desesperada! O que eu ira fazer agora?! Como eu poderia continuar as minhas importantes tarefas sem a ajuda e o conhecimento do Grande Giap? O que o teria feito mudar de idéia tão bruscamente?!
Em pânico, redigi uma imensa mensagem ao Duende Afirmativo:
Sr. Duende Afirmativo,
Ahhhhhhhhhh!!! Me jude!!!!!!!!
Tha, a pirata.
Foi então que a previdência falou em meu ouvido. "Não se afobe menina, ou poderá se envergonhar disso." Como uma boa pirata previnida, guardei a mensagem para mais tarde. Para quando eu tivesse certeza do que estava havendo. Pois antes eu deveria enfrentar o Grande Giap sozinha, frente à frente.
Voltei ao portal e esperei pela fatídica resposta:
- Não é possível falar sobre isso - o semblante sério do Grande Giap me fazia gaguejar.
- M-mas, senhor. E-eu prec-ciso saber...
E a resposta era sempre uma só.
- Não é possível falar sobre isso.
Porém, eu não fraquejei. Não me deixei intimidar. Argumentei, contra-argumentei, desargumentei. Pedi e repeti. Mas nada fazia com que ele mudasse suas duras palavras. Só que, de repente, notei algo diferente. O semblante do Grande Giap parecia mais ameno e, ao mesmo tempo, esgotado. Resolvi dar-lhe tempo, descanso e uma boa noite de sono.
No dia seguinte, lá estava eu. Firme e forte. E, quem diria, o Grande Giap parecia tão bem! Bem disposto, descansado, com até uma certa vitalidade. Finalmente, perguntei tudo o que precisava saber.
E ele respondeu. Ele realmente respondeu.
Agora, só me resta saber até quando...
FIM.
(?)
3.6.08
fura a fila, fura!
Pronto voltei. Deu pra notar que eu tenho épocas e épocas com relação ao blog. Sou volúvel, hehehehehe. Mas eu me esforço para não ficar muuuito tempo longe, tá.
No Pipoca no Edredon eu falei do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (sim eu assisti!!!!!!). Aqui eu vou falar do que aconteceu minutos antes disso.
O filme começava às 22hs. 21h30 eu já estava com o maridão plantada na fila. E a fila já estava meio grandinha, quase no Boticário. Logo vieram dois seguranças e nos pediram educadamente (é sério) para deslocarmos metade da fila para o outro lado do corredor, pois a fila estava bloqueando a entrada e a vitrine de uma loja. Pois bem, eu estava na metade deslocada. Eu e o maridão ficamos em segundo lugar nessa nova fila, com apenas um grupinho de 4 meninos na nossa frente.
Mas, entendam, não era uma nova fila, era a continuação da outra, que agora se interrompia assim que atingia a tal loja. Um segurança colocou uma barreira bem atrás do último da fila interrompida e uma outra bem na frente do grupinho da fila de cá. E eu pensei, acho que isso vai dar confusão...
Dito e feito. Em pouco tempo três pessoas se plantaram ao lado da barreira que estava no fim da fila interrompida. Eram duas moças e um rapaz que deram uma olhadela na fila de cá e deliberadamente resolveram parar na fila de lá. A fila de cá já tinha começado a dobrar a "esquina" nessa hora. Aí, um homem saiu do meio da fila de lá e disse para os três que eles estava no lugar errado, mostrou onde eles deveriam ir e avisou: "O pesoal da outra fila vai ficar zangado...". Assunto encerrado? Não. Eles deram de ombros, riram e permaneceram plantados no mesmo lugar. Ou seja, furando fila.
Aí, os meninos do grupinho da minha frente começaram a tentar acenar para que os três fossem para os lugares certos, mas eles simplesmente não olhavam para nós, claro. Outras pessoas se confundiram e começaram a parar alí também, mas a gente acenava e elas iam direitinho para o final correto da fila. Só os três continuavam lá.
Então, o resto da fila de cá começou a perceber aqueles três fura-fila e uma menina foi até lá conversar com eles. Conversa daqui, conversa dali. Chega mais um rapaz e se junta aos fura-fila, e eu via uma das duas fura-fila balançando a cabeça em negativa. Aí a menina da nossa fila voltou e falou "eles disseram que eles não sabiam que a fila continuava aqui e que agora a fila tinha crescido muito desde que chegaram". E o Quico..?
