Os dias foram passando. Eu tinha um esquema para conseguir tomar todo o líquido recomendado por dia; tinha que comer bastante, mesmo a comida estando totalmente sem graça; tinha que ficar deitada o dia todo, praticamente na mesma posição, mesmo estando com um torcicolo terrível...
Não nego que foi difícil, alguns dias dava vontade de chorar. Aliás, chorei algumas noites de dor no pescoço - o torcicolo provavelmente era proveniente do fato de eu ficar o dia todo na mesma posição. Mas mesmo nos momentos mais difíceis, eu sempre acreditei que tudo ia dar certo. Boa parte da minha tranquilidade era resultado do modo como todos me tratavam, sem demonstrar quão perigosa era a situação.
Com frequência eu fazia exames para ver como ia a minha saúde e a saúde do bebê. O médico, que me passava cada vez mais confiança, sempre se mostava realista, sem ser pessimista. Cada dia, um ganho. Passou-se quase duas semanas quando ele demonstrou que o parto estava prestes a ocorrer, era apenas uma questão de dias. Faríamos um ultrassom dali a uns 4 dias e talvez no mesmo dia seria o parto. O dia previsto, meio que marcado, era 30 de Abril.
O parto seria cesária, não teria outro jeito. E estava sendo marcado para aquela quinta-feira porque, a partir dalí, minha vida correria cada vez mais risco e o bebê parecia não estar mais se beneficiando tanto com o fato de ainda estar dentro de mim. Também, com aquelas duas semanas, o risco de acontecer algo com o bebê, por ser prematuro, já havia diminuído.
O medo
É bom fazer um adendo.
Desde o início da gravidez eu queria muito que o parto fosse normal. Muito mesmo. Um dos maiores motivos era que eu queria passar por essa experiência (aliás, ainda quero). Eu sempre soube que ia doer que nem o inferno, mas eu queria passar por isso. Acho que faz parte de ser mãe, sabe.
Isso é uma coisa muito pessoal, claro. Tem mulher que morre de medo de ter parto normal; tem as que têm medo da cesária; tem aquelas que queriam normal e não puderam, mas que também não sentiram a cesária como algo negativo. Eu respeito cada caso, porque só sabe o que se passa na cabeça de uma mulher grávida, quem já passou pela experiência.
E eu queria o parto normal. Antes de a minha pressão subir, eu fazia exercícios específicos para que o bebê entrasse na posição correta - com a cabecinha para baixo. Mas nos exames, o safadinho sempre aparecia sentado. Eu comecei a ficar um pouco ansiosa com isso, porque se o bebê não está na posição adequada, o parto normal é arriscado e acabaríamos optando pela cesária.
Outro 'sonho' que eu sempre tive era de estar com o Maridón do meu lado na hora do parto. Era uma coisa da qual eu não abria mão. Tem gente que quer a mãe do lado, mas eu realmente queria meu marido. Isso era algo muito importante para mim.
Dia D
Na época da gravidez estávamos reformando a nossa futura casa lá na nossa cidade e o Marido sempre ensaiava de viajar até lá para ver como iam as coisas, mas ele nunca tinha coragem de ir porque o bebê podria nascer a qualquer momento, dependendo dos resultados dos exames que eu fazia regularmente. Porém, naquela segunda-feira, dia 27, ficou meio pré-marcado que o nascimento seria na quinta-feira. Assim, Marido e Sogro marcaram uma viagem para o dia seguinte.
Dia 28 de Abril, bem cedinho, Marido e Sogro pegaram a estrada e eu fiquei, como de costume, deitadinha a manhã toda num colchão no chão da sala de tv da minha mãe. Eu tinha um costume, que era tentar acumular tarefa para precisar levantar o menos possível. Por isso, mesmo estando com vontade de fazer xixi a um certo tempo, eu estava esperando a hora do almoço, para levantar uma vez só.
Eu estava cochilando, de costas para a tv quando meu pai chegou. Eu ouvi, mas estava com preguiça de abrir os olhos. De repente, senti algo estranho e pensei: "Nossa, será que eu estava com tanta vontade de ir no babnheiro assim e não percebi???!!" Levantei com pressa, pois achei que estava prestes a fazer xixi alí mesmo.
Num minuto eu estava dentro do lavabo e quando fui abaixar a roupa, percebi as gotas de sangue no chão. Foi o momento mais aterrorizante da minha vida. Comecei a gritar pelo meu pai, que veio mais rápido que um raio. Ele me levou para o quarto e pediu que eu me acalmasse, enquanto ligava para a minha mãe. Minha mãe ligou para o médico e este disse que queria falar comigo. Em algum momento, lembro de ter sentido um chute e aquilo foi como uma dose cavalar de calmante. O bebê mexia!
Rapidinho minha mãe já estava do meu lado, me entregando o celular. Contei ao Dr. E. tudinho e ele mandou que eu fosse para o hospital imediatamente. Do carro, liguei para minha sogra. E para o meu marido! O pobrezinho estava lá na nossa cidade, vendo obra!
No hospital o médico apenas colocou o doppler na minha barriga, ouviu o coração do bebê e chamou a enfermeira: Prepare-a para a cesária e já a leve para a sala de parto. Meu coração disparou. De repente me deu tanto medo da cirurgia. E meu marido não ia estar ao meu lado!!! Eu estava quase desesperada, mas sabia que eu tinha que manter a calma. Tentava não pensar em nada, mas toda vez que eu ficava sozinha (leia-se sem meus pais) no trajeto para a sala de parto, me ameaçava um certo pânico.
Já deitada na mesa de cirurgia, percebi que nem minha mãe nem meu pai ficariam comigo. Quase chorei. Mas aí minha Tia, com T maiúsculo, apareceu do meu lado e dali não arredou pé. O que me acalmou muito.
A cirurgia foi tranquilíssima e muito rápida. Segundos antes de começar o médico teve que decidir qual seria o corte por onde o bebê seria tirado. Um deles traria menos risco de o bebê sofrer algum trauma durante a retirada, mas o Dr. E. optou pelo outro. Por um motivo simples: o corte menos perigoso, na transversal, praticamente me impossibilitaria de ter outros filhos. O que demorou mesmo foi fechar o corte, pois são muitas camadas de tecido. Mas aí eu já estava beeem mais tranquila.
Em dado momento, uma enfermeira me pediu que eu relaxasse mais, pois os nós dos meus dedos estavam brancos de tanto que eu apertava a minha mão. mas aí eu expliquei a ela que eu não estava apertando a mão, eu era é muito branca mesmo. Hehehe.
Às 14:17, com 34,5 semanas de gestação, o Zezinho nasceu muitíssimo bem, mas com 1500g. Magrelíssimo, tadinho. Ficou na UTI durante 10 dias, um mês no hospital no total. Não precisou ficar ligano no oxigênio, só precisou ganhar peso mesmo.