Pois, os quatro à minha frente se entreolharam e partiram em comboio para conversar com os fura-fila. Conversa daqui, conversa dalí. E a tal menina continuava balançando a cabeça em negativa. Os meninos disseram que eles tinham sim sido avisados. E que aquilo era furar fila e etc. Nesse momento a fila já estava chegando na "esquina" que leva à praça de alimentação. Mas o rapaz que tinha chegado à pouco já decretou. "Nós só saímos daqui se o segurança vier falar com a gente". Ótimo.
Lá veio o segurança. Idéia deles, vejam bem. E conversa daqui, conversa dalí. O segurança dizendo que eles não podiam ficar alí e... A fila começou a andar: já estava na hora de o filme começar. A satisfação estampou-se no rosto de cada integrante da fila de cá conforme a gente ia passando pelos quatro fura-filas.
A fila inteira entrou, se acomodou, lotou o cinema. LO-TA-DO. Aí, parte das luzes se apagaram e os trailers começaram. Foi então que eu vi, os quatro fura-filas entrando e procurando algum lugar, que provavelmente só existia lá no gargalo. Devem ter aproveitado bastante.
No Pipoca no Edredon eu falei do filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (sim eu assisti!!!!!!). Aqui eu vou falar do que aconteceu minutos antes disso.
O filme começava às 22hs. 21h30 eu já estava com o maridão plantada na fila. E a fila já estava meio grandinha, quase no Boticário. Logo vieram dois seguranças e nos pediram educadamente (é sério) para deslocarmos metade da fila para o outro lado do corredor, pois a fila estava bloqueando a entrada e a vitrine de uma loja. Pois bem, eu estava na metade deslocada. Eu e o maridão ficamos em segundo lugar nessa nova fila, com apenas um grupinho de 4 meninos na nossa frente.
Mas, entendam, não era uma nova fila, era a continuação da outra, que agora se interrompia assim que atingia a tal loja. Um segurança colocou uma barreira bem atrás do último da fila interrompida e uma outra bem na frente do grupinho da fila de cá. E eu pensei, acho que isso vai dar confusão...
Dito e feito. Em pouco tempo três pessoas se plantaram ao lado da barreira que estava no fim da fila interrompida. Eram duas moças e um rapaz que deram uma olhadela na fila de cá e deliberadamente resolveram parar na fila de lá. A fila de cá já tinha começado a dobrar a "esquina" nessa hora. Aí, um homem saiu do meio da fila de lá e disse para os três que eles estava no lugar errado, mostrou onde eles deveriam ir e avisou: "O pesoal da outra fila vai ficar zangado...". Assunto encerrado? Não. Eles deram de ombros, riram e permaneceram plantados no mesmo lugar. Ou seja, furando fila.
Aí, os meninos do grupinho da minha frente começaram a tentar acenar para que os três fossem para os lugares certos, mas eles simplesmente não olhavam para nós, claro. Outras pessoas se confundiram e começaram a parar alí também, mas a gente acenava e elas iam direitinho para o final correto da fila. Só os três continuavam lá.
Então, o resto da fila de cá começou a perceber aqueles três fura-fila e uma menina foi até lá conversar com eles. Conversa daqui, conversa dali. Chega mais um rapaz e se junta aos fura-fila, e eu via uma das duas fura-fila balançando a cabeça em negativa. Aí a menina da nossa fila voltou e falou "eles disseram que eles não sabiam que a fila continuava aqui e que agora a fila tinha crescido muito desde que chegaram". E o Quico..?
Pois, os quatro à minha frente se entreolharam e partiram em comboio para conversar com os fura-fila. Conversa daqui, conversa dalí. E a tal menina continuava balançando a cabeça em negativa. Os meninos disseram que eles tinham sim sido avisados. E que aquilo era furar fila e etc. Nesse momento a fila já estava chegando na "esquina" que leva à praça de alimentação. Mas o rapaz que tinha chegado à pouco já decretou. "Nós só saímos daqui se o segurança vier falar com a gente". Ótimo.
Lá veio o segurança. Idéia deles, vejam bem. E conversa daqui, conversa dalí. O segurança dizendo que eles não podiam ficar alí e... A fila começou a andar: já estava na hora de o filme começar. A satisfação estampou-se no rosto de cada integrante da fila de cá conforme a gente ia passando pelos quatro fura-filas.