No fim, deu tudo certo!
(Continua em: zezinho, parte 3)
16.3.10
23.7.09
zezinho, parte 1
Antes de começar, darei uma de Brás Cubas e vou contar o final: não morri e o Zezinho está muito bem, obrigada. Aliás, durante a gravidez praticamente inteira, tudo ia bem, como eu vinha escassamente relatando por aqui.
Até a Páscoa.
O primeiro susto
Consulta pré-natal de rotina, a doutora verifica minha pressão e vem a surpresa: 13x9. E, olha, a barriga parece que não cresceu muito também... Melhor fazer repouso durante o feriado, diminuir o sal e voltar aqui na segunda-feira. E, se possível, com um novo ultrassom na mão, ok?
Eu não estava exatamente preocupada ainda naquele feriado. Sabe, eu sou extremamente otimista. Eu tinha certeza que tudo ia ficar bem. Além do que, se eu começasse a ficar preocupada, isso só iria aumentar minha pressão, certo? Então a segunda-feira chegou e eu fui fazer o tal ultrassom. Olhando com um ar intrigado para a tela, o doutor me pergunta:
- Você perdeu líquido amniótico?
- Não, por quê?
- A quantidade de líquido está bem baixa...
- Baixa quanto?
- 2.
- E o normal é...?
- 12.
O exame acabou. Eu não consegui ficar alí no consultório esperando o resultado por escrito, pedi desculpas para o Marido e fui para o carro. Chorar. E rezar. É difícil continuar otimista nessas horas, mas eu ainda tentava.
A consulta com a obstetra ia ser só no fim do dia, mas ligamos lá para adiantar e fomos logo depois do almoço. Com o resultado do ultrassom na mão, a médica me olhou preocupada - já nos conhecíamos desde muito antes de eu egravidar, temos parentes em comum, e eu gosto muito dela.
- Antes de mais nada, eu gostaria de saber se você tem interesse em ir para a casa dos seus pais - inquiriu ela, com aquela voz extremamente gentil de sempre.
- Eu ia perguntar mesmo se eu posso viajar assim, porque eu tenho certeza que meus pais vão querer que eu fique lá com eles agora... - respondi.
- Pode viajar, mas você deve ir deitada no banco trazeiro e eu quero que você passe em uma farmácia assim que sair daqui e tome imediatamente esse remédio (para pressão).
Então ela me explicou que se eu tivesse decidido ficar, ela iria me internar no hospital naquele mesmo dia e ia fazer mais exames. Se o caso fosse como parecia mesmo, talvez eu tivesse que fazer uma cesárea em uns 2 dias. Mas, agora, quem iria decidir os próximos passos seria meu novo médico e eu deveria confiar no julgamento dele.
O novo médico
É uma das referências quando o assunto é gravidez de risco. Ainda na mesma segunda-feira, ele me examinou, fez mil perguntas, mediu minha pressão e analisou cuidadosamente os resultados dos meus ultrassons:
- Você tem certeza que esse ultrassom é seu? - perguntou, olhando o resultado daquele último.
- Sim.
- Isso não faz muito sentido...
Ele pediu um novo ultrassom, num lugar de sua confiança, que seria feito ainda naquele dia. O médico que fez o novo ultrassom era muito bom, super atencioso. Fiquei um século na sala, ele media tudo várias vezes. Por fim, constatou-se que: o Zezinho estava com o tamanho de um bebê que estaria numa idade gestacional 1 mês mais nova que a dele, e o líquido amniótico estava realmente baixo, mas não tão baixo quanto o outro ultrassom havia mostrado.
A segunda-feira ainda não havia acabado. Encontrei o obstetra no hospital e ele colheu meu sangue para fazer uma série de exames. O que eu tinha era algo chamado DHEG - Doença Hipertensiva Específica da Gravidez. Não, eu não tinha histórico de hipertensão na minha vida, e não tem absolutamente nada a ver com isso. Como o próprio nome diz, é um caso de hipertensão que acontece especificamente na gravidez, e não existem muitos meios de se prever quem vai ter ou não uma coisa dessas. Costuma acontecer apenas na primeira gravidez da mulher (ou seja, provavelmente eu não terei isso novamente), e é ocasionada principalmente por algum tipo de rejeição à placenta. O que significa que a minha hipertensão iria sumir alguns dias/horas/meses após o parto, pois não haveria mais aquela placenta dentro de mim.
O problema é o seguinte. Essa tal DHEG pode levar à pré-eclampsia que, por sua vez, pode levar a uma eclâmpsia. E isso é um treco perigoso. Eu não sabia exatamente porque era perigoso e quão perigoso, de modo que foi bom para eu não ficar mais nervosa (o que faria minha presão subir mais).
O médico me passou muita calma, ele me explicou o suficiente para não me deixar perdida e não entrou nos detalhes que me deixariam preocupada. O que eu deveria fazer era ficar deitada o dia todo, tomar muito líquido, me alimentar bem, diminuir consideravelmente o sódio do meu cardápio e medir minha pressão trocentas vezes ao dia. E não se esqueça de tomar os remédios prescritos. Se a mínima da pressão atingir 10, ou dependendo dos resultados dos exames e ultrassons que seriam feitos regularmente, o nascimento teria de ser antecipado. E cada dia que eu conseguisse manter o Zezinho na minha barriga seria uma vitória. Se conseguíssemos 12 dias, seria bastante satisfatório.
Naquele dia eu estava com 32 semanas e 3 dias.
(Continua em: zezinho, parte 2)
Até a Páscoa.
O primeiro susto
Consulta pré-natal de rotina, a doutora verifica minha pressão e vem a surpresa: 13x9. E, olha, a barriga parece que não cresceu muito também... Melhor fazer repouso durante o feriado, diminuir o sal e voltar aqui na segunda-feira. E, se possível, com um novo ultrassom na mão, ok?
Eu não estava exatamente preocupada ainda naquele feriado. Sabe, eu sou extremamente otimista. Eu tinha certeza que tudo ia ficar bem. Além do que, se eu começasse a ficar preocupada, isso só iria aumentar minha pressão, certo? Então a segunda-feira chegou e eu fui fazer o tal ultrassom. Olhando com um ar intrigado para a tela, o doutor me pergunta:
- Você perdeu líquido amniótico?
- Não, por quê?
- A quantidade de líquido está bem baixa...
- Baixa quanto?
- 2.
- E o normal é...?
- 12.
O exame acabou. Eu não consegui ficar alí no consultório esperando o resultado por escrito, pedi desculpas para o Marido e fui para o carro. Chorar. E rezar. É difícil continuar otimista nessas horas, mas eu ainda tentava.