A fila inteira entrou, se acomodou, lotou o cinema. LO-TA-DO. Aí, parte das luzes se apagaram e os trailers começaram. Foi então que eu vi, os quatro fura-filas entrando e procurando algum lugar, que provavelmente só existia lá no gargalo. Devem ter aproveitado bastante.
24.5.08
saída
Outro dia eu saí com o maridão. Por mais que pareça mentira. Fomos reencontrar meus amigos, comemorar a conquista de um deles. Existe motivo melhor para sair? E fomos num lugar que fazia muito tempo que eu não ia (a última vez havia sido com a Ann B., ela e o maridão), o Café. Estava muito gostoso! Eu não consegui conversar muito com todo mundo - principalemente com ela, mas já foi o suficiente para matar um pouco a saudade do pessoal e dar boas rizadas.
Antes, vou fazer um parênteses. De tarde, liguei para o meu pai pra falar sobre burocracias, e quando eu já ia desligar ele começou:
- Sabe, eu estava pensando em uma coisa. Agora é uma hora muito boa pra você engravidar... e blablablá...
- Ai, pai, tá bom, tá bom. Preciso desligar porque estou falando do celular, tá?!
Contei pro maridão e ele deu risada. Mas logo esquecemos.
Aí, antes de ir no Café, resolvi comer um miojo, porque eu estava morrendo de fome desde as 15h30min . Assim, morrendo. Comi o miojo umas 19hs, depois tomei um banho e fomos. Já no carro eu comentei com o maridão.
- Acho que ainda estou com fome.
Então, chegamos lá e eu achei que não estava com tanta fome e que não conseguiria comer nem um dos pratos sozinha (e o maridão também já tinha jantado em casa), então eu disse que não queria nada. Passaram-se alguns minutos e o povo começou a falar da Nina, querendo saber se eu achava que ela estava mesmo grávida e tal (a propósito, estou achando que não...). Enquanto isso, o maridão continuou olhando o cardápio.
Eu sei que no fim das contas ele me convenceu a pedir um lanche frio de rosbife, alface, tomate, parmesão e molho pesto (está me dando água na boca enquanto escrevo) e disse que me ajudaria se eu não aguentasse. Quando o pessoal ouviu que eu estava com fome depois de ter comido em casa, e já começaram a tirar um sarro, dizendo que eu estava comendo por duas no lugar da Nina. Foi nessa hora que o maridão arregalou um olho enorme pro meu lado:
- Opaaaa!!!!
Aí, claro que o povo começou a perguntar se eu estava enjoada e tal. Demos umas risadas e passou. Comi mais ou menos metade do lanche - que estava simplesmente delicioso.
Passou um tempo e a esposa do nosso no novo quase mestre vira e fala.
- Tha, eu e o novo-quase-mestre estávamos conversando e achamos que você vai ser a primeira da nossa turma a ter filhos.
O pessoal caiu na risada. O maridão soltou um:
- Ah, vocês combinaram!
E, pior, a avoada nem tinha ouvido o auê que fizeram porque eu estava com fome depois de jantar. Foi coincidência mesmo.
Acho que isso é um sinal. Que o maridão não me ouça.
MWAHAHAHAHAHAHA (risada maligna).
Outra coisa que queria contar da saída desse dia. Tinha música ao vivo. Normalmente, quando o cara canta bem, eu gosto muito, mas nunca é assim uma vontade de pagar o couvert (sim, eu sou muito pão-dura). Dessa vez era uma dupla, os dois tocavam guitarra e um deles cantava. E cantava muito bem - esorria enquanto cantava, dava pra ver que ele gostava muito daquilo. Só que eles me conquistaram no repertório. O melhor repertório ever. Tocaram, entre outras coisas ótimas: Pink Floyd, Led Zeppelin, David BOwie e Seu Jorge. Quase pirei. Eu estava a ponto de levantar e começar a dançar no meio das mesas (não, eu não estava bêbada). Na verdade fiquei com vontade de casar de novo - com o maridão, claro - só pra poder contratá-los para cantar no casamento. Porque, assim, se no meu casamento não tivesse DJ (que era muito bom, por sinal!), eu ia querer algo exatamente daquele jeito. Eu realmente não queria aquelas bandas fantasiadas e coloridas... Bom, eu sei que, no fim, eu paguei o couvert com gosto! Achei até pouco.
Antes, vou fazer um parênteses. De tarde, liguei para o meu pai pra falar sobre burocracias, e quando eu já ia desligar ele começou:
- Sabe, eu estava pensando em uma coisa. Agora é uma hora muito boa pra você engravidar... e blablablá...
- Ai, pai, tá bom, tá bom. Preciso desligar porque estou falando do celular, tá?!
Contei pro maridão e ele deu risada. Mas logo esquecemos.
Aí, antes de ir no Café, resolvi comer um miojo, porque eu estava morrendo de fome desde as 15h30min . Assim, morrendo. Comi o miojo umas 19hs, depois tomei um banho e fomos. Já no carro eu comentei com o maridão.
- Acho que ainda estou com fome.
Então, chegamos lá e eu achei que não estava com tanta fome e que não conseguiria comer nem um dos pratos sozinha (e o maridão também já tinha jantado em casa), então eu disse que não queria nada. Passaram-se alguns minutos e o povo começou a falar da Nina, querendo saber se eu achava que ela estava mesmo grávida e tal (a propósito, estou achando que não...). Enquanto isso, o maridão continuou olhando o cardápio.
Eu sei que no fim das contas ele me convenceu a pedir um lanche frio de rosbife, alface, tomate, parmesão e molho pesto (está me dando água na boca enquanto escrevo) e disse que me ajudaria se eu não aguentasse. Quando o pessoal ouviu que eu estava com fome depois de ter comido em casa, e já começaram a tirar um sarro, dizendo que eu estava comendo por duas no lugar da Nina. Foi nessa hora que o maridão arregalou um olho enorme pro meu lado:
- Opaaaa!!!!
Aí, claro que o povo começou a perguntar se eu estava enjoada e tal. Demos umas risadas e passou. Comi mais ou menos metade do lanche - que estava simplesmente delicioso.
Passou um tempo e a esposa do nosso no novo quase mestre vira e fala.
- Tha, eu e o novo-quase-mestre estávamos conversando e achamos que você vai ser a primeira da nossa turma a ter filhos.
O pessoal caiu na risada. O maridão soltou um:
- Ah, vocês combinaram!
E, pior, a avoada nem tinha ouvido o auê que fizeram porque eu estava com fome depois de jantar. Foi coincidência mesmo.
Acho que isso é um sinal. Que o maridão não me ouça.
MWAHAHAHAHAHAHA (risada maligna).
Outra coisa que queria contar da saída desse dia. Tinha música ao vivo. Normalmente, quando o cara canta bem, eu gosto muito, mas nunca é assim uma vontade de pagar o couvert (sim, eu sou muito pão-dura). Dessa vez era uma dupla, os dois tocavam guitarra e um deles cantava. E cantava muito bem - esorria enquanto cantava, dava pra ver que ele gostava muito daquilo. Só que eles me conquistaram no repertório. O melhor repertório ever. Tocaram, entre outras coisas ótimas: Pink Floyd, Led Zeppelin, David BOwie e Seu Jorge. Quase pirei. Eu estava a ponto de levantar e começar a dançar no meio das mesas (não, eu não estava bêbada). Na verdade fiquei com vontade de casar de novo - com o maridão, claro - só pra poder contratá-los para cantar no casamento. Porque, assim, se no meu casamento não tivesse DJ (que era muito bom, por sinal!), eu ia querer algo exatamente daquele jeito. Eu realmente não queria aquelas bandas fantasiadas e coloridas... Bom, eu sei que, no fim, eu paguei o couvert com gosto! Achei até pouco.
22.5.08
a peninha, parte 1
Nos últimos dois dias, tive que lidar bastante com duendes. E me parece que assim continuará por mais uns dias. Três dias atrás, o Subchefe* veio me mostrar uma mensagem enviada pelos duendes do Suporte.
Comecemos do começo.
Eu tenho uma pena. Não é mágica como a outra, e nem era de fato minha. Ela era de todos os piratas, mas ela ficava aqui comigo, sob minha tutela. Eu gostava dessa pena, ela era pequena e simpática. Um dia, ela decidiu que não deixaria mais eu pegá-la. Toda vez que eu precisava usar a peninha, ela corria e corria. E corria. E eu tinha que me virar com aos outras penas dos piratas.