A consulta com a obstetra ia ser só no fim do dia, mas ligamos lá para adiantar e fomos logo depois do almoço. Com o resultado do ultrassom na mão, a médica me olhou preocupada - já nos conhecíamos desde muito antes de eu egravidar, temos parentes em comum, e eu gosto muito dela.
- Antes de mais nada, eu gostaria de saber se você tem interesse em ir para a casa dos seus pais - inquiriu ela, com aquela voz extremamente gentil de sempre.
- Eu ia perguntar mesmo se eu posso viajar assim, porque eu tenho certeza que meus pais vão querer que eu fique lá com eles agora... - respondi.
- Pode viajar, mas você deve ir deitada no banco trazeiro e eu quero que você passe em uma farmácia assim que sair daqui e tome imediatamente esse remédio (para pressão).
Então ela me explicou que se eu tivesse decidido ficar, ela iria me internar no hospital naquele mesmo dia e ia fazer mais exames. Se o caso fosse como parecia mesmo, talvez eu tivesse que fazer uma cesárea em uns 2 dias. Mas, agora, quem iria decidir os próximos passos seria meu novo médico e eu deveria confiar no julgamento dele.
O novo médico
É uma das referências quando o assunto é gravidez de risco. Ainda na mesma segunda-feira, ele me examinou, fez mil perguntas, mediu minha pressão e analisou cuidadosamente os resultados dos meus ultrassons:
- Você tem certeza que esse ultrassom é seu? - perguntou, olhando o resultado daquele último.
- Sim.
- Isso não faz muito sentido...
Ele pediu um novo ultrassom, num lugar de sua confiança, que seria feito ainda naquele dia. O médico que fez o novo ultrassom era muito bom, super atencioso. Fiquei um século na sala, ele media tudo várias vezes. Por fim, constatou-se que: o Zezinho estava com o tamanho de um bebê que estaria numa idade gestacional 1 mês mais nova que a dele, e o líquido amniótico estava realmente baixo, mas não tão baixo quanto o outro ultrassom havia mostrado.
A segunda-feira ainda não havia acabado. Encontrei o obstetra no hospital e ele colheu meu sangue para fazer uma série de exames. O que eu tinha era algo chamado DHEG - Doença Hipertensiva Específica da Gravidez. Não, eu não tinha histórico de hipertensão na minha vida, e não tem absolutamente nada a ver com isso. Como o próprio nome diz, é um caso de hipertensão que acontece especificamente na gravidez, e não existem muitos meios de se prever quem vai ter ou não uma coisa dessas. Costuma acontecer apenas na primeira gravidez da mulher (ou seja, provavelmente eu não terei isso novamente), e é ocasionada principalmente por algum tipo de rejeição à placenta. O que significa que a minha hipertensão iria sumir alguns dias/horas/meses após o parto, pois não haveria mais aquela placenta dentro de mim.
O problema é o seguinte. Essa tal DHEG pode levar à pré-eclampsia que, por sua vez, pode levar a uma eclâmpsia. E isso é um treco perigoso. Eu não sabia exatamente porque era perigoso e quão perigoso, de modo que foi bom para eu não ficar mais nervosa (o que faria minha presão subir mais).
O médico me passou muita calma, ele me explicou o suficiente para não me deixar perdida e não entrou nos detalhes que me deixariam preocupada. O que eu deveria fazer era ficar deitada o dia todo, tomar muito líquido, me alimentar bem, diminuir consideravelmente o sódio do meu cardápio e medir minha pressão trocentas vezes ao dia. E não se esqueça de tomar os remédios prescritos. Se a mínima da pressão atingir 10, ou dependendo dos resultados dos exames e ultrassons que seriam feitos regularmente, o nascimento teria de ser antecipado. E cada dia que eu conseguisse manter o Zezinho na minha barriga seria uma vitória. Se conseguíssemos 12 dias, seria bastante satisfatório.
Naquele dia eu estava com 32 semanas e 3 dias.
(Continua em: zezinho, parte 2)
3.4.09
bbb9
Olha só a gravidez transformando as pessoas. Já estou virando gente velha...
Com todo o corre-corre que eu comentei no último post, de noite a única coisa que tennho forças para fazer é ficar no sofá. Mesmo que eu tenha que trabalhar, trabalho no sofá mesmo, em frente à tv. Tv aberta. Ou seja, tô super por dentro de Caminho das Índias e BBB. Mas quem eu quero enganar? Sempre gostei de acompanhar BBB.
De todas as edições que assisti, só um participante realmente me cativou: a Grazi. Já gostei bastante de outros, mas sempre com ressalvas. Mesmo assim, em toda edição que eu assisto, acabo arranjando alguém para quem torcer mais.
Dessa vez foi um pouco diferente. Nunca pipoquei tanto durante o programa, mudei de preferência diversas vezes. Comecei adorando a Fran. Só que ela começou a me lembrar um pouco o único desafeto que tive durante a faculdade, aí passei a torcer pelo Max, em momentos até mesmo pelo Flávio. Depois de um tempo, o Flávio começou a me irritar e o Max meio que mudou de papel com a Fran, mas eu ainda estava ressabiada com ela, e comecei a simpatizar com a Pri e Ana. Só que a Ana começou a querer tirar satisfação com todo mundo que votava nela - uma chata de galocha. O ponto chave foi a briga com o Ralf, que durante somente a semana que antecedeu sua saída, foi meu favorito. A Pri também começou com umas coisas meio estranhas, de ficar em cima do muro, de querer brigar o tempo todo com a Fran. Enquanto isso, a Ana começou com o lance da perseguida.
Aí, estagnei na Fran de vez. A edição do programa mostrou a briga dela com a Maíra pela metade, como se ela tivesse surtado sem motivo algum. Também mostrou bastante a Maíra fazendo a caveira da Fran pra todo mundo e a Fran toda atrapalhada sem conseguir se defender. Fato: a Fran tem uma bela antena e fareja muito bem as coisas, mas na hora de transformar em argumentação, ela é um desastre. O Lado B inteiro ficou do lado da Maíra. O Max tratava ela feito cachorro. É bom lembrar que a Ana começou a baixar a bola nessa época, além disso foi a única que defendeu a Fran. E o Bial, só puxando a sardinha da Pri.
Chegou um ponto em que a edição até virou amiguinha da Fran, mas fica a dúvida se já não era um pouco tarde demais. O Max também começou a perceber que o modo como ele a tratava não passava uma boa imagem dele e sutilmente foi melhorando seu relacionamento com ela. Balancei um pouco na minha torcida quando a Fran realmente começou com umas crises de ciúmes meio pesadas. Tudo bem ter ciúme da Pri, mas depois ela começou a forçar a barra. E também tem esse lance de falar errado (meio forçado) e usar roupas extremamente espalhafatosas, que não são coisas que me cativam muito. Mas eu olhava pro resto dos participantes e ainda não conseguia simpatizar com mais ninguém.