Foi tão do nada quanto quando ela resolveu fugir de mim, que um dia ela parou de fugir. Acho que ela cansou, coitadinha. Só que ela ficou tão cansada de correr, que quando eu pegava ela, ela escrevia e desenhava muito devagarinho. O Chefia começou a ficar irritado com ela e, por sorte, chegou uma pena pro Subchefe, uma pena que estava com os duendes, mas que eles estavam devolvendo porque ela já estava curada. Aí, todos começamos a usar a pena do Subchefe.
Só que eu ficava com dó da minha peninha. Ela estava tão deixada de lado, parecia que ela estava meio tristinha até. Então eu continuei, eventualmente, a usá-la. Acho que ela ficou mesmo muito magoada, porque certo dia ela simplesmente resolveu que não ia mais escrever nem desenhar nada. Eu pegava ela, mas dela nada mais saía.
- Ela deve estar com sede - diziam.
Então eu dei a ela de beber. Mas de nada adiantou. Ela não escrevia. Ela até começava, mas nunca terminava uma página sequer. Foi quando eu pensei que não deveria ser má vontade dela. Ela estava doente.
Desesperada, mandei uma mensagem aos duendes do Suporte:
- URGENTE!!! Ajudem a minha pena!
Então, mandaram alguém buscá-la. Era o duende de sempre. Cheguei a brincar:
- Quer ver que só porque você está aqui, ela vai escrever direitinho?! - disse eu.
- É sempre assim, como os unicórnios. Sempre que a gente quer mostrar que eles estão empacando, eles resolvem galopar.
Mas a peninha não escreveu. E o duende teve que levá-la. E eu sabia que ia ter que ficar muito tempo sem vê-la novamente. Porque é sempre assim quando os duendes os levam (mas também, imagine ser um duende e ter que cuidar de todas as penas, entre outras coisas, de todos os piratas...).
Isso já faz muitos e muitos dias. Então, três dias atrás o Subchefe recebeu um parecer dos duendes, e me mostrou:
"PROBLEMA: escreve normal no começo, começa a falhar no final.
SOLUÇÃO: Desidratação. Ela diz que não tem sede, mas está confusa, está com sede e por isso não aguenta escrever uma folha inteira. Dar de beber a ela resolve o problema".
Aí eu lembrei que eu dei de beber a ela. Eu sei que dei. Então o Subchefe me falou:
- Avise-os.
Avisei. Uma mensagem aos duendes explicando tudo. Mas agora preciso esperar a resposta deles.
* Lembra que ele tava com uns problemas aqui no trabalho? Acabaram! Fiquei muito feliz por isso!!!
Comecemos do começo.
Eu tenho uma pena. Não é mágica como a outra, e nem era de fato minha. Ela era de todos os piratas, mas ela ficava aqui comigo, sob minha tutela. Eu gostava dessa pena, ela era pequena e simpática. Um dia, ela decidiu que não deixaria mais eu pegá-la. Toda vez que eu precisava usar a peninha, ela corria e corria. E corria. E eu tinha que me virar com aos outras penas dos piratas.
Foi tão do nada quanto quando ela resolveu fugir de mim, que um dia ela parou de fugir. Acho que ela cansou, coitadinha. Só que ela ficou tão cansada de correr, que quando eu pegava ela, ela escrevia e desenhava muito devagarinho. O Chefia começou a ficar irritado com ela e, por sorte, chegou uma pena pro Subchefe, uma pena que estava com os duendes, mas que eles estavam devolvendo porque ela já estava curada. Aí, todos começamos a usar a pena do Subchefe.
Só que eu ficava com dó da minha peninha. Ela estava tão deixada de lado, parecia que ela estava meio tristinha até. Então eu continuei, eventualmente, a usá-la. Acho que ela ficou mesmo muito magoada, porque certo dia ela simplesmente resolveu que não ia mais escrever nem desenhar nada. Eu pegava ela, mas dela nada mais saía.
- Ela deve estar com sede - diziam.
Então eu dei a ela de beber. Mas de nada adiantou. Ela não escrevia. Ela até começava, mas nunca terminava uma página sequer. Foi quando eu pensei que não deveria ser má vontade dela. Ela estava doente.