Nesse momento, tipo uma ou duas semanas atrás, eu tava meio que sem favorito. Torcia pra Fran só por falta de opção e não estava muito querendo que a Ana ganhasse, pois ainda estava com as mimimizices dela muito frescas na minha memória. Do Max e do Flávio restavam um asco adiquirido anteriormente, e a Pri me deixou com o pé atrás depois do lance da Maíra. A Josi... Bem, ela é tão significante que eu nem lembrava dela.
Aí a Josi saiu. E teve uma madrugada que foi ótema. De colocar os pingos nos is. E a Ana barbarizou geral. Perguntou tudo o que tinha vontade - e o que eu tinha vontade de saber. Sem mimimi, sem nhénhénhé. Parecia até que todo mundo estava sendo franco alí. E as críticas feitas a ela, foram impressionantemente bem aceitas. Naquele momento eu era, respectivamente: Fran, Pri e Ana. Tudo falta de opção, porque fora elas só tinha mais o Max e o Flávio - écati.
Umas 2 madrugadas depois, Flávio não existia mais, e a Fran deu uma "aula de sexo" para os demais. Tipo, até a Pri prestou atenção. E foi a coisa mais engraçada. O Max tentando fazer umas piadinhas que não deram certo foi a única coisa ruim da noite, mas por sorte foram tão poucas que não chegou a estragar. As caras da Fran eram impagáveis e a Ana toda prestando atenção, como quem quer muito aprender pra fazer direitinho em casa depois. A Fran até pedia para ela repetir os passos, pra ver se aprendeu direitinho. O máximo.
Eu não quero que o Max ganhe. A Pri perdeu lugar pra Ana, quem diria. Aliás, a Ana está quanse roubando a minha preferência. Posso até dizer: empatei na Ana e na Fran. Pri está na vantagem para ser lider, o que talvez seja uma boa: ela indica Max, a Ana consequentemente acaba indo pro paredão com ele -> Max fora. Duro é que tá rolando um boato de que o boninho vai manipular e dar o milhão pra Pri...
Com todo o corre-corre que eu comentei no último post, de noite a única coisa que tennho forças para fazer é ficar no sofá. Mesmo que eu tenha que trabalhar, trabalho no sofá mesmo, em frente à tv. Tv aberta. Ou seja, tô super por dentro de Caminho das Índias e BBB. Mas quem eu quero enganar? Sempre gostei de acompanhar BBB.
De todas as edições que assisti, só um participante realmente me cativou: a Grazi. Já gostei bastante de outros, mas sempre com ressalvas. Mesmo assim, em toda edição que eu assisto, acabo arranjando alguém para quem torcer mais.
Dessa vez foi um pouco diferente. Nunca pipoquei tanto durante o programa, mudei de preferência diversas vezes. Comecei adorando a Fran. Só que ela começou a me lembrar um pouco o único desafeto que tive durante a faculdade, aí passei a torcer pelo Max, em momentos até mesmo pelo Flávio. Depois de um tempo, o Flávio começou a me irritar e o Max meio que mudou de papel com a Fran, mas eu ainda estava ressabiada com ela, e comecei a simpatizar com a Pri e Ana. Só que a Ana começou a querer tirar satisfação com todo mundo que votava nela - uma chata de galocha. O ponto chave foi a briga com o Ralf, que durante somente a semana que antecedeu sua saída, foi meu favorito. A Pri também começou com umas coisas meio estranhas, de ficar em cima do muro, de querer brigar o tempo todo com a Fran. Enquanto isso, a Ana começou com o lance da perseguida.
Aí, estagnei na Fran de vez. A edição do programa mostrou a briga dela com a Maíra pela metade, como se ela tivesse surtado sem motivo algum. Também mostrou bastante a Maíra fazendo a caveira da Fran pra todo mundo e a Fran toda atrapalhada sem conseguir se defender. Fato: a Fran tem uma bela antena e fareja muito bem as coisas, mas na hora de transformar em argumentação, ela é um desastre. O Lado B inteiro ficou do lado da Maíra. O Max tratava ela feito cachorro. É bom lembrar que a Ana começou a baixar a bola nessa época, além disso foi a única que defendeu a Fran. E o Bial, só puxando a sardinha da Pri.
Chegou um ponto em que a edição até virou amiguinha da Fran, mas fica a dúvida se já não era um pouco tarde demais. O Max também começou a perceber que o modo como ele a tratava não passava uma boa imagem dele e sutilmente foi melhorando seu relacionamento com ela. Balancei um pouco na minha torcida quando a Fran realmente começou com umas crises de ciúmes meio pesadas. Tudo bem ter ciúme da Pri, mas depois ela começou a forçar a barra. E também tem esse lance de falar errado (meio forçado) e usar roupas extremamente espalhafatosas, que não são coisas que me cativam muito. Mas eu olhava pro resto dos participantes e ainda não conseguia simpatizar com mais ninguém.
Nesse momento, tipo uma ou duas semanas atrás, eu tava meio que sem favorito. Torcia pra Fran só por falta de opção e não estava muito querendo que a Ana ganhasse, pois ainda estava com as mimimizices dela muito frescas na minha memória. Do Max e do Flávio restavam um asco adiquirido anteriormente, e a Pri me deixou com o pé atrás depois do lance da Maíra. A Josi... Bem, ela é tão significante que eu nem lembrava dela.
Aí a Josi saiu. E teve uma madrugada que foi ótema. De colocar os pingos nos is. E a Ana barbarizou geral. Perguntou tudo o que tinha vontade - e o que eu tinha vontade de saber. Sem mimimi, sem nhénhénhé. Parecia até que todo mundo estava sendo franco alí. E as críticas feitas a ela, foram impressionantemente bem aceitas. Naquele momento eu era, respectivamente: Fran, Pri e Ana. Tudo falta de opção, porque fora elas só tinha mais o Max e o Flávio - écati.
Umas 2 madrugadas depois, Flávio não existia mais, e a Fran deu uma "aula de sexo" para os demais. Tipo, até a Pri prestou atenção. E foi a coisa mais engraçada. O Max tentando fazer umas piadinhas que não deram certo foi a única coisa ruim da noite, mas por sorte foram tão poucas que não chegou a estragar. As caras da Fran eram impagáveis e a Ana toda prestando atenção, como quem quer muito aprender pra fazer direitinho em casa depois. A Fran até pedia para ela repetir os passos, pra ver se aprendeu direitinho. O máximo.
Eu não quero que o Max ganhe. A Pri perdeu lugar pra Ana, quem diria. Aliás, a Ana está quanse roubando a minha preferência. Posso até dizer: empatei na Ana e na Fran. Pri está na vantagem para ser lider, o que talvez seja uma boa: ela indica Max, a Ana consequentemente acaba indo pro paredão com ele -> Max fora. Duro é que tá rolando um boato de que o boninho vai manipular e dar o milhão pra Pri...