Desesperada, mandei uma mensagem aos duendes do Suporte:
- URGENTE!!! Ajudem a minha pena!
Então, mandaram alguém buscá-la. Era o duende de sempre. Cheguei a brincar:
- Quer ver que só porque você está aqui, ela vai escrever direitinho?! - disse eu.
- É sempre assim, como os unicórnios. Sempre que a gente quer mostrar que eles estão empacando, eles resolvem galopar.
Mas a peninha não escreveu. E o duende teve que levá-la. E eu sabia que ia ter que ficar muito tempo sem vê-la novamente. Porque é sempre assim quando os duendes os levam (mas também, imagine ser um duende e ter que cuidar de todas as penas, entre outras coisas, de todos os piratas...).
Isso já faz muitos e muitos dias. Então, três dias atrás o Subchefe recebeu um parecer dos duendes, e me mostrou:
"PROBLEMA: escreve normal no começo, começa a falhar no final.
SOLUÇÃO: Desidratação. Ela diz que não tem sede, mas está confusa, está com sede e por isso não aguenta escrever uma folha inteira. Dar de beber a ela resolve o problema".
Aí eu lembrei que eu dei de beber a ela. Eu sei que dei. Então o Subchefe me falou:
- Avise-os.
Avisei. Uma mensagem aos duendes explicando tudo. Mas agora preciso esperar a resposta deles.
* Lembra que ele tava com uns problemas aqui no trabalho? Acabaram! Fiquei muito feliz por isso!!!
20.5.08
rpg
Ontem eu estava lendo o Ao Sugo e eles estavam falando sobre RPG. Eu adoro RPG. Mas acho que o descobri muito tarde...
Primeiro eu ganhei o Hero Quest, um joguinho bem simples, meio que uma iniciação ao Dungeons & Dragons. Eu e meus primos quase piramos. A gente jogava muito. Aí, meus primos ganharam o Dungeons & Dragons, mas eu era quem deveria ler tudo e aprender a jogar e tal. Só que nem sempre eu tinha tempo pra fazer isso e a gente morava longe uns dos outros. Aí, nunca chegamos a jogar. Agora eles cresceram e não sei bem se eles ainda estão interessados em tentar.
Concomitantemente, eu conheci um pessoal que jogava RPG na minha escola, mas eles eram mais velhos que eu. Consegui jogar duas vezes (mas não era D&D nem nada, era um tipo de jogo inventado na hora, bem rapidinho, que eles fizeram para me ensinar o básico). O problema é que esse povo todo passou no vestibular e dispersou. Aí fiquei sem ter com quem jogar. Foi uma frustração.
Quando eu entrei na faculdade, certo dia um carinha viu que eu estava vendo coisas de vampiro na internet e perguntou se eu não gostaria de jogar Vampiro: A Máscara com ele e um outro pessoal. Um amigo dele chegou a me ensinar as regras básicas do jogo, mas faz tanto tempo que não lembro de nada. Só que ficou só nisso, nunca cheguei a jogar com eles e nunca mais ouvi falar deles.
Finalmente, quando eu estava nos últimos anos do curso, acabei sendo convidada por uns amigos meus a jogar cyberpunk. Não foi o suficiente para eu realmente pegar o jeito, mas dessa vez eu cheguei a jogar vários dias com eles. Pena que não deu nem pra terminar a história que estávamos jogando porque, de novo, o pessoal dispersou. Foi a última vez que joguei, e já faz uns 4 anos.
Mas, sabe, eu sonho em um dia poder jogar de verdade. E eu queria era jogar o AD&D mesmo, não esses novos. Quem sabe com os meus filhos...
Hoje a única coisa que sacia um pouco essa vontade de jogar RPG, é fazer parte de Endor e do A Corte das Sombras. Mas não é a mesma coisa...
Primeiro eu ganhei o Hero Quest, um joguinho bem simples, meio que uma iniciação ao Dungeons & Dragons. Eu e meus primos quase piramos. A gente jogava muito. Aí, meus primos ganharam o Dungeons & Dragons, mas eu era quem deveria ler tudo e aprender a jogar e tal. Só que nem sempre eu tinha tempo pra fazer isso e a gente morava longe uns dos outros. Aí, nunca chegamos a jogar. Agora eles cresceram e não sei bem se eles ainda estão interessados em tentar.
Concomitantemente, eu conheci um pessoal que jogava RPG na minha escola, mas eles eram mais velhos que eu. Consegui jogar duas vezes (mas não era D&D nem nada, era um tipo de jogo inventado na hora, bem rapidinho, que eles fizeram para me ensinar o básico). O problema é que esse povo todo passou no vestibular e dispersou. Aí fiquei sem ter com quem jogar. Foi uma frustração.
Quando eu entrei na faculdade, certo dia um carinha viu que eu estava vendo coisas de vampiro na internet e perguntou se eu não gostaria de jogar Vampiro: A Máscara com ele e um outro pessoal. Um amigo dele chegou a me ensinar as regras básicas do jogo, mas faz tanto tempo que não lembro de nada. Só que ficou só nisso, nunca cheguei a jogar com eles e nunca mais ouvi falar deles.
Finalmente, quando eu estava nos últimos anos do curso, acabei sendo convidada por uns amigos meus a jogar cyberpunk. Não foi o suficiente para eu realmente pegar o jeito, mas dessa vez eu cheguei a jogar vários dias com eles. Pena que não deu nem pra terminar a história que estávamos jogando porque, de novo, o pessoal dispersou. Foi a última vez que joguei, e já faz uns 4 anos.
Mas, sabe, eu sonho em um dia poder jogar de verdade. E eu queria era jogar o AD&D mesmo, não esses novos. Quem sabe com os meus filhos...
Hoje a única coisa que sacia um pouco essa vontade de jogar RPG, é fazer parte de Endor e do A Corte das Sombras. Mas não é a mesma coisa...
19.5.08
a saga do grande giap, parte 1
Num outro mundo, existe um ser chamado Giap. Ele existe nesse outro mundo para passar informações de muita valia para todos os piratas. O Giap é um ser muitas vezes complicado e os piratas só conseguem entrar em contato com ele através de um portal, sendo que para olhar pelo portal é preciso de uma senha. Mesmo assim, nem todos os piratas recebem senhas e nem todas as senhas possibilitam que o grande Giap forneça todas as informações que ele conhece.
O Grande Giap é muito reservado e ele só confia nos duendes. Por isso, só quem consegue fornecer as senhas para os piratas são os duendes - e veja bem, nem são todos os duendes.
Eis que um dia, eu, pirata que sou, precisei conversar com o Grande Giap. Aí, mandei uma mensagem para os duendes, na esperança de que um deles me desse uma senha. Depois de um tempo, consegui entrar em contato com um duende, um muito simpático (tão simpático quanto um duende que vem sempre aqui). Mas esse era um outro tipo de duende, era um duende afirmativo. Os duendes afirmativos, como o próprio nome diz, dizem sim.
Assim, eu pedi ao duende afirmativo uma senha e ele disse:
- Sim.
Então, eu fui até a Floresta Afirmativa (onde não só o duende, mas os piratas também são afirmativos) e conversei com o duende, que me recebeu muito bem e me ensinou tudo sobre onde fica o tal portal e o que eu devo fazer quando frente a ele.
O tempo passou e eu percebi que a minha senha deixava que eu conversasse com o grande Giap sobre muitas coisas, mas existia uma em especial que eu precisava perguntar pra ele e ele se recusava a responder. Por isso, falei com o duende afirmativo, ele fez umas mágicas de duendes e minha senha agora deixava o grande Giap tirar as minhas novas dúvidas também. Só que o grande Giap continuava se recusando a me dar as informações. E, dessa vez, ele me disse que nada tinha a ver com as senhas, mas se recusou a dizer o motivo. Ele simpesmente dizia:
- Não é possível falar sobre isso - e sua voz áspera ecoava pelo portal enquanto minha ansiedade crescia.
Falei novamente com o duende afirmativo, só para dar um parecer de como as coisas andavam, pois eu realmente acreditava que esse tipo de problema só poderia ser resolvido por um dos duendes do Suporte, um que eu sabia que também conhecia o Grande Giap. Mesmo assim, talvez por ser sua natureza, o duende afirmativo se empenhou em me dar uma resposta afirmativa, dizendo que tentaria ele mesmo resolver o problema. Enquanto isso, o duende do Suporte mostrou que na verdade a função dele parecia ser outra e que já havia feito tudo ao seu alcance para resolver o meu problema.