2.4.09
(pausa para atualização do blog)
E tanta coisa, tanta correria...
Dia 13 de março eu acabei conseguindo um tempo pra mandar e-mail e contar que ainda estou viva. Hoje, nova pausa, dessa vez menor, para praticamente copiar o conteúdo do e-mail aqui, salvo algumas pequenas mudanças no texto.
13/03/09
Eu sei que sumi completamente do mundo, mas juro que não estou tendo tempo de dar notícias (pode parecer inacreditável, mas é verdade!). Acho que nunca "corri" tanto na minha vida inteirinha!
Bom, estou reformando uma casa, para onde me mudarei assim que estiver habitável, e a intenção era que ela ficasse pronta antes do Zezinho* nascer, MAS a reforma cresce a cada semana e me parece quase impossível que tudo fique pronto a tempo. Pra se ter uma idéia, falta menos de 3 meses para ele chegar e vou entregar o projeto executivo para o pedreiro HJ. Claro que a reforma já começou antes, naquele atropelo básico, mas ainda falta praticamente tudo. Estou a ponto de enlouquecer, pq tudo é sempre pra ontem e as cobranças da família são praticamente diárias - sem falar na cobrança que vem de mim mesma...
Que mais...? Na verdade, meu tempo gira todo em torno do Zezinho e da nova casa velha. Mas tem tb o novo escritório, que posso até dizer que está pronto, mas devido a muita dor nas costas, não tenho ficado muito lá, pq preciso deitar de tempos em tempos pra aliviar, rsrs.
Nossa, com tudo isso, nos últimos meses não tenho tido tempo nem pra respirar direito. Fora quando bate aquela sensibilidade básica de grávida: insegurança, chororô, raiva e tudo ao mesmo tempo! rsrsrs Mas apesar disso tudo, não posso reclamar um tiquinho da vida, pois, mesmo aos trancos e barrancos, tá tudo dando certo por aqui.
...
Pouca coisa mudou desde que escrevi o tal e-mail.
Ou melhor, uma coisa crucial mudou: não faltam mais 3 meses, e sim 2.
Mas o Zezinho está muito bem, obrigada. Ele é bem agitadinho e adora me cutucar. Semana retrasada descobri que ele estava folgadamente sentado aqui dentro, mas acho que essa semana ele está numa vibe roda-gigante - tá girando como se não houvesse amanhã e logo encaixa na posição certa.
Aliás, quero todo mundo fazendo figa, simpatia, reza e o escambau: quero ter parto normal.**
*Sim, ele é um menino! E não, esse não é o nome oficial dele.
**Aproveitem o esforço e torçam também para a reforma terminar a tempo. Até existe um Plano B, mas o Plano A é bem mais legal, né...
E para quem ainda não sabe: não estou mais trabalhando com os piratas... Profissional liberal agora. Super liberal, um perigo.
Dia 13 de março eu acabei conseguindo um tempo pra mandar e-mail e contar que ainda estou viva. Hoje, nova pausa, dessa vez menor, para praticamente copiar o conteúdo do e-mail aqui, salvo algumas pequenas mudanças no texto.
13/03/09
Eu sei que sumi completamente do mundo, mas juro que não estou tendo tempo de dar notícias (pode parecer inacreditável, mas é verdade!). Acho que nunca "corri" tanto na minha vida inteirinha!
Bom, estou reformando uma casa, para onde me mudarei assim que estiver habitável, e a intenção era que ela ficasse pronta antes do Zezinho* nascer, MAS a reforma cresce a cada semana e me parece quase impossível que tudo fique pronto a tempo. Pra se ter uma idéia, falta menos de 3 meses para ele chegar e vou entregar o projeto executivo para o pedreiro HJ. Claro que a reforma já começou antes, naquele atropelo básico, mas ainda falta praticamente tudo. Estou a ponto de enlouquecer, pq tudo é sempre pra ontem e as cobranças da família são praticamente diárias - sem falar na cobrança que vem de mim mesma...
Que mais...? Na verdade, meu tempo gira todo em torno do Zezinho e da nova casa velha. Mas tem tb o novo escritório, que posso até dizer que está pronto, mas devido a muita dor nas costas, não tenho ficado muito lá, pq preciso deitar de tempos em tempos pra aliviar, rsrs.
Nossa, com tudo isso, nos últimos meses não tenho tido tempo nem pra respirar direito. Fora quando bate aquela sensibilidade básica de grávida: insegurança, chororô, raiva e tudo ao mesmo tempo! rsrsrs Mas apesar disso tudo, não posso reclamar um tiquinho da vida, pois, mesmo aos trancos e barrancos, tá tudo dando certo por aqui.
...
Pouca coisa mudou desde que escrevi o tal e-mail.
Ou melhor, uma coisa crucial mudou: não faltam mais 3 meses, e sim 2.
Mas o Zezinho está muito bem, obrigada. Ele é bem agitadinho e adora me cutucar. Semana retrasada descobri que ele estava folgadamente sentado aqui dentro, mas acho que essa semana ele está numa vibe roda-gigante - tá girando como se não houvesse amanhã e logo encaixa na posição certa.
Aliás, quero todo mundo fazendo figa, simpatia, reza e o escambau: quero ter parto normal.**
*Sim, ele é um menino! E não, esse não é o nome oficial dele.
**Aproveitem o esforço e torçam também para a reforma terminar a tempo. Até existe um Plano B, mas o Plano A é bem mais legal, né...
E para quem ainda não sabe: não estou mais trabalhando com os piratas... Profissional liberal agora. Super liberal, um perigo.
2.12.08
feijãozinho-zezinho-laranjinha
É, ontem foi um dia atribulado. Foi o lançamento do The Labyrinth, do qual ainda não me recuperei ainda - muito genial. Recebi um e-mail sobre um trabalho que já me cansa faz tempo, e agora vou ter que voltar a esse trabalho novamente. E, a melhor parte do dia, fiz um ultrassom pra ver meu neném!
O bichinho está enorme, já tem uns 11 cm dos pés à cabeça (e 6,7 cm da cabeça ao bumbum). Ou seja, não dá mais pra chamar de feijãozinho, né. Já tá uma laranjinha! E o médico disse que ele tá com tudo onde deveria estar, todas as medidas dentro da normalidade. Perfeitinho, graças a Deus!
E como se mexe! Os bracinhos pra lá e pra cá, umas pernas compridas que ele esticava e encolhia! Coisa mais lindinha. O médico falou que ele estava acordado. E mesmo que não estivesse, o homem apertava tanto a minha barriga para ele mudar de posição que ele ia acabar acordando! hehehe Mesmo assim não deu pra ver se tem ou não acessório, o cordão umbilical estava na frente. Só no próximo ultrassom. Mas deu pra ver o perfil dele, um rostinho lindo de morrer! Inacreditável!
Gravamos o exame em um dvd. Agora posso ver a carinha dele sempre que der vontade. E ele é fofo demais! Me parece tão simpático!
Minha barriga já tá aparecendo, estou na 14a semana, já no segundo trimestre, que dizem ser o mais gostoso. E minhas canseiras já diminuíram, ainda bem. Agora é curtir, e ir finalizando as outras mudanças que estão acontecendo na nossa vida - pra variar, tudo acontece ao mesmo tempo, né!
Zezinho é o nome extra-oficial que o laranjinha já ganhou aqui entre meus colegas piratas. Foi o chefia que começou e agora já pegou. Aí, agora sou conhecida por aqui como "Dona Mãe do Zezinho".
O bichinho está enorme, já tem uns 11 cm dos pés à cabeça (e 6,7 cm da cabeça ao bumbum). Ou seja, não dá mais pra chamar de feijãozinho, né. Já tá uma laranjinha! E o médico disse que ele tá com tudo onde deveria estar, todas as medidas dentro da normalidade. Perfeitinho, graças a Deus!
E como se mexe! Os bracinhos pra lá e pra cá, umas pernas compridas que ele esticava e encolhia! Coisa mais lindinha. O médico falou que ele estava acordado. E mesmo que não estivesse, o homem apertava tanto a minha barriga para ele mudar de posição que ele ia acabar acordando! hehehe Mesmo assim não deu pra ver se tem ou não acessório, o cordão umbilical estava na frente. Só no próximo ultrassom. Mas deu pra ver o perfil dele, um rostinho lindo de morrer! Inacreditável!
Gravamos o exame em um dvd. Agora posso ver a carinha dele sempre que der vontade. E ele é fofo demais! Me parece tão simpático!
Minha barriga já tá aparecendo, estou na 14a semana, já no segundo trimestre, que dizem ser o mais gostoso. E minhas canseiras já diminuíram, ainda bem. Agora é curtir, e ir finalizando as outras mudanças que estão acontecendo na nossa vida - pra variar, tudo acontece ao mesmo tempo, né!
Zezinho é o nome extra-oficial que o laranjinha já ganhou aqui entre meus colegas piratas. Foi o chefia que começou e agora já pegou. Aí, agora sou conhecida por aqui como "Dona Mãe do Zezinho".
1.12.08
games review
Eu sei. Que tem gente doida pra saber do feijãozinho-zezinho-laranja, mas agora eu vim postar aqui sobre outra coisa. Quem não gosta de jogos de aventura (The Dig, Monkey Island, Day of The Tentacle, Indiana Jones - Atlantis, etc), pode já ir fechando essa janelinha, pois vou falar de Trapped. (Mas não fecha não, esse jogo é tão legal!)
Sim, sim. Já dediquei posts ao Trapped e ao Rabbit Tell antes. Mas agora eles roubaram minha atenção novamente - como se eu ficasse mais de uma semana sem prestar atenção neles. Ok, enfim. O caso é que a terceira parte de Trapped foi lançada HOJE!!!! Seu nome: The Labyrinth.
Tenho orgulho e prazer em dizer que fui tester novamente. E espero não ter decepcionado quanto a isso. Aliás, adoraria ser convidada uma quarta vez (sintam o cheiro do pedido descarado). Opa, estou perdendo a compostura, deixe-me recompor. Pronto. Agora, estou aqui para falar sobre essa nova parte do jogo e recomendá-lo inteiro àqueles que ainda resistiram em conhecê-lo. Duvido que alguém se arrependa de seguir essa minha recomendação.
Tá bom, chega de blablablá.
Numa visão geral, Trapped é um jogo fantástico, o melhor jogo online disponível até o momento, praticamente empatado com Matt Sandorf, dos mesmos criadores. Pareço apenas uma puxa-saco, mas os jogos são bons mesmo, e não há nada que eu possa fazer quanto a isso. Mas acho que nessa tecla eu já bati demais, então vou passar para a terceira e última parte do jogo. Muito do que eu vou falar aqui, os criadores Rodrigo Roesler e Bruno Maestrini ainda não ouviram de mim, mesmo no meu 'relatório oficial' de tester - mas isso se deve ao simples fato de que depois de feito o relatório eu joguei outras duas vezes, e também matutei muito sobre várias coisas desde então.
The Labyrinth pode ser chocante e até frustrante nos primeiros 5 segundos. O jogo começa e a gente pergunta: "Ué, cade o Trapped??". Visual novo é dizer pouco. Tudo novo. Dos gráficos ao mecanismo de jogo, TUDO. Cinco segundos depois, alí está a personalidade ácida do David Green/Renato Marinho e 'tá lá o corpo estendido no chão', alí está o poço dos desejos (uma das melhores coisas de The Dark), a intrigante estátua do coelho, o fofíssimo Mr. Bubbles/Bolota, o simpático sapo ressucitado, as moscas no buraco... Tudo exatamente onde deveria estar. E aí, a gente (eu, pelo menos) esquece que tá tudo diferente, porque na verdade, tá tudo igual. Ufa!
Fora a quebra/choque ocasionados pelos novos gráficos e ilustrações e pelo novo mecanismo, acredito que o jogo teve muito a ganhar com todas essas mudanças. Pensando friamente, depois que a melancolia e o saudosismo passam, é preciso dar o braço a torcer para o fato de que os desenhos estão lindos e que o recurso da tela cheia é simplesmente SENSACIONAL (apesar de que eu acho que ainda será preciso lapidar os graficos um pouquinho mais para que o jogo fique mais 'único' e menos parecido com outros que já figuram pela internet). Poder combinar itens do inventário também dá mais margens para novos puzzles e os diálogos interativos é uma coisa que não tem preço. Além disso, ver a boquinha do David/Renato mexendo quase indefinidamente ao falar, por mais que a frase seja apenas "I killed him", é simpático demais! Inclusive, o David/Renato como um todo me pareceu mais 'vivo' com sua nova cara.
Mas por mais que eu tenha gostado dessa terceira parte, tenho para mim que ela não supera o magistral The Dark. Meu preferido. E aí, eu fiquei tentando entender quais eram os motivos disso. A primeira conclusão que cheguei foi de que The Dark tem um coisa que nenhum dos outros jogos tem com tanta força, apenas Matt Sanforf quase se iguala: ele tem 'duas fases'. E no The Dark isso é tão evidente que fica ainda mais legal, porque é quase como se fossem dois jogos seguidos. A gente resolve um monte de paradinhas e aí meio que começa uma nova fase do jogo, onde até o cenário está diferente. Isso é bem revigorante, faz com que o jogo se torne mais dinâmico e a gente nem sente o tempo passar enquanto joga.