Foi um dia laborioso para os duendes. Eu já estava envergonhada de pedir ajuda, mas o duende afirmativo realmente sabia qual era o problema do Grande Giap e conversou num tet-à-tet com ele. Então o duende afirmativo me explicou que, como o assunto sobre o qual eu queria me informar era muito desinteressante, o Grande Giap achou que nunca mais deveria conversar sobre aquilo com ninguém. Mas depois da conversa com o duende afirmativo, ele concordou em falar comigo (e com quem mais tivesse a senha necessária) sobre aquele assunto.
Então, eu, muito cuidadosa, me aproximei do portal e conversei com o Grande Giap. Ele me mostrou que tiraria as minhas dúvidas e, como eu não tinha tempo suficiente naquela hora, fiquei de voltar outro dia. O outro dia chegou e eu fui novamente até o portal:
- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!
- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.
(Continua...)
O Grande Giap é muito reservado e ele só confia nos duendes. Por isso, só quem consegue fornecer as senhas para os piratas são os duendes - e veja bem, nem são todos os duendes.
Eis que um dia, eu, pirata que sou, precisei conversar com o Grande Giap. Aí, mandei uma mensagem para os duendes, na esperança de que um deles me desse uma senha. Depois de um tempo, consegui entrar em contato com um duende, um muito simpático (tão simpático quanto um duende que vem sempre aqui). Mas esse era um outro tipo de duende, era um duende afirmativo. Os duendes afirmativos, como o próprio nome diz, dizem sim.
Assim, eu pedi ao duende afirmativo uma senha e ele disse:
- Sim.
Então, eu fui até a Floresta Afirmativa (onde não só o duende, mas os piratas também são afirmativos) e conversei com o duende, que me recebeu muito bem e me ensinou tudo sobre onde fica o tal portal e o que eu devo fazer quando frente a ele.
O tempo passou e eu percebi que a minha senha deixava que eu conversasse com o grande Giap sobre muitas coisas, mas existia uma em especial que eu precisava perguntar pra ele e ele se recusava a responder. Por isso, falei com o duende afirmativo, ele fez umas mágicas de duendes e minha senha agora deixava o grande Giap tirar as minhas novas dúvidas também. Só que o grande Giap continuava se recusando a me dar as informações. E, dessa vez, ele me disse que nada tinha a ver com as senhas, mas se recusou a dizer o motivo. Ele simpesmente dizia:
- Não é possível falar sobre isso - e sua voz áspera ecoava pelo portal enquanto minha ansiedade crescia.
Falei novamente com o duende afirmativo, só para dar um parecer de como as coisas andavam, pois eu realmente acreditava que esse tipo de problema só poderia ser resolvido por um dos duendes do Suporte, um que eu sabia que também conhecia o Grande Giap. Mesmo assim, talvez por ser sua natureza, o duende afirmativo se empenhou em me dar uma resposta afirmativa, dizendo que tentaria ele mesmo resolver o problema. Enquanto isso, o duende do Suporte mostrou que na verdade a função dele parecia ser outra e que já havia feito tudo ao seu alcance para resolver o meu problema.
Foi um dia laborioso para os duendes. Eu já estava envergonhada de pedir ajuda, mas o duende afirmativo realmente sabia qual era o problema do Grande Giap e conversou num tet-à-tet com ele. Então o duende afirmativo me explicou que, como o assunto sobre o qual eu queria me informar era muito desinteressante, o Grande Giap achou que nunca mais deveria conversar sobre aquilo com ninguém. Mas depois da conversa com o duende afirmativo, ele concordou em falar comigo (e com quem mais tivesse a senha necessária) sobre aquele assunto.
Então, eu, muito cuidadosa, me aproximei do portal e conversei com o Grande Giap. Ele me mostrou que tiraria as minhas dúvidas e, como eu não tinha tempo suficiente naquela hora, fiquei de voltar outro dia. O outro dia chegou e eu fui novamente até o portal:
- Oh, grande Giap, me ajude a descobrir os donos de tudo!
- Não é possível falar sobre isso - a voz áspera se fez ouvir novamente.
(Continua...)
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