Porém, acho que no fim, isso é um dos motivos para o The Dark ser o melhor de todos, mas não é o motivo que faz com que The Labyrinth não o seja. Compliquei nessa, né. Quero dizer que The Labyrinth poderia ser o melhor de todos, apesar de não ter essa característica das 'duas fases'. Acho que um dos pontos primordiais para a terceira não ser a melhor parte, é o fato de ela ser a última, significando muitas explicações para dar. Outra coisa que se sente alguma falta é de um pouco mais humor negro ao longo do jogo. The Labyrinth está mais obscuro e textual que os outros dois, o que o torna um pouco mais denso, pesado, e acho que algumas piadinhas a mais poderiam ter aliviado um pouco a tensão. Também li um comentário, que um fã deixou no site da Rabbit Tell, falando sobre a falta de mais puzzles da metade para o final do jogo e acho que, realmente, um ou dois puzzles a mais poderiam ter dado mais dinâmica ao jogo (pois a partir de certo momento, ele se torna bem mais fácil do que as outras duas partes - apesar de eu ter me atrapalhado mais nessa parte do que nos outras duas...).
Em contrapartida, achei os textos (das charadas que existem ao longo do jogo) inteligentes e muito bem escritos. Eles são até bonitos de se ler. Também o uso de chaves somado à leitura do Mapa como o modo de construir o labirinto, é absolutamente genial. Além disso, existem alguns puzzles muito bons, como um que gira em torno de... um cocô, e do que se utiliza da fome do sapo. Aliás, gostei muito das respostas do David/Renato quando a gente usava as coisas de maneira errada - digamos que eram bem a cara dele, rsrs.
Por fim, ainda existe um fator que faz com que quarquer defeito que The Labyrinth possa ter se desintegre em praticamente nada. É uma surpresa que, dizem eles, é só para jogadores dedicados. Essa surpresa é tão desconcertante e fantástica, que nem sei. É algo simplesmente genial! E eu sou da opnião que não se deve procurar por ela na primeira vez que se joga The Labyrinth, pois é muito legal ver o que acontece graças à surpresa, já sabendo o que acontece sem a surpresa.
Aconselho a todos que esqueçam que são adultos e comecem a jogar Trapped imediatamente.
O que você está esperando? Corre, meu filho!
Ah, quase esqueço de dizer. Eles já anunciaram o nome do próximo jogo: The Cape of Storms. Deverá ser lançado em Fevereiro de 2009. Já temos pelo que esperar ansiosamente!
Sim, sim. Já dediquei posts ao Trapped e ao Rabbit Tell antes. Mas agora eles roubaram minha atenção novamente - como se eu ficasse mais de uma semana sem prestar atenção neles. Ok, enfim. O caso é que a terceira parte de Trapped foi lançada HOJE!!!! Seu nome: The Labyrinth.
Tenho orgulho e prazer em dizer que fui tester novamente. E espero não ter decepcionado quanto a isso. Aliás, adoraria ser convidada uma quarta vez (sintam o cheiro do pedido descarado). Opa, estou perdendo a compostura, deixe-me recompor. Pronto. Agora, estou aqui para falar sobre essa nova parte do jogo e recomendá-lo inteiro àqueles que ainda resistiram em conhecê-lo. Duvido que alguém se arrependa de seguir essa minha recomendação.
Tá bom, chega de blablablá.
Numa visão geral, Trapped é um jogo fantástico, o melhor jogo online disponível até o momento, praticamente empatado com Matt Sandorf, dos mesmos criadores. Pareço apenas uma puxa-saco, mas os jogos são bons mesmo, e não há nada que eu possa fazer quanto a isso. Mas acho que nessa tecla eu já bati demais, então vou passar para a terceira e última parte do jogo. Muito do que eu vou falar aqui, os criadores Rodrigo Roesler e Bruno Maestrini ainda não ouviram de mim, mesmo no meu 'relatório oficial' de tester - mas isso se deve ao simples fato de que depois de feito o relatório eu joguei outras duas vezes, e também matutei muito sobre várias coisas desde então.
The Labyrinth pode ser chocante e até frustrante nos primeiros 5 segundos. O jogo começa e a gente pergunta: "Ué, cade o Trapped??". Visual novo é dizer pouco. Tudo novo. Dos gráficos ao mecanismo de jogo, TUDO. Cinco segundos depois, alí está a personalidade ácida do David Green/Renato Marinho e 'tá lá o corpo estendido no chão', alí está o poço dos desejos (uma das melhores coisas de The Dark), a intrigante estátua do coelho, o fofíssimo Mr. Bubbles/Bolota, o simpático sapo ressucitado, as moscas no buraco... Tudo exatamente onde deveria estar. E aí, a gente (eu, pelo menos) esquece que tá tudo diferente, porque na verdade, tá tudo igual. Ufa!
Fora a quebra/choque ocasionados pelos novos gráficos e ilustrações e pelo novo mecanismo, acredito que o jogo teve muito a ganhar com todas essas mudanças. Pensando friamente, depois que a melancolia e o saudosismo passam, é preciso dar o braço a torcer para o fato de que os desenhos estão lindos e que o recurso da tela cheia é simplesmente SENSACIONAL (apesar de que eu acho que ainda será preciso lapidar os graficos um pouquinho mais para que o jogo fique mais 'único' e menos parecido com outros que já figuram pela internet). Poder combinar itens do inventário também dá mais margens para novos puzzles e os diálogos interativos é uma coisa que não tem preço. Além disso, ver a boquinha do David/Renato mexendo quase indefinidamente ao falar, por mais que a frase seja apenas "I killed him", é simpático demais! Inclusive, o David/Renato como um todo me pareceu mais 'vivo' com sua nova cara.
Mas por mais que eu tenha gostado dessa terceira parte, tenho para mim que ela não supera o magistral The Dark. Meu preferido. E aí, eu fiquei tentando entender quais eram os motivos disso. A primeira conclusão que cheguei foi de que The Dark tem um coisa que nenhum dos outros jogos tem com tanta força, apenas Matt Sanforf quase se iguala: ele tem 'duas fases'. E no The Dark isso é tão evidente que fica ainda mais legal, porque é quase como se fossem dois jogos seguidos. A gente resolve um monte de paradinhas e aí meio que começa uma nova fase do jogo, onde até o cenário está diferente. Isso é bem revigorante, faz com que o jogo se torne mais dinâmico e a gente nem sente o tempo passar enquanto joga.
Porém, acho que no fim, isso é um dos motivos para o The Dark ser o melhor de todos, mas não é o motivo que faz com que The Labyrinth não o seja. Compliquei nessa, né. Quero dizer que The Labyrinth poderia ser o melhor de todos, apesar de não ter essa característica das 'duas fases'. Acho que um dos pontos primordiais para a terceira não ser a melhor parte, é o fato de ela ser a última, significando muitas explicações para dar. Outra coisa que se sente alguma falta é de um pouco mais humor negro ao longo do jogo. The Labyrinth está mais obscuro e textual que os outros dois, o que o torna um pouco mais denso, pesado, e acho que algumas piadinhas a mais poderiam ter aliviado um pouco a tensão. Também li um comentário, que um fã deixou no site da Rabbit Tell, falando sobre a falta de mais puzzles da metade para o final do jogo e acho que, realmente, um ou dois puzzles a mais poderiam ter dado mais dinâmica ao jogo (pois a partir de certo momento, ele se torna bem mais fácil do que as outras duas partes - apesar de eu ter me atrapalhado mais nessa parte do que nos outras duas...).
Em contrapartida, achei os textos (das charadas que existem ao longo do jogo) inteligentes e muito bem escritos. Eles são até bonitos de se ler. Também o uso de chaves somado à leitura do Mapa como o modo de construir o labirinto, é absolutamente genial. Além disso, existem alguns puzzles muito bons, como um que gira em torno de... um cocô, e do que se utiliza da fome do sapo. Aliás, gostei muito das respostas do David/Renato quando a gente usava as coisas de maneira errada - digamos que eram bem a cara dele, rsrs.
Por fim, ainda existe um fator que faz com que quarquer defeito que The Labyrinth possa ter se desintegre em praticamente nada. É uma surpresa que, dizem eles, é só para jogadores dedicados. Essa surpresa é tão desconcertante e fantástica, que nem sei. É algo simplesmente genial! E eu sou da opnião que não se deve procurar por ela na primeira vez que se joga The Labyrinth, pois é muito legal ver o que acontece graças à surpresa, já sabendo o que acontece sem a surpresa.
Aconselho a todos que esqueçam que são adultos e comecem a jogar Trapped imediatamente.
O que você está esperando? Corre, meu filho!
Ah, quase esqueço de dizer. Eles já anunciaram o nome do próximo jogo: The Cape of Storms. Deverá ser lançado em Fevereiro de 2009. Já temos pelo que esperar ansiosamente!
rabbit tell, de novo
E-mail escrito dias atrás (20/11/09):
Oi, 'meu irmão',
Eu sei q vc tá doido estudando, mas isso é pra depois q vc terminar as provas.
Na verdade, eu não sei se já te falei desses jogos, mas como não me lembro de vc ter comentado nada, acho que se eu falei vc esqueceu de ver.
São dois jogos feitos por 2 brasileiros, são jogos online, no estilo point-and-click. Os meninos têm como referência jogos como The Dig, Monkey Island, entre outros. Tb gostam de humor non sense, à lá Monty Python. Pra vc ter uma idéia de como eles são o máximo! rsrs
(...)
O primeiro jogo se chama Trapped, e é dividido em três partes: The White Rabbit, The Dark e The Labyrinth. A terceira parte, The Labytinth, está pra sair em poucas semanas e vai ter gráficos melhores, pois eles estão aprimorado o mecanismo do jogo. Mas as duas primeiras partes são realmente muito boas!
Taí o site do jogo: http://jayisgames.com/games/trapped-the-white-rabbit/
Pra vc ter uma idéia, eles fizeram a primeira parte meio que na empolgação só, mas fez tanto sucesso (o jogo ficou em 2o lugar num hanking internacional de jogos de point-and-click, na base do boca-a-boca!) que eles resolveram abrir uma empresa chamada Rabbit Tell. Também, com o sucesso do jogo, a Sony os contratou para fazer um advergame, como publicidade de um memorystick novo.
O resultado foi o segundo jogo, chamado Matt Sandorf, Journey to Endless Entertainment. Também é ótimo! E tem um link pra ele no site da Rabbit Tell: http://www.rabbittell.com/
Bom, eu fiquei tão fã da primeira parte do Trapped, que eu entrava no blog que tem no site e sempre deixava comentários empolgados. Acabei sendo convidada para ser tester da segunda parte e tb do jogo da Sony. Estou só torcendo para eles me chamarem para ser tester do The Labyrinth tb! Faz figa por mim!
É, tá vendo como eu fico empolgada com esses jogos?! Olha só o tamanho do e-mail!!!! hehehehehhehe
Vê se joga, hein! Eu sei que vc vai adorar!
bjs (e boas provas),
Tha
(atualização: o site da Rabbit Tell não está mais funcionando)
Oi, 'meu irmão',
Eu sei q vc tá doido estudando, mas isso é pra depois q vc terminar as provas.
Na verdade, eu não sei se já te falei desses jogos, mas como não me lembro de vc ter comentado nada, acho que se eu falei vc esqueceu de ver.
São dois jogos feitos por 2 brasileiros, são jogos online, no estilo point-and-click. Os meninos têm como referência jogos como The Dig, Monkey Island, entre outros. Tb gostam de humor non sense, à lá Monty Python. Pra vc ter uma idéia de como eles são o máximo! rsrs
(...)
O primeiro jogo se chama Trapped, e é dividido em três partes: The White Rabbit, The Dark e The Labyrinth. A terceira parte, The Labytinth, está pra sair em poucas semanas e vai ter gráficos melhores, pois eles estão aprimorado o mecanismo do jogo. Mas as duas primeiras partes são realmente muito boas!
Taí o site do jogo: http://jayisgames.com/games/trapped-the-white-rabbit/
Pra vc ter uma idéia, eles fizeram a primeira parte meio que na empolgação só, mas fez tanto sucesso (o jogo ficou em 2o lugar num hanking internacional de jogos de point-and-click, na base do boca-a-boca!) que eles resolveram abrir uma empresa chamada Rabbit Tell. Também, com o sucesso do jogo, a Sony os contratou para fazer um advergame, como publicidade de um memorystick novo.
O resultado foi o segundo jogo, chamado Matt Sandorf, Journey to Endless Entertainment. Também é ótimo! E tem um link pra ele no site da Rabbit Tell: http://www.rabbittell.com/
Bom, eu fiquei tão fã da primeira parte do Trapped, que eu entrava no blog que tem no site e sempre deixava comentários empolgados. Acabei sendo convidada para ser tester da segunda parte e tb do jogo da Sony. Estou só torcendo para eles me chamarem para ser tester do The Labyrinth tb! Faz figa por mim!
É, tá vendo como eu fico empolgada com esses jogos?! Olha só o tamanho do e-mail!!!! hehehehehhehe
Vê se joga, hein! Eu sei que vc vai adorar!
bjs (e boas provas),
Tha
(atualização: o site da Rabbit Tell não está mais funcionando)
